11/08/16

Flawless

Sim, este é um texto sobre a Beyoncé.


Se você me perguntar quando foi que eu comecei a admirar a mãe da Blue Ivy da forma com que admiro hoje, eu vou te responder: um pouco tarde demais. Isso porque foi apenas no VMA 2014 e sua performance incrível e icônica que eu finalmente fui prestar atenção na cantora que todos os meus amigos já veneravam. Foi ali, após aquela performance, que eu baixei o álbum homônimo e comecei a ouvir a palavra maior cantora pop da atualidade. E, então, eu recebi todas as mensagens que ela mandava. 

Eu sempre enfatizo o tanto que 2014 foi pesado pra mim. É tipo o 2007 da Britney, sabe? Penso que se eu sobrevivi a esse ano, sou praticamente invencível. Em meio aos meus vários problemas (TCC, ansiedade, perda de peso, baixa autoestima e relacionamento abusivo), descobri um álbum que, acredite ou não, me empoderou tanto que me ajudou a sair de toda aquela atmosfera ruim. E hoje, até hoje, quando escuto algumas músicas - principalmente Flawless - eu sinto um misto de nostalgia ruim com um alívio. Tipo quando você se lembra de algo que foi angustiante, mas que passou. Sabe? Pois é.

Depois veio a admiração da artista e profissional. Olha, a bicha é destruidora mesmo. Como mulher, Beyoncé colocou o feminismo em pauta, cantou sobre ele, gritou o que pensava sobre os padrões de beleza, sampleou uma escritora negra, africana e incrível e fez disso um hit. Depois, apontou o dedo na cara até da polícia americana com o seu incrível clipe de Formation. Como se não bastasse, reinventou o conceito de videoclipe (e de álbum) e fez um CD que fala sobre o que ela é e de um jeito que ela quis. O Lemonade é Beyoncé cantando folk, rock, pop e sendo extremamente competente, como sempre.

É uma mensagem sobre você, sobre ela, sobre a indústria cultural, sobre o racismo.

Cara, a mulher é foda.

Sabe, o meu carinho pela cantora é um negócio pessoal, afinal, em um momento em que eu estava me sentindo a pessoa mais horrível do mundo e com a autoestima tão sólida quanto um pudim, eu ouvia no volume máximo ela me dizendo que eu era maravilhosa. Quando eu estava em um relacionamento horrível, ela me entendia e dizia que "se fosse um cara", faria diferente. Uma leve lida sobre a carreira dela e você tem lições valiosas sobre amor-próprio, garra, empreendedorismo, mesmo.

Para mim, além de tudo o que você encontrar na internet, o álbum Beyoncé foi uma fonte de força que eu encontrei quando não sabia mais onde encontrar. Ele me empoderou - e eu não consigo usar outra palavra - afinal, como não ter mais força ao ouvir de alguém tão poderosa que você é maravilhosa - e que só precisou acordar, para estar assim? 

E sinceramente, como não admirar uma pessoa que realmente faz você acreditar nisso só com sua voz nos fones de ouvido?

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3 comentários:

  1. Ai, que emoção a tua história! Eu tbm demorei um pouco pra amar a Bey, mas agora ÍDOLA-LACRADORA-MARAVILHOSA. Beijos

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  2. ARREPIADA!
    Eu nunca pensei que aquela garota do Destiny Child teria tanto poder mais pra frente. Queen B é lacradora mesmo e como vc diz, é aquela amiga que sempre vai te apoiar nos piores momentos da vida :)

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  3. Beyoncé rainha o resto nadinha, né? ou melhor, Beyoncé rainha o resto rainha também porque essa é a mensagem que ela passa pra todo mundo! mulher maravilhosa, essa. fico de cara com o tanto de empoderamento que essa mulher transmite. e tá em tudo, no jeito que ela anda, fala (ela nunca levanta a voz, já percebeu?) canta... enfim, tudo.

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