12/07/14

Amar é fácil. Relacionar-se não


Recentemente assisti dois filmes que me fizeram pensar bastante sobre o amor e sobre as relações. Os dois eram sobre o amor. Os dois eram sobre como os relacionamentos não sobreviviam a ele. O que me fez pensar é que o amor não é difícil. Já dizia o McFLY, "o amor é fácil", e é mesmo. Para amar, ás vezes, basta um olhar mais aprofundado. Basta ouvir o som da voz. Uma troca de mensagens ou até mesmo a indicação de um filme e pronto, você está amando. "Mas se amar é tão fácil, por que os relacionamentos acabam?". E aí é que os dois filmes que assisti entram nesse texto.


Um deles foi Her, um filme maravilhoso que, sim, é tudo o que falaram. Antes mesmo de Samantha, Theodore já mostrava que, embora apaixonado, não conseguia viver em um relacionamento, afinal, relacionamento é composto por duas pessoas diferentes. Não precisa ser nenhum gênio para entender que, por mais parecidas e por mais afinidades, são pessoas individuais e, por isso, diferentes. Saber lidar com as diferenças de humor, pensamentos, ideologias ou até mesmo preferência de sabor de sorvete é difícil - e são essas barreiras que fazem com quem alguns relacionamentos tropecem. Alguns até se levantam, outros continuam estirados no chão até que uma nova mão os levante. O outro filme foi Apenas o Fim, que mostra o fim "sem motivos" de um relacionamento. Em Her, era a intensidade. Em Apenas o Fim, a morosidade. Mas e aí? Existe uma medida perfeita para as coisas darem certo?


A verdade é que o relacionamento, assim como o emprego, a planta que sua mãe tem no vasinho da cozinha, a sua franja e o seu peso, é um reflexo do seu cultivo. Se você cultivá-lo ele vai para frente, assim como a sua franja, o seu peso e o cactus da sua mãe. Saber driblar os problemas é difícil, mas não é impossível. O amor é tão fácil, pra que complicar tanto? Já dizia um pensador contemporâneo que eu chamo de namorado: "amar é fácil, difícil é aguentar para o resto da vida". Não tem verdade maior. 

O que estragam os relacionamentos são jogos, são regras que alguém colocou em nossa cabeça e, sem saber porquê, seguimos e acreditamos ser uma verdade absoluta: "ele precisa sentir sua falta", "você não pode ligar", "espera ele pedir desculpas", "eu odeio pedir desculpas, não vou pedir para você", "fique três dias sem ver ele", sabe? Eu não consigo conviver com joguinhos e esse tipo de coisa: sou adepta das conversas, dos diálogos, das D.R.'s porque SIM: eu acho discussão de relacionamento extremamente saudável e necessária. Acredito que relacionamento é feito por duas pessoas e não uma que está mais interessada e envolvida que a outra. Quando um não quer, dois não fazem, já dizia sua avó. 


O fato é que qualquer relacionamento é difícil. Vai me dizer que nunca brigou feio com sua mãe, a pessoa que mais ama e respeita no mundo? Vai me dizer que nunca desejou que sua irmã mais velha caísse de um penhasco depois que ela queimou sua blusa caríssima com o ferro de passar? Relacionar-se é complicado, exige uma doação dosada. Tem que ser medido, mas ao mesmo tempo, derramado. É complicado, mas não temos como escapar - e nem queremos. É como essa banda maravilhosa que eu tanto amo e tenho vontade de matar ás vezes diz: "é uma equação simples, sem complicações para deixar você confusa. Se isso é amor... O amor é fácil". 



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