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Michele, 26 anos, ex-escritora de fanfic e agora escritora de livro de verdade.

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Ainda bem que a gente muda, né?

Não faz muito tempo que eu revisitei uns arquivos antigos da minha antiga conta do iCloud. Dois furtos de iPhone depois, aprendi a usar o compartilhamento em nuvem como um aliado - já que, até então, eu sempre fui old school e guardava tudo no hd mesmo. Fuçando os arquivos, fui ouvir alguns áudios datados em 2014 e, entre músicas autorais do meu ex, entrevistas do meu estágio e áudios provavelmente acidentais, armazenados, encontrei um piloto de um possível podcast inspirado uma finada coluna daqui do blog. Dei o play e sentia meu rosto esquentar a cada frase que aquela Michele, de 2014, proferia.

Inevitavelmente, levei minha mão a boca quando aquela Michele chamava uma mina de vadia em tom de brincadeira. Olhei para baixo, incrédula, quando uma das minhas melhores amigas questionava a amizade de uma menina com o namorado dela. Suei frio quando comecei a falar sobre ex-namorados e como "ex boa era ex morta". Foram 20 minutos de absurdos que, naquela época, não só eram normais, como eu até achava engraçado.

Ilustra: Manjit Thapp
Se você visitar os posts antigos desse blog e ler eles por ordem cronologicamente, conseguirá acompanhar toda a minha evolução como pessoa. Essa semana, a Marina, uma das minhas melhores amigas e sempre citada aqui no blog, separou em um post lindo do seu blog, os meus textos que ela mais gosta. Ela usou os anos como categoria para escolher seus favoritos e, olhar suas escolhas, fez com que eu mesma revisitasse minhas próprias palavras - coisa que eu não faço com tanta frequência, visto que já tenho 963 posts publicados até o momento (com esse, 964). E vou te falar: tem muita coisa ruim, até porque ninguém nasce desconstruído. 

Lendo coisas que foram escritas por mim, consegui ver, como em um filme, todo o trajeto que me trouxe ao lugar em que estou hoje. Todos os perrengues emocionais que passei para me fazer aprender, na marra, o que era empatia. Todos os sermões que ouvi de mulheres incríveis que dedicaram um pouco de seu tempo para me explicar o que era feminismo e como somar é muito melhor que dividir. Foi um processo longo, às vezes doloroso e extremamente preciso ao qual eu sou grata, mas isso não apaga o que foi dito, pensado e escrito. E é por isso que eu não vou apagar nenhum dos posts antigos desse blog - porque eles foram uma parte de mim que, por mais que (hoje) me envergonhe, serviram para que essa minha versão atual - que eu acho legal pra caramba - existisse.

Ilustra: Manjit Thapp
A mudança é um processo lindo e eu, que sou uma pessoa zero nostálgica - ou pelo menos me tornei -, sou apaixonada por cada update que minha versão ganha. Eu me orgulho da pessoa que venho me tornando e, longe de mim romantizar cagadas, mas todas elas foram importantes para eu ser quem sou hoje. Não dá pra se orgulhar da pessoa que eu era, mas dá pra ser muito grata pela pessoa que me tornei. 

A ideia de escrever esse post veio da vergonha que senti em me ouvir reproduzindo discursos horrorosos, mas com um propósito maior do que expor a Michele-machista de anos atrás: para pedir para você, que está lendo, ter paciência com alguma amiga ou conhecida que ainda está nesse discurso. Nem todo mundo aprendeu em casa que mulher pode ser o que quiser, que ninguém é propriedade de ninguém e que amor é completamente diferente de posse. E é por isso que eu peço, de novo, para você ter a paciência que algumas várias pessoas tiveram comigo. Eu realmente não sei como seria a Michele de hoje se alguém não tivesse tido a disposição de orientar a Michele de ontem.

Sabe, ainda bem que a gente muda, né?
E mais do que isso: ainda bem que pessoas mudam [com] a gente.

-

PS: Se você, mulher, em algum dia se sentiu ofendida por alguma de minhas palavras; se duvidou de si mesma após ler um texto que tinha a pretensão de ser engraçadinho e não era; se teve o seu dia afetado por algo que tenha vindo de mim, com alguns anos de atrasos, as minhas mais sinceras desculpas.  🙏🏻 

Comentários

  1. Eu posso dizer que a Amanda de alguns anos atrás também não é a mesma de hoje,e graças a Deus!
    Passei por uma traição no primeiro namoro e vivia biotransformando esse veneno em mim. Nenhuma mulher prestava mais, só a minha mãe e eu. Bem egoísta e ignorante!
    Levei algum tempo pra deixar isso de lado e entender que as pessoas não tem nada a ver com as expectativas que eu mesma coloco nelas.
    Ainda tenho MUITO o que aprender, não estou 100% "curada". Mas é um alívio saber que hoje somos melhores do que éramos antes, e que amanhã seremos melhores ainda!
    Valeu Mi, como sempre, estar aqui no seu blog é o momento da pausa para o café mais gostosinho do dia!

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