25/02/14

Um texto sobre o amor. Ah, o amor!


A pessoa que disse que amar é fácil merece um soco na cara. Um não, dois, para não ter a chance de não acertar e doer. Você pode até pensar, agora, que esse texto está vindo de uma mal amada que levou um pé na bunda e nunca mais vai confiar nos homens. Errou agora tanto quanto errou ao pensar que sua vida ganharia uma tonalidade cor-de-rosa quando se apaixonasse. Aliás, amar e se apaixonar são coisas distintas que todo mundo deveria saber. Mas voltando a ideia principal do texto, eu tenho uma notícia pra você: amar não é fácil. É pesado e é quase que loucura. 

Quando você se apaixona, aí sim! Os batimentos se elevam, o mundo ganha um filtro bonito do Instagram (Nashville, talvez!). O arrulhar de uma pomba se transforma numa melodia digna de filmes da Disney. Ah, como é bom se apaixonar! Amar é mais complicado, é pra quem é forte e aguenta o tranco. É pra quem está disposto a ter sua felicidade compartilhada, porque vou te contar uma coisa fundamental sobre o amor: quando você ama, só é feliz se a pessoa também estiver. E a felicidade é tão relativa e momentânea...

Quando você ama, se depara com casos matemáticos que nem Pitágoras resolveria. Muitas vezes o amor não é bem distribuído: um ama mais que o outro; outro cede mais que o um; um faz mais pelo outro enquanto o outro engole tudo o que puder para não brigar. E nessa conta, não tem prova real. Não dá pra saber quando errou: isso fica com o tempo. O amor é pesado e, ás vezes, quebra as nossas pernas - e depois disso você nunca mais vai conseguir caminhar normalmente. O amor é dolorido. 

O amor é relativo, também. Não existe um prazo para que ele apareça ou vá embora. Há casos em que ele demora anos para se firmar. Outros em que semanas são o suficiente para que ele se instale e não se mude nunca mais. Existem também casos em que a paixão é tão sacana que se disfarça de amor - e dura mais tempo do que a gente podia imaginar. Mas passa. E essa é a grande diferença do amor: o amor não passa. Ele pode mudar de figura e de tom, mas passar, meu amigo, ele não passa.


Além de tudo, o amor pira a gente. Nisso ele é parecido com a paixão: deixa a gente meio surtado, mesmo. Mas apesar de tudo isso, o amor vale a pena. O amor causa dependência, mas ao mesmo tempo, te dá a opção. Ele pode não deixar seus dias cinzas chuvosos em um céu límpido, mas com certeza amenizará os sons dos trovões. O amor dá a uma simples mensagem do Whatsapp um super poder que nem Mark Zuckerberg, com todo o seu conhecimento e visão empreendedora, imaginaria: o poder de mudar o seu dia e de arrancar um sorriso tão sincero do seu rosto que nem você acredita. Ele faz você sentir um nó na garganta que parece sufocar, mas no próximo segundo, te dá todo o ar existente. Ah, o amor! Ele faz a gente perder a razão, viver em uma eterna pilha de nervos. Faz com que a gente passe a acreditar que toda história de amor fala da gente e, ao mesmo tempo, rir de novos casais que ainda estão descobrindo todas essas coisas. 

O amor é para pessoas calejadas e pessoas que saibam o que querem. Se você está em cima do muro, sinto muito, você não aguenta. Próximo! O amor é salgado, mas pode ser também o mais enjoativo dos doces. Depende da percepção. E se você concorda com tudo isso que eu disse e disse, mentalmente, "já passei por isso", tenho uma ótima notícia pra você: você está amando. Não está apaixonado; está amando! Considere-se com sorte. Acredite: com todas essas nuances e tropeços, é a melhor coisa do mundo.

* título inspirado na musiquinha da Clarice. 


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