14/07/2017

Mulher-Maravilha: um filme realmente maravilhoso

Sério, eu não consigo começar esse post sem definir esse filme com uma única palavra: MARAVILHOSO. Me perdoem pelo clichê de usar o nome da heroína para resumir o que achei sobre o longa, mas não tem jeito - o filme da Mulher Maravilha faz jus ao seu nome. 

Não existe outra palavra para descrever essa obra cinematográfica. Não estou dizendo que ele é perfeito em todos os sentidos, até porque teve algumas coisinhas que eu tive que torcer o nariz, mas, de modo geral, que lindeza de filme. E que surpresa boa, principalmente depois da polêmica com Batman vs Superman, que teve um hype imenso, mas que, no final, achei que deixou a desejar.

Mulher-Maravilha foi criada nos anos 40 pelo Dr. William Moulton Marston, também conhecido por seu pseudônimo Charles Moulton. Moulton era um psicólogo que ajudou a criar o detector de mentiras - transformado no “laço da verdade” nos quadrinhos -, e defendia a igualdade de gêneros. Assim, 75 anos depois da sua criação e primeira aparição nas HQs, estava mais do que na hora de a heroína ganhar um filme só dela, né?


Gente, mas antes de falar do filme em si, preciso falar da escolha da atriz israelense Gal Gadot para o papel. Que linda, carismática, fofa, encantadora que ela é! Sério, acertaram muito na seleção e acho que, da mesma forma que não dá para imaginar outra pessoa como Tony Stark a não ser o Robert Downey Jr., o mesmo pode ser dito de Gal Gadot e Mulher-Maravilha.

Rolou a maior polêmica quando a escalaram para o papel, muito por causa da questão dos estereótipos: mais uma atriz no padrão magra, linda, modelo de ser, teve até gente falando que deveriam ter escolhido alguém mais forte e musculosa, mas a Gal Gadot calou muitos e mostrou que ela foi a melhor escalação da DC dos últimos tempos. Como se não bastasse, Gadot, além de ser atriz, é bailarina, modelo e ainda serviu ao exército israelense, ou seja, ela não só é treinada em combate real oficial, como também tem todo um porte, uma movimentação e imponência que transparece nas telas, tudo graças ao seu histórico. Ah! E vocês sabiam que a atriz precisou fazer refilmagens de algumas cenas com cinco meses de gravidez? Muito amor por ela!

Agora vamos ao filme. Como é a primeira obra cinematográfica dedicada exclusivamente à heroína, o longa trata de contar a história da origem de Diana, princesa das Amazonas, nossa Mulher-Maravilha.

O filme inicia-se nos dias atuais, quando Diana, enquanto trabalhava no Museu do Louvre, recebe um presente de Bruce Wayne e lembra como deixou a Ilha de Themyscira, local em que cresceu, habitada apenas por mulheres e escondida, por Zeus, do cruel Ares – deus responsável por toda a escuridão dos conflitos entre os homens. Lá Diana é educada segundo os altos padrões da ilha, aprendendo mais de cem línguas e devorando livros, atém de ser treinada por Antíope (Robin Wright), a maior de todas as guerreiras Amazonas, sob o olhar vigilante da Rainha Hipólita (Connie Nielsen).

Quando o avião do espião americano Steve Trevor (Chris Pine) rompe a redoma criada por Zeus, que mantinha a Ilha Paraíso (outro nome para Themyscira) escondida, e cai, Diana não pensa duas vezes e mergulha para salvá-lo. Uma vez levado à presença da Rainha Hipólita e das demais guerreiras, Steve conta às Amazonas do conflito de proporções gigantescas que acontece para fora dos limites da ilha e, Diana, impedida de negar o desejo de protejer os inocentes e certa de que Ares é o responsável pelo confronto global, deixa a ilha com o militar.

Existe uma enorme diferença cultural entre os personagens Diana e Trevor e a diretora do longa, Patty Jenkins, fez um trabalho incrível com esse material. Ela usa justamente as sequências de choques culturais como maneira de trazer, de forma sutil e divertida.. A própria Gal Gadot, em entrevista à revista Entertainment Weekly, fala como era importante para ela que a personagem nunca tivesse de fazer sermão sobre como os homens deveriam tratar as mulheres, tendo mais a ver como estar alheio às regras da sociedade, atiçando o espectador a ver a si mesmo e ao mundo, considerado normal, com outros olhos.

Eu não vou dar muito spoiler, mas se tem uma cena que eu preciso comentar é a que ela abre caminho na Terra de Ninguém. Quando ela chega na trincheira, local em que nenhum homem jamais conseguiu atravessar e sai, caminhando, chamando atenção e sendo o alvo de todos os tiros, é como se ali ela estivesse derrubando todas as críticas e colocando por terra todas as pequenas coisas que nós escutamos todos os dias, que não podemos fazer isso ou aquilo. Enfim, é nessa cena que temos uma personagem feminina extremamente forte. É um exemplo de heroína que ficará para as futuras gerações.


Resumindo, Mulher-Maravilha é um daqueles filmes que inspira. Ele consegue ser divertido sem ser piegas e, apesar de tratar de temas sérios, ele o faz sem ser pesado ou tolo. É um longa que encanta e fala sobre coragem, esperança e bondade e a Mulher-Maravilha é tudo isso: doce, inocente, destemida e poderosa, mas ela também é uma heroína que não tem medo de mostrar seus sentimentos.

Não há dúvidas de que ainda temos um looongo caminho a percorrer, mas hoje já podemos encontrar mulheres poderosas a frente de grandes empresas e muito bem-sucedidas em áreas outrora governada apenas por homens, como Liv Boree ou Fátima de Melo, que dominam nas mesas de poker, e Ana Beatriz Figueiredo, referência quando o assunto é automobilismo. Ainda, é impossível deixar de mencionar os feitos de Venus Williams no tênis – poucos atletas, homem ou mulher, são tão dominantes como ela.

Mas precisamos de mais e o filme Mulher-Maravilha é de grande ajuda na hora de inspirar e elucidar as novas gerações. Esse, fora o entretenimento, é um grande trunfo do longa.

#COLAB DO AMOR
O post foi feito em parceria, mas 
com o mesmo amor de sempre, tá?

3 comentários:

  1. Amei demais esse post porque é como me sinto com o filme. Eu amo os filmes da DC (quase todos) mas esse, sem duvida, é o melhor filme que já fizeram. Ele é realmente bom e fico tão feliz ver o respeito que tiveram com a história e toda uma mensagem por trás. Desde escalarem uma mulher, no roteiro e também na construção da Diana. O filme tem erros, como todos, e às vezes acho ele meio brega, mas mesmo assim... que filmão! Fiz questão de ir ver no cinema e feliz que esteja quebrando tantos recordes.

    Pale September

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  2. Apenas não me perdoo por não ter assistido ainda Mulher maravilha, espero que já tenha pela net p baixar pq no cinema n tava dando no orçamento..
    beijo beijo
    Neoguedes

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  3. Passei um mês todo apaixonada pela Gal e pelo filme. Vi tantas e tantas entrevistas... hehe. Filme maravilhoso mesmo, também não sei descrever em outras palavras. Bjs

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