Relacionamentos: Sobre o excesso de opções das redes sociais

. 03/11/2014 .

Quantas pessoas você tem em seu Facebook? Quantas você segue no seu Instagram? Quantos "conhecidos" tem em seu WhatsApp? Provavelmente suas respostas foram "mais do que o necessário", e por necessário entenda "pessoas que não fazem parte do seu círculo social". Isso é rede social, é o intuito da coisa, o mundo está assim hoje, aceite, etc etc. Eu, como grande entusiasta das redes que sou, me vejo em um conflito: porque sei da necessidade de um bom network e também temo por esse excesso de opções ao qual nos deparamos hoje.

Muitas vão dizer agora que é insegurança. Mas eu duvido que você, leitora gata, segura e cheia de saúde, não tenha pelo menos um coisinha ao ver o namorado curtindo foto daquela menina que só tira fotos mostrando os peitos - que são maiores e mais bonitos que os seus. Pode não ligar, mas que sente uma coisinha, sente. O negócio é que hoje, com as redes sociais, aquela "olhada na rua" se torna pública. Mas não é sobre isso que eu quero falar não, eu quero falar é sobre esse excesso de opções, falta de sororidade e de como os relacionamentos estão efêmeros. 

Com as redes sociais, algumas pessoas perderam o respeito. É homem comentando em foto de menina que tem namorada, é a menina querendo dar em cima do namorado da amiguinha, é o amiguinho curtindo todas as suas fotos e ainda chamando de gata e pouco se fodendo para seu relacionamento linkado no perfil. Ninguém se coloca no lugar do outro e aquela disputa bemmmm comum entre pessoas de autoestima ruim é potencializada. Para algumas pessoas, despertar o interesse de outra, que já tem alguém, é mais que uma conquista. É um troféu. E isso que é o triste da coisa.

Se você perguntar para qualquer pessoa que tenha um relacionamento duradouro - principalmente um casamento - você vai perceber três coisas: 1) 87% delas têm mais de 30 anos e não usavam redes sociais, 2) são pessoas que têm em suas listas de amigos poucas pessoas - apenas amigos e familiares, de fato. 3) o relacionamento é duradouro, mas é marcado por muitas tretas geradas, é claro, pelas redes sociais. Se você namora, fica a pergunta: quantas vezes você já não brigou com seu namorado por alguma coisa relacionada a redes sociais? Pois é. 

O filme Her aborda um pouco sobre esse excesso de opções. Se você não assistiu ainda, atente-se ao spoiler: quando Samantha começa a conversar com mais de 2.000 outros softwares diferentes, ela para de dar atenção ao Theodore e, consequentemente, perde o interesse. São pessoas que são mais parecidas com ela e, logo, faz com que ela "enxergue" o seu atual como algo que não te serve mais. Acho essa parte do filme uma claríssima referência o que estamos vivendo agora.

Com tudo isso, todos esses problemas, toda a falta de respeito e empatia e com as coisas que ando vendo, fico desacreditada de relacionamentos. Não desacreditada, até porque estou em um e seria meio idiota eu não acreditar em algo do qual faço parte, o que quero dizer é que fico torcendo porque sei o quanto está difícil passar por essa onda. Sempre que vejo uma atualização de namoro no meu feed eu fico imensamente feliz e torço, sinceramente, para que seja bom. Duradouro. Porque hoje, com tudo isso, a impressão que eu tenho é que namoros estão fadados ao término e que você sempre vai ter uma opção melhor. É como se a galera estivesse com "o que tem pra hoje" e sempre estivesse com olhos abertos para o que o feed te mostrasse de melhor. 

Mais uma vez ressalto esse post do Disco Punisher que fala sobre o Manual dos Relacionamentos nos dias de hoje (foque nos tópicos 12 e 13, que têm tudo a ver com esse post). Com tudo o que está rolando hoje, eu considero pessoas que se comprometem com um relacionamento mais que sortudas: vitoriosas. Porque se um relacionamento sempre precisou de dedicação para fazer dar certo, hoje, ele precisa de muito mais. Paciência e segurança em dose dupla, principalmente. 

