10/05/16

Maio

Maio sempre foi o mês mais esperado do ano, pra mim e, sim, é pelo meu aniversário. O irônico dessa ansiedade é que eu não gosto de aniversários. Acho, também, que é justamente pelo fato de eu esperar tanto pelo dia 24 que eu me sinto um pouco frustrada quando ele vem. No final do dia, eu percebo que foi mais um como qualquer outro. O sol nasceu, se pôs e nada diferente aconteceu nem na minha e nem na sua vida. 

É um dia que me deixa sensível e, por isso, eu tenho a sensação de que o o mundo resolve me testar no dia 24/05 e tudo o que pode acontecer para me deixar chateada, acontece. É sério, se você me encontrar em um rolê e nos sentarmos para conversar sobre a vida, me pergunte ao menos três histórias ruins protagonizadas em aniversários. Mas ainda assim, mesmo com essa birra, eu sempre espero maio. 

Maio, pra mim, é o que marca o começo do meu ano.


Coloco tanto sentimento no quinto mês do ano que, normalmente, ele é atípico. Por mais que eu brinque sobre inferno astral - e por mais que eu acredite nessas coisas -, sei que é um mês difícil porque eu sinto tudo de uma forma muito intensa. Coração pequeno para muito sentimento, sabe? Eu sempre senti demais, seja alegria ou tristeza. Não sei trabalhar com sentimentos rasos e sou louca por definições, já que elas permitem com que eu me expresse. 

E mais que isso, que eu possa expressar o que sinto. 

Maio sempre é importante e é quando coisas marcantes acontecem e influenciam algo a no máximo dois meses depois. Sempre, sempre ligados ao coração. Em 2015, tive dois extremos no meu quinto mês: o nascimento do novo amor da minha vida, que é o meu sobrinho, e a partida de um outro amor da minha vida, que era o meu avô. Coincidentemente, o nascimento foi no começo do mês, meu aniversário no dia 24, a partida do meu avô no dia 27.

Começo, meio, fim. 

Em um mês, eu tive uma clara representação da vida e do nosso ciclo. Algo extenso demais para alguém que tem o coração que transborda facilmente. Não consegui não pensar em como tudo é finito e efêmero. A felicidade é tão efêmera quanto o sofrimento e é por isso que conseguimos sobreviver, né? 

Um ano depois e eu tenho um olhar diferente sobre tudo isso. Maio me mostra, sempre, que as coisas mudam. Me mostra que ao mesmo tempo em que algo termina, algo novo e incrível começa. Me lembra de ser forte a cada vez que as coisas mais difíceis acontecem. Me faz ser positiva mesmo quando já perdi algumas esperanças.

Maio me lembra que a vida é assim, um ciclo. E é quase reconfortante lembrar de que tudo passa. 

Mesmo as coisas boas. 

4 comentários:

  1. Oie! Cada vez mais apaixonada pelos seus textos, me identifico muito. O seu maio é como o meu setembro sempre um mês muito aguardado, mas também muito a flor da pele! rsrsrs

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  2. Mi, qual seu endereço? Vc poderia me passar por inbox? Queria te mandar um presentinho já que é seu aniversário este mês e seu texto me lembrou mto do que quero te dar.
    Eu tenho uma tatuagem que diz "Isto também passará", e eu a fiz justamente pra lembrar de que não importa o quão ruim a situação seja, ela tem solução e vai passar, e não importa quão boa sua fase seja, aproveite muito, pois ela também passará.

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  3. Mih, foi muito bom poder ler seus relatos e descobrir que não é só comigo que acontece todas essas confusões e todo esse sentimento que transborda horrores. Seu Maio é o meu Novembro, e por mais que seja alí no finalzinho do ano, meu ano novo só começa de verdade a partir daí. Obrigada por nos escrever de maneira tão gostosa e tão aberta. Abraços! {;

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  4. Maio é meu mês também, e de uns 2 anos pra cá eu desativei o aniversário do facebook, não recebo mais notificações, recados ou mensagens. Só de quem realmente sabe e se importa e eu acho isso maravilhoso. É um ano novo cheio de possibilidades e descobertas, cada ano que passa eu coloco na balança o que realmente importa e sabe, tem sido bom renovar as energias dessa maneira.

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