08/01/15

A Summer de hoje é o Tom de amanhã (e vice-versa)


500 Dias com Ela é o tipo de filme que todo mundo ama, mas apesar de Zoe Deschanel estar uma graça - e com roupas lindas -, a trilha sonora ser maravilhosa, a fotografia ser incrível e termos Joseph Gordon-Levitt, o motivo que faz com o que o filme conquiste a gregos e troianos vai um pouco além da estética cinematográfica: é pela empatia.

Todo mundo já foi Tom e todo mundo já foi Summer. Se você "só se fode" e só é Tom, calma miga, você vai ser a Summer de amanhã. E se você é um heartbreaker e não consegue se entregar tanto em relacionamentos, tenho uma notícia também: você é o Tom de amanhã. E eu falo isso com propriedade, por sentir na pele as duas reviravoltas dessa coisinha instável que a gente chama de vida.

Não é ruim ser Tom. O Tom é um fofo que acredita no amor. Com a pessoa errada (que no momento, ele não sabe que é a errada) ele quer fazer tudo certo. Demonstrar o que sente - e ele sente tudo muito forte e quer a pessoa, quer estar com a pessoa. Ué, o que tem de mais, nisso? Ele quer desenhar, quer postar selfies fofas e legendas quilométricas inspiradas em suas baladas românticas favoritas. Quer andar de mãos dadas, preparar jantares e ver uma sitcom abraçadinho. Ele quer contar as pintas do seu corpo, morder sua orelha e dizer o quanto é apaixonado. Ele é o Tom, ele é assim. 


Mas também não é ruim ser Summer. A Summer ama a si mesma mais do que qualquer outra pessoa. E isso não é ruim (!!!), muito pelo contrário. Ela consegue aproveitar as coisas boas com uma pessoa legal. Consegue ver a graça em fingir ser uma dona-de-casa em uma loja de móveis, sabe curtir um cineminha em casa debaixo do edredom e sabe, principalmente, fazer a pessoa que está a seu lado se sentir amada. Mesmo que por um período - curto ou não - ela o faz, afinal, por que duraria quase 500 dias? O problema é que ser "Summer" é mal visto, mesmo que todo mundo tenha sido ela um dia. E se não foi, será. 

O amor é assim. Vem de repente e, muitas vezes, quando você não quer que ele venha. O amor vem quando você aprende a se amar e quando finalmente está feliz com você mesmo, PÁ, surge alguém.  Como aconteceu com a Summer. Seja você romântico desde criancinha ou um "filho da puta egoísta", você vai passar pelos dois extremos. Vai ser o que vai ligar chorando falando "Volta, traz de volta o meu sorriso, sem você não posso ser feliz" e também, um dia, vai ser quem vai ligar e dizer "Eu acho que precisamos de um tempo". A vida é assim. É feita de extremos e quanto antes você se acostumar com isso, mais seu coração será poupado. 


Pode não parecer, mas um dia você vai quebrar o coração de alguém - assim como já quebraram o seu. E isso não vai acontecer só uma ou duas vezes não - serão várias, váááárias vezes. Um dia você vai enxergar um ônibus repleto de pessoas com o rosto daquela maldita, mas no outro, vai ser você quem vai se casar quinze dias após dar um pé na bunda da menina mais legal do planeta. 

Todo mundo vai ser a Summer um dia.
E todo mundo vai ser o Tom. Acredite.

*e sim, coloquei Araketu em um post, me abracem!

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10 comentários:

  1. GOSTEI TANTO DESSE POST QUE MAL POSSO ACHAR PALAVRAS

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  2. Amei muito seu post. :)
    Esse é um dos filmes que mais assisti nessa vida, sou apaixonada pelos personagens e pelos atores (como não amar o Joseph e essa carinha dele de "me ame" hahaha).
    Sempre vejo as pessoas julgando a Summer e sempre falei que todo mundo já foi Tom e tb já foi Summer (se não foi um dos dois, um dia será). A vida é assim.

    Pra mim, o mais legal do filme é mostrar que as coisas mudam e a vida continua.
    Apesar de todo sofrimento do Tom, no final a gente tem uma esperança de que ele está recomeçando. E a Summer, que não acreditava muito no amor, admite que ele "acontece" e quando a gente menos espera.

    Beijos!

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  3. HAHAHAHAHA exatamentchy. a vida é essa eterna zoeira cheia de desencontros.coisas da vida né

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  4. Realmente.. já fui muito a Summer na vida, principalmente com ficantes e já fui muito Tom também com ex-namorados que uoou eu achava que iria morrer se terminasse ¬¬ Sofri na mesma proporção que fiz meus ficantes sofrerem.. fazer o que, é a vida e concordo totalmente com você rs beijos!

    Mutações Faíscantes da Porto

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  5. O filme é ótimo, mas se o seu relacionamento está "subindo no telhado", melhor nem ver. Ou será melhor ver???rs....

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    1. HAHAHHAA com certeza, Marina!
      Inclusive, já fiz um post sobre isso!

      "3 filmes que você deve evitar se estiver com dúvidas sobre seu relacionamento"
      http://www.myotherbagischanel.com.br/2014/05/3-filmes-que-voce-deve-evitar-se.html

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  6. E não há nada melhor que ser Summer e Tom por diversos momentos, pois tudo é mudança e aprendizado.
    Lembro de assistir 500 days of Summer e parar de ser o Tom-chorando-sem-parar e partir pra fase Summer-sai-pra-lá! Mudou a vida, mesmo!
    Beijããão, Min - http://www.yasminbueno.com/

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  7. NAO DA PRA ESCONDER O QUE EU SINTO POR ESSE POST ARAAAAAAAA
    NAO DA, NAO DA, NAO DA, NAO DA.

    Pronto, comentei com araketu tambem HUEHUEHUEHU
    mas ow, nunca consegui assistir esse filme sem pegar no sono. NUNQUINHA.
    Mas curti tanto seu texto que vou dar uma chance pra ele de novo agora nesse sabadon.

    Beijos

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  8. Eu vi esse filme uma vez só com minhas amigas que ODIARAM. Eu gostei um pouquinho, mas acho que não consegui captar a mensagem.
    Gostei tanto do seu texto que acho que vou assistir de novo. Eu acho que isso de ser Tom ou Summer é meio complicado. Depende do que a gente vive no momento e com quem vive. Tudo é uma questão de ponto de vista.
    Acídia 28

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  9. Eu acabei de encontrar seu blog e eu amei tudo, e ainda encontro esse post. Me identifiquei muito! Eu acabei de terminar um namoro, eu quis terminar, e acho que durante todo o relacionamento, eu fui como Summer. Eu sei que parti o coração dele. Mas, com meu ex anterior a ele, eu era exatamente como Tom... Foi muito legal encontrar um texto falando disso.

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