07/07/15

Amoremil formas de amor

Foto: Shutterstock

Quem acredita que o amor acontece de diferentes maneiras põe o dedo aqui!

Ah, o amor! É uma palavra tão... Tão... Não sei... Mas amor lembra coisa boa, pelo menos deveria lembrar. 

Eu achava que tivesse descoberto o que era amor quando meu primeiro animal de estimação foi embora dessa terra. Eu devia ter uns muito poucos anos, não sei. Mas aquilo doía demais! Percebi que a falta que eu senti do Bob, da Bianca (eram um casal de vira-latas) e da Pequena (filha deles) era culpa de algum sentimento que eu tinha dentro de mim. Era amor. 

E então veio a Ariane – espero que ela e as próximas não me processem por escrever o nome delas aqui. Eu me lembro da alegria que fiquei quando descobri que ia dançar a quadrilha com ela. Nossa, que emoção! E aquele “com quem será” que usaram meu nome e fui me esconder na rua porque já tinham descoberto que eu gostava dela. 

Depois me lembro da Rosane. Como eu gostava de recitar poemas no palanque do colégio quando a professora fazia com que dividíssemos as falas... 

Um pouco mais tarde, a Pollyanna. Gostava tanto dela que sabia escrever o nome inteiro e sem errar. Ela odiava que escreviam o nome dela errado. Como a gente brigava! Meu Deus... Era uma relação amor e ódio. Mas no final, sempre estávamos fazendo todos os trabalhos juntos, até os que não eram nossos. Acho que, na infância, foi meu amor mais duradouro. Hoje sinto um carinho tão grande por ela, mas a distância nos afastou.

Com a adolescência vieram muitos “amores”. Talvez nenhum deles tenha sido sincero e puro quanto os da infância, mas foram amores sim. Talvez até sem aspas. Acredito que amor é tudo de bom que a gente consegue sentir por outro ser. 

Claro que refletindo mais sobre o amor, percebi que o descobri muito antes do meu bichinho ir dessa pra melhor. Antes disso eu já amava minha mãe, meu pai, meus irmãos (mesmo quando eles me chamavam de “gordo baleia, saco de areia”). 

Ainda pensando sobre, percebi que eu amei de uma maneira diferente cada pessoa ou coisa que passou pela minha vida. E se eu posso amar de várias formas, todo mundo pode, correto? Você pode amar sua almofada de emoji, sua tartaruga, seu (sua/s/s) namorado (s/a/as/oas), seu amigo gay, seu amigo hetero, seu emprego, o cheiro do amaciante que sua mãe usa, seu quadro na parede, suas redes sociais, e até sua religião. A única coisa que não deveríamos amar é “proibir as outras formas de amor”.

Mas já viu como é o mundo, né?

Esse post foi feito com muito amor pelo Otávio Almeida que finalmente retomou as postagens para a categoria mais fofa do blog: o Amoremil. Para ler todos os textos escritos por ele, clique aqui.


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