15/08/16

A incrível geração de mulheres que não foram feitas para casar

Nós não fomos criadas para sermos princesas. Não brincamos apenas de bonecas e não aprendemos, desde cedo, a como cuidar de uma casa. Nossas mães nunca tiveram tempo para nos ensinar a costurar: em vez disso, nos mostravam com exemplos práticos de como ser fortes, independentes e batalhadoras. Em vez de bonecas, livros. Em vez de panelinhas, cadernos. Fomos criadas para sermos mulheres fortes, para enfrentar o mundo de frente. Não somos mulheres para casar. 

Não vamos viver para limpar a casa, lavar os pratos e dedicar 100% do nosso tempo para nossos filhos, porém, seremos parceiras, ótimas companhias e as melhores pessoas para dividir uma vida e uma história. Não fomos criadas para esperarmos a porta do carro ser aberta ou a cadeira ser puxada: nós aprendemos que o quer que a gente queira, somos nós as únicas que têm que fazê-lo.


Não sabemos pregar um botão de um paletó, mas sabemos indicar uma costureira incrível e barata ali na Augusta. Não sabemos fazer o melhor almoço de domingo, mas dividimos a conta de um restaurante português impecável. Não somos as melhores do mundo em limpar o apartamento, mas se você quiser conversar sobre o expressionismo abstrato, vamos fazer isso com o maior prazer do mundo enquanto indicamos um bom vinho e escolhemos uma boa diarista naquele site que descobrimos ontem. 

Nós não sabemos se vamos querer ter filhos um dia, mas conseguimos amar um sobrinho ou um filho de uma amiga com todas as nossas forças. Não estamos ansiosas por um anel ou por um vestido branco, mas ficamos realmente felizes com aquele presente inesperado que foi comprado por amor e sem data comemorativa. Nossas brincadeiras favoritas na infância nunca foram casinha ou boneca, mas éramos as melhores em artes e redação. Não fomos criadas para brigar com você enquanto joga vídeo-game com os amigos, mas sim, para jogar tão bem quanto vocês todos juntos.

Mas por favor, não nos entendam mal. Não somos mulheres que não gostam do amor ou que não sabem amar, muito pelo contrário! Enxergamos o amor nas coisas mínimas. Para nós, um "se cuida" é o equivalente a um "eu te amo", um "já comeu?" é uma prova do quanto importamos e um "estou com saudades" faz nosso coração bater mais forte.

Não somos mulheres criadas para casar, mas somos as melhores para dividir uma casa, uma bicicleta, uma mala e algumas linhas a serem escritas. Às vezes, nós queremos casar, nos vestir de branco e celebrar o amor com tanta gente querida. Mas não fomos criadas para isso, não.

Antes de casar, nosso negócio é amar.
E isso nós fazemos muito bem.

(Leituras recomendadas: esse post da Marina e esse aqui da Pat)
(Eu odeio esses textos que começam com "A incrível geração...", então, coloquei esse título ironicamente haha)

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12 comentários:

  1. Nada como um close logo na segunda-feira. ( <3 )

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  2. Aquela postagem que traduz um pensamento, uma ideia e um sentimento que você tem : <3 Muito amor envolvido! Um beijo : *

    www.fleurdelune.com.br

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  3. Aquele post que te lê inteirinha (e toda uma geração também)! <3

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  4. Sim sim sim e sim!

    Não fomos criadas para casar, mas se quisermos, casamos.

    :*

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  5. A gente também é boa pra dividir bichos e cerveja e rolês longos porque a gente não tem essa de que mulher só fica bem se for de salto.

    Amei a parte do "já comeu?". Minha avó materna tinha esse jeito de demonstrar carinho com comida (e ela NUNCA oferecia comida pra quem não gostava, era de dar vergonha quando chegava visita mala, porque ia embora com fome). Morando sozinha, essa parte de alguém se preocupar se já comi ou o "quer que faz alguma coisa" é o que mais faz falta.

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  6. "Já comeu", sempre lembro dos meus avós, porque era assim que a gente comunicava nosso amor <3
    A gente virou boa cia de show, baladas e bares ao invés de ficar esperando em casa. heh
    Já pode colar esse texto em c e r t o s grupos de whatsapp? Hahahah

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  7. Que texto incrível. Aquele post que faz voz ao que a gente pensa mas nunca fala ou não sabe demonstrar perfeitamente.

    Um abraço.

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  8. Amei! Amei! Amei! Absolutamente maravilhoso texto, me identifiquei em varias frases

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  9. Que blog foda!! To apaixonada sim

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  10. oie mih, tudo bem?
    bem legal o post, mas acho que por ser de uma geração diferente da sua (sou 8 anos mais velha), eu discordei de várias coisas que você escreveu... não sobre a questão de querer casar (ou não) ou de só fazer isso se for o que eu realmente quiser, mas por como foi a minha infância e criação... por exemplo, minha mãe me ensinou a costurar e a cozinhar; sempre ajudei minha mãe com as tarefas de casa, ou seja, sei fazer uma boa faxina e cuidar da casa; sempre brinquei de casinha e boneca quando era pequena (os livros vieram depois); e quero ter filhos e casar na igreja com tudo o que tenho direito, inclusive o anel de noivado no dedo... mas acho que a diferença (do que você descreveu no post) tem mais a ver com subjetividade, mesmo. EU quero e sempre quis me casar, isso é fato. concordo com várias coisas que você falou sobre a era mais moderna de mulheres (e que eu também me incluo, por sinal), mas eu ainda me considero uma daquelas raras mulheres que são para casar mesmo... hehehe! mas como eu sou toda do avesso, acho que seria um espanto eu ser/pensar igual a todas as pessoas do mundo! sou do contra! xP
    beijoooo

    ps: adorei o blog! :)

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  11. Me pergunto como esse tipo de pessoa "se vira" numa situação de desemprego, na qual pagar uma diarista pra limpar a casa ou almoçar em restaurante não é uma realidade... Qualquer pessoa tem que saber o básico de serviços domésticos para sobreviver (isso inclui as intelectualmente mais bem preparadas); a odeia de existir separação entre essas coisas é ridícula. Fui uma criança que brincava com bonecas, dinossauros e amava ler; na adolescência eu fazia alguns serviços domésticos na minha casa e tirava notas altas no colégio. É tão degradante a maneira como o texto trata das mulheres que fazem serviços domésticos, as resumindo a portas não pensantes... A meras "mulheres para casar". É possível ser uma "mulher para casar" que tem ótimas conversas sobre impressionismo, que tem doutorado, que ama viajar, que enxerga o amor nas coisas mínimas e que abre a porta do carro sozinha.

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    1. Uma coisa não anula a outra e em nenhum momento tô coloco uma "mulher para casar" como inferior ou incapaz de fazer qualquer uma das coisas citadas. Eu só falo sobre essa coisa de separar "mulher pra casar" ou não com base em suas experiências domésticas e/ou submissão ao marido. Só isso :)

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