11/08/14

Blogagem coletiva: carta para o meu pai

Era para este post ter sido postado ontem, mas aconteceram sete mil coisas e não deu tempo. Então, cá está. 


Ei pai, tudo bem? Espero que sim!
Sei que já escrevi muitas cartas para você, mas infelizmente, nenhuma era como essa. Eram cartas que nos machucava muito, né? Eu bem me lembro. Mas fique tranquilo e deixe o coração ficar leve: essa é diferente. Essa é uma carta boa, acredite. Como é dia dos pais, estou te dando essas palavras de presente, até porque nesses últimos tempos, você me deu um dos maiores de todos, que foi sua mudança em tudo o que me deixava triste. Você me mostrou que as pessoas podem, sim, mudar e isso está interferindo na minha vida diretamente. Eu acredito mais nas pessoas e até insisto mais nelas - por causa de você! 

Nós tivemos muitos problemas. Muitas palavras foram ditas. Muitas promessas foram feitas. Alguns juramentos foram quebrados - ainda bem! Apesar das nossas diferenças e brigas no decorrer dos anos, eu não posso não agradecer por coisas que, sempre que me lembro, deixam um sorriso estampado em meu rosto, como quando a gente ouvia Beatles no carro, quando você deixava Space Jam gravando do SBT porque eu não aguentava assistir tudo, ou quando você me levava no bosque. Lembro também de todas as Tortuguitas que trazia, religiosamente, todos os dias quando chegava em casa, das promessas de um piquenique nesse mesmo bosque, de fazer uma "máquina fotográfica" caseira e de me ensinar a jogar bola. Lembro dos filmes do Adam Sandler (como esquecer Little Nicky?), da sua lasanha e das músicas. Principalmente da minha felicidade em achar alguma música que eu amava no meio de seus milhares de Cd's. Eu me lembro, também, de quando eu usava todo o seu equipamento de música para brincar de radialista e quando, uma vez, você gravou esse meu "programa" e eu fiquei maravilhada. Agradeço aquela festa surpresa em que, além de amigas da escola, tinha o vô e vários presentes - inclusive o patinete, que eu tanto queria e depois tanto me esfolei ao brincar - e pelo meu primeiro computador. E agradeço, principalmente, por ter sido o meu pai, pela forma presente com que atuou até meus 8 anos e, acredite, pelas coisas que aconteceram após isso. Aos trancos e barrancos, mas agradeço. Sem você, eu não seria o que sou hoje - e eu realmente sou muito, muito grata por isso. 

Eu amo você. Sério!

Da sua coruja, costelinha, problema, mais velha, Mih :) 

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