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Michele, 26 anos, ex-escritora de fanfic e agora escritora de livro de verdade.

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"Eu tenho muita gente incrível"


Sem exagerar, eu posso dizer pra você que existem 13 textos começados, salvos nos rascunhos desse blog, falando sobre meus amigos. E se você tiver tempo ocioso e quiser ver o quanto eles inspiraram vários outros textos, pode fuçar essa página e encontrar mais outros contando o quanto eles são incríveis e mudaram minha vida em algum momento. Dada essa introdução, não será nenhuma surpresa para você que eu comece esse texto dizendo que, meu deus, eu tenho muita gente incrível.

No último dia 31, foi o lançamento do meu livro - aliás, você já tem um pra chamar de seu? Ele tá a coisa mais bonita do mundo e nem é porque é "o meu livro", viu? - e eu estava em um misto de emoções muito loucas. Ao mesmo tempo em que estava extremamente feliz, eu estava extremamente nervosa. Estava animada, mas estava ansiosa. Orgulhosa e aflita. Tudo assim, divididinho, sendo sentido igualzinho, como uma boa geminiana consegue fazer.

Consequência de todo esse conflito, o dia 31 foi um dia especialmente turbulento até as fatídicas 19h30, porque eu estava sentindo tudo de um jeito muito maluco. Minha mãe veio pra minha casa com minha irmã e meus dois sobrinhos - que, se me permitem mais uma interrupção, são as crianças mais lindas do planeta - então, a rotina já ficou bagunçada, afinal, tínhamos dois serezinhos agitados demandando atenção e cuidado. Atrasei para o meu próprio lançamento (uma série de infortúnios como meu uber dando problema, o caixa eletrônico não me deixando sacar dinheiro para pagar o uber, eu demorando pra encontrar vestido porque me achava feia em todos, meu celular morrendo e ressuscitando...) e, quando cheguei, já tinham dois amigos e meu namorado - ah, sim, foi um dia duplamente especial porque agora eu estou em um namoro rotuladinho, como uma romântica menina do interior metida a moderninha gosta de chamar -, no local. Dei um oi rápido, saí correndo, sentei na mesa e, pronto.


Começou. Em vinte minutos, uma fila. Uma fila de amigos.

— "Você tem mais amigos em São Paulo do que eu tenho na vida", disse minha irmã, certa vez, quando eu comentei que talvez não comemoraria meus 25 anos porque "não tinha tantos amigos e não conseguiria ir para Araçatuba".

Naquele dia foi a primeira vez que me dei conta de que eu tinha conhecido pessoas incríveis na capital, como a gente do interior ainda gosta de chamar. Trombei com paulistano da Mooca, mineiro itinerante, alagoano artista, gaúcho de passagem e estrangeiro apaixonado. Conheci gente da ZN, ZL, Zona Oeste, Zona Sul e do ABC. Conheci pessoas inspiradoras, integrei grandes histórias e virei amiga de gente talentosa. Recebi convite pra ser madrinha de casamento, conheci famílias e conheci histórias tão boas que poderiam facilmente rechear um novo livro. Tenho pessoas tão lindas que mal consigo escrever isso sem sorrir ao pensar no quanto me fazem bem.

Nem todos couberam aqui, mas eu postei a maioria no Instagram, nas stories, etc 

E no dia 31/8, no lançamento do meu livro na Livraria da Vila, todos os meus amigos de São Paulo foram. Enquanto eu escrevia a dedicatória, eu sorria e pensava "meu deus, eu tenho muita gente incrível". Eu tenho amigos que foram me ver com uma mochila enorme de viagem intermunicipal nas costas. Eu tenho amigos que atravessaram a cidade apenas para me dar um beijo e falar "boa sorte". Eu tenho amigos que foram da Zona Leste aos Jardins só para comprar meu livro. Amigos que me levaram flores. Amigos que levaram seus filhos. Amigos que me fizeram chorar. Amigos que pararam suas vidas para participarem do momento mais importante da minha.
"Meu deus, eu tenho muita gente incrível". 
When the days are rough and an hour seems much longer*, em períodos cada vez mais difíceis em que laços são difíceis de serem criados e nada mais é feito pra durar (já dizia um famoso sociólogo), encontrar pessoas boas, que não só dividem sua felicidade, mas amplificam ela, pode ser chamado de sorte, né? E se for, posso confirmar que eu tenho muita, muita mesmo, porque as pessoas maravilhosas que a vida colocou no meu caminho, nos últimos tempos, são tipos realmente raros. E eu tenho a honra de chamar, todos esses, de amigos. Meus amigos.

Que sorte a minha!

-

*trecho de McFLY porque esse livro, a vontade de escrever, e tudo o mais, começou com essa banda e eu precisava fazer isso. 
**amigos de Araçatuba que não puderam ir ao lançamento, mas se fazem presentes, esse texto também pode ser aplicado à vocês - vocês também me fazem dizer "ô sorte". 

Comentários

  1. A gratidão que você exala pro universo vai te trazer muitas conquistas!
    Esperando pelos próximos livros ♥️♥️♥️

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