07/10/15

Teoria Vicky, Cristina, Barcelona


Eu tenho Vicky, Cristina, Barcelona como um dos filmes que mais amo na vida. Elenco, estória, atuação, fotografia, trilha sonora, enfim. Acho ele incrível em todos os sentidos, mas quero compartilhar com você mais um fator que faz com que esse filme tenha um lugar cativo em meu coração: ele me mostra quando um rolo vai para frente ou não. Calma, deixe-me explicar!

Tudo começou há alguns anos. Eu estava namorando e meu namorado era de uma cidade vizinha que não tinha absolutamente nada para fazer, então, nossos finais de semana eram sempre com filmes, brigadeiro e pipoca amanteigada. Eu adoro esse tipo do programa, então, tava tudo lindo, tirando o fato de que eu não via os filmes que ele escolhia. Ele gostava de filmes tipo Velozes e Furiosos, 60 Segundos e um que ele me fez assistir mas só aguentei 20 minutos que era com o Sean Farris e ele tinha tipo um clube da luta secretinho, mas eu fazia um inferno para ele ver os meus filmes. Assim, ele viu Clube da Luta pela primeira vez, dormiu em Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças e viu Vicky, Cristina, Barcelona.

Ele detestou. Ficou indignado com o final porque, segundo ele, "agora que o filme parecia andar, acaba!". Eu fiquei indignada com a indignação dele e não conseguia entender como uma pessoa poderia não gostar de VCB (ai, vou começar a abreviar porque to com preguiça de ficar digitando). Mas tudo bem, éramos mesmo muito diferentes. Depois desse evento fatídico, nosso relacionamento durou, ainda, cerca de um ano. E foi o meu namoro mais tranquilo dentre os três relacionamentos em que estive.


Anos depois, iniciando minha vida de solteira - quer dizer, em termos - mostrei o filme para o carinha com quem estava saindo. Digo que estava solteira em termos porque minha solteirice se resumia a "sair apenas com um carinha, mas não termos nada exposto ou um link no Facebook". Ingênua, sugeri assistirmos Vicky, Cristina, Barcelona. Não fiquei surpresa com o fato dele ter adorado o filme. Éramos bem parecidos, então, eu esperava que o filme fosse agradá-lo. Ele gostou tanto que até postou uma frase do Juan Antonio no Facebook. 

O que aconteceu? 

Duas semanas depois nós paramos de sair. Não sei o que aconteceu, ninguém deu um basta, simplesmente nos afastamos mutuamente. Não houve traumas, machucados nem nada, mas acabou. Do nada. 

Até aí, tudo bem. Não demorou para que outro "carinha" aparecesse. Quer dizer, demorou um mês e pouquinho, eu acho. Sou uma pessoa meio pragmática, então, se você me convidar para ver um filme, sempre serão os mesmos, se for série, sempre serão as mesmas, e se me chamar para tomar sorvete, sempre escolherei os mesmos sabores. Já falei aqui sobre meu bloqueio com novas escolhas, mudanças e etc. Então, é claro que assistimos ao filme.

Ele adorou a obra. Colocou a Scarlett Johansson como Cristina de capa no Facebook e ficamos debatendo horas a fio sobre as personalidades das personagens. Eu estava encantada com o fato de alguém se identificar tanto com a Cristina como eu e, ao mesmo tempo, achar todas as ações da Vicky justificáveis. Estava feliz por poder comentar horas sobre o quanto a Maria Elena é irresistível e o quanto cada um de nós temos um pouco de cada personalidade dos três, inclusive falhas e anseios. 

Foi maravilhoso, mas o que aconteceu?


Duas semanas depois nós paramos de sair. Da mesmíssima forma: sem traumas, sem rolos, sem choros e sem brigas. Foi um desinteresse mútuo e pronto, já estávamos na pista for business novamente. 

Depois, namorei por um tempo. Decidi que não assistiria ao filme com ele porque não queria saber se o namoro duraria ou não se ele gostasse ou não do filme. Porque agarrada a superstições como sou, já estava associando o filme a um profeta de relacionamentos amorosos. Dos meus, para ser mais específica. O namoro foi longo, terminou, e outro carinha apareceu.


Decidi que colocaria a teoria a prova. Estava saindo com a pessoa e não tinha nada a perder porque, no momento, estou na minha vibe de "quero ficar sozinha, meu foco é minha carreira" e todo aquele discursinho que, por mais clichê que possa parecer, é bem verdadeiro. 

Assistimos ao filme e eu já estava desencanada do tipo "ai, se ele gostar, aproveito as duas semanas e boa". E ele odiou o filme. Elogiou atuação e fotografia, mas achou o roteiro fraco - ele me deu pontos de vista concisos e até aceitáveis, mas que nunca vão me fazer achar Vicky, Cristina, Barcelona, ruim, fraco ou qualquer coisa que não beire o "excelente, incrível, meu Deus esse filme, socorro". 

O que aconteceu?


Sim, passamos das duas semanas.  

Se VCB é o meu oráculo de relacionamentos, eu não sei, mas prometo refazer o teste e vir aqui contar. Se o próximo gostar e cair no limbo das duas semanas, prometo escrever um livro embasando essa teoria a grandes filósofos ou renomados astrólogos que poderiam explicar o estigma com o alinhamento de planetas, galáxias e afins.  Ou, também, posso parar de beber e ver séries de ficção científica para deixar de ser retardada. É uma opção. 

* PS: Compartilhei essa teoria no Twitter e uma conhecida disse que fazia sentido, pois duas pessoas com quem ela tinha se envolvido e que tinham gostado do filme, também não vingou. To falando que é bruxaria, gente... 

PS2: Tenho um outro post associando minha vida a Vicky, Cristina, Barcelona pronto, mas vou dar um tempo para vocês não me acharem muito obcecada. Ou problemática, né? 


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2 comentários:

  1. Nossa!! hahahaha vo ver esse filme não, vai que... Brincadeira hehe, vi que a Penelope Cruz até ganhou um Oscar né? Deve ser um bom filme! Colocarei na minha lista :)

    bjão!

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  2. Nossa! Gostei da teoria. (Acredita que até hoje não assisti o filme, mas está na lista)
    Fiquei curiosa pra saber se serve pra todo mundo.

    Beijos

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