08/07/14

Sobre querer que 2014 acabe e as frases que me marcaram nesta semana


Acredito que este vá a ser o post mais pessoal de todos os posts pessoais desse blog. Mas é que esse ano está me incomodando tanto, tanto, que sinto que se não escrevesse sobre ele - mesmo que de forma não-linear, parafraseando Deus e o mundo e num emaranhado de palavras que, no fim, só eu vou entender -, eu iria morrer asfixiada. 2014 está passando rápido, eu não posso reclamar, mas se dependesse de mim, passaria de uma forma ainda mais veloz. O fato é que estou vivendo um dia esperando pelo próximo e na ânsia de que ele termine. Não estou vivendo o hoje: estou atravessando. Lendo o livro "Quem é você, Alasca?", do John Green, me deparei com uma frase que me descreveu com perfeição: 

"Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."

Não acredito que "no próximo ano tudo será melhor", mas pensar que será diferente já me anima. O novo traz esperança, né? 2014 me desestabilizou tanto, tanto, que não vejo como ele pode ficar melhor (melhor, Murphy! Eu já aprendi que nada é tão ruim que não possa piorar!). E é um ano que vai fechar um ciclo de quatro anos (no caso, a faculdade). Me pergunto se não seria isso, o término de um ciclo relativamente longo, que me desmoronou tanto. E mais uma vez me deparei com uma frase do livro do John Green que me caiu como luvas:

"Se pararmos de desejar que as coisas perdurem, não iremos sofrer quando elas desmoronarem".

Essa coisa de desejar que as coisas perdurem sempre, sempre me atrapalha: desde que me conheço por gente. A gente quer tanto, mas tanto que algo aconteça que acabamos sabotando aquilo que deveria acontecer naturalmente. Aquele antigo caso de "colocar os pés pelas mãos". E eu sinto que tenho feito isso neste ano inteirinho. O pai do meu namorado me disse, há algumas semanas, que o amanhã é um papel em branco - que não temos erros ou rasuras: ele está lá, branquinho, pronto para ser escrito por nós mesmos. Mas eu posso querer, mesmo, pular para um caderno novo, ao invés de uma única folha? 

Ainda restam 5 meses e, caindo para o lado astrológico, 4 meses para o início do meu paraíso astral (o que pode fazer com que as coisas, de certo modo, pareçam melhores do meu ponto de vista), então, mesmo que eu esteja iludida por aquelas velhas promessas furadas de que "ano novo, vida nova" eu posso parafrasear um dos meus livros favoritos e encher o peito para dizer um:

- Attraversiamo! 

para este ano sem-vergonha? 

3 comentários:

  1. Que bom saber que não é só eu que quero que o ano termine logo.. mas acredite Mih, se você não arrumar um emprego quando terminar a facul, infelizmente tudo tende a piorar. Fazem 2 anos já que me formei e continuo desempregada até hoje e sinceramente.. tem sido muuuuito difícil. Por isso se você tiver seus contatos, corra atrás deles porque essa história de conseguir as coisas por esforço próprio é mentira. Diversas vezes eu provei que era capaz e mesmo assim continuo aqui, me matando todos os dias pra achar alguma vaga de trabalho e tendo que suportar a cara de desprezo de alguns por não ter a experiência que eles querem. Para que 2015 seja diferente, isso só depende de você.. então já começa a lutar desde já flor, porque olha.. não tá fácil não. Espero que você tenha grandes conquistas ainda viu? Dou meu total apoio! Beijoos.

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  2. Caroline e Mi, vcs podem se formar numa coisa e no final da vida estarem trabalhando em outra. É perfeitamente normal. A porcentagem de pessoas que trabalha exatamente no que se forma é ínfima, e isso tbém é normal. Meninas, eu sou formada em Letras faz quase 10 anos, e não, eu nao dou aula/sou tradutora como gostaria no começo dos meus 20 aninhos, mas tenho um emprego em que utilizo inglês diariamente, e isso foi uma coisa que me fez ter certa satisfação no campo profissional mesmo não sendo originalmente o que eu imaginava para a minha vida.
    O que posso dizer é que vcs podem ser as exceções e trabalharem sim no que gostam. Isso vai depender e muito da competência de vcs, mas mto mais dos contatos e possíveis oportunidades geradas através deles. Mas se não rolar, nao se torturem, procurem se encaixar de alguma outra forma. Vcs não serão marcianas por isso :) boa sorte meninas!
    Sou fã da escrita da Mi e acho q ela tem mto talento pro jornalismo.

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