Calmaria

. 15/01/2018 .
No sentir, sempre fui tormenta. 

Sempre estive apaixonada e sempre foi de forma intensa. 
Meu coração nunca ficava vazio e minhas expectativas não me deixavam em paz.
Eram como relâmpagos em noites escuras. Iluminavam, mas davam medo, também. 

Acreditava apenas no amor vermelho, vivo e que fosse forte o bastante para fazer o coração bater descompassado.
Por isso, sempre vivi amores fulminantes. 
Aqueles que vinham do nada e (me) levavam tudo.

Vivia novas paixões todos os dias e da forma mais intensa possível.

Furacão.

No começo doía bastante, mas depois aprendi a enxergá-los como uma fase entre dois tempos.
Do céu cinza ao arco-íris. Do barulho alto do trovão ao (quase) silêncio da brisa.

Aos poucos e depois de muita tempestade,
meus amores de tormenta viravam calmaria.


Quase que como um respiro para que eu tivesse tempo de reconstruir a cidade depois dos estragos da chuva forte, vinha a vontade de deitar na rede e aproveitar o silêncio que o bom tempo e a solidão oferecia. O vento soprava em meu ouvido e me dizia para acalmar meu coração, porque amores deveriam ter gosto de nuvem e barulho de sussurro.

Fechei os olhos,
senti a brisa
e de repente,
sozinha,
me vi em constante calmaria.

Sombra, brisa, mar calmo e tempo firme.
A paisagem era tão linda quanto o sentimento que ela trazia.
Não tinha casa para reconstruir e nem móveis para arrastar.
Era só sossego.
Tranquilidade.

Meu sentir, que sempre foi trovão, se tornou vento fresco em dia quente. 
Respiro. 

Suspiro. 

[sobre sentir e amar com (c)alma]
No sentir, sempre fui tormenta. 

Sempre estive apaixonada e sempre foi de forma intensa. 
Meu coração nunca ficava vazio e minhas expectativas não me deixavam em paz.
Eram como relâmpagos em noites escuras. Iluminavam, mas davam medo, também. 

Acreditava apenas no amor vermelho, vivo e que fosse forte o bastante para fazer o coração bater descompassado.
Por isso, sempre vivi amores fulminantes. 
Aqueles que vinham do nada e (me) levavam tudo.

Vivia novas paixões todos os dias e da forma mais intensa possível.

Furacão.

No começo doía bastante, mas depois aprendi a enxergá-los como uma fase entre dois tempos.
Do céu cinza ao arco-íris. Do barulho alto do trovão ao (quase) silêncio da brisa.

Aos poucos e depois de muita tempestade,
meus amores de tormenta viravam calmaria.


Quase que como um respiro para que eu tivesse tempo de reconstruir a cidade depois dos estragos da chuva forte, vinha a vontade de deitar na rede e aproveitar o silêncio que o bom tempo e a solidão oferecia. O vento soprava em meu ouvido e me dizia para acalmar meu coração, porque amores deveriam ter gosto de nuvem e barulho de sussurro.

Fechei os olhos,
senti a brisa
e de repente,
sozinha,
me vi em constante calmaria.

Sombra, brisa, mar calmo e tempo firme.
A paisagem era tão linda quanto o sentimento que ela trazia.
Não tinha casa para reconstruir e nem móveis para arrastar.
Era só sossego.
Tranquilidade.

Meu sentir, que sempre foi trovão, se tornou vento fresco em dia quente. 
Respiro. 

Suspiro. 

[sobre sentir e amar com (c)alma]

Um comentário

  1. Que texto maravilhoso, é incrível como você coloca em simples palavras essa calmaria que diz sentir; com o tempo, o nosso coração muda, se tranquiliza, e de furação, ele se transforma e passa a ser uma simples garoa, mais uma leve calmaria.
    www.luaintensa.com.br

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