Curtiu o post? Então mostre seu amor e compartilhe! <33
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Muitas vão dizer agora que é insegurança. Mas eu duvido que você, leitora gata, segura e cheia de saúde, não tenha pelo menos um coisinha ao ver o namorado curtindo foto daquela menina que só tira fotos mostrando os peitos - que são maiores e mais bonitos que os seus. Pode não ligar, mas que sente uma coisinha, sente. O negócio é que hoje, com as redes sociais, aquela "olhada na rua" se torna pública. Mas não é sobre isso que eu quero falar não, eu quero falar é sobre esse excesso de opções, falta de sororidade e de como os relacionamentos estão efêmeros. 

Com as redes sociais, algumas pessoas perderam o respeito. É homem comentando em foto de menina que tem namorada, é a menina querendo dar em cima do namorado da amiguinha, é o amiguinho curtindo todas as suas fotos e ainda chamando de gata e pouco se fodendo para seu relacionamento linkado no perfil. Ninguém se coloca no lugar do outro e aquela disputa bemmmm comum entre pessoas de autoestima ruim é potencializada. Para algumas pessoas, despertar o interesse de outra, que já tem alguém, é mais que uma conquista. É um troféu. E isso que é o triste da coisa.

Se você perguntar para qualquer pessoa que tenha um relacionamento duradouro - principalmente um casamento - você vai perceber três coisas: 1) 87% delas têm mais de 30 anos e não usavam redes sociais, 2) são pessoas que têm em suas listas de amigos poucas pessoas - apenas amigos e familiares, de fato. 3) o relacionamento é duradouro, mas é marcado por muitas tretas geradas, é claro, pelas redes sociais. Se você namora, fica a pergunta: quantas vezes você já não brigou com seu namorado por alguma coisa relacionada a redes sociais? Pois é. 

O filme Her aborda um pouco sobre esse excesso de opções. Se você não assistiu ainda, atente-se ao spoiler: quando Samantha começa a conversar com mais de 2.000 outros softwares diferentes, ela para de dar atenção ao Theodore e, consequentemente, perde o interesse. São pessoas que são mais parecidas com ela e, logo, faz com que ela "enxergue" o seu atual como algo que não te serve mais. Acho essa parte do filme uma claríssima referência o que estamos vivendo agora.

Com tudo isso, todos esses problemas, toda a falta de respeito e empatia e com as coisas que ando vendo, fico desacreditada de relacionamentos. Não desacreditada, até porque estou em um e seria meio idiota eu não acreditar em algo do qual faço parte, o que quero dizer é que fico torcendo porque sei o quanto está difícil passar por essa onda. Sempre que vejo uma atualização de namoro no meu feed eu fico imensamente feliz e torço, sinceramente, para que seja bom. Duradouro. Porque hoje, com tudo isso, a impressão que eu tenho é que namoros estão fadados ao término e que você sempre vai ter uma opção melhor. É como se a galera estivesse com "o que tem pra hoje" e sempre estivesse com olhos abertos para o que o feed te mostrasse de melhor. 

Mais uma vez ressalto esse post do Disco Punisher que fala sobre o Manual dos Relacionamentos nos dias de hoje (foque nos tópicos 12 e 13, que têm tudo a ver com esse post). Com tudo o que está rolando hoje, eu considero pessoas que se comprometem com um relacionamento mais que sortudas: vitoriosas. Porque se um relacionamento sempre precisou de dedicação para fazer dar certo, hoje, ele precisa de muito mais. Paciência e segurança em dose dupla, principalmente. 

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Um comentário

  1. Olá. Não vi o filme ainda ... Mas, sobre o post, gostei muito da reflexão e do comentário sobre este assunto. Namoro há 3 meses e diria que nunca brigamos, mas sim, eu principalmente, já fiz alguma pergunta do tipo "quem é fulana?" ao ver uma menina no face e sentir "aquela coisinha", felizmente e acho que é assim que tem que ser, eu acredito que meu relacionamento vai durar, ele tem tudo pra dar certo <3 , uma dose (que pode ser aumentada) de auto estima/confiança, diálogo, amor, empatia, compreensão >< , enfim ...! Também torço cada vez que vejo alguém em um relacionamento sério e fico triste e pensativa quando esse relacionamento termina poucas semanas depois ... ;*

    www.moniitorando.com

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