14/01/14

Eu li: O Teorema Katherine

Fazia tempo que eu não aparecia com um "Eu li". Na verdade, fazia tempo que eu não lia um livro (shame on me), mas eu vou dar as desculpas de sempre e vocês vão fingir que acreditam nisso. Enfim. Depois de ler A Culpa É das Estrelas, eu fiquei curiosa sobre as outras obras de John Green. Minha irmã também e por isso comprou O Teorema Katherine. Na hora pedi para ler e ela, é claro, disse que eu leria depois dela. O que estranhei foi que minha irmã, que lê em um tempo bom, estava demorando demais para terminar a leitura. "Nossa, Daniele, ainda não terminou?", "Não, é chato". Eu não tinha levado fé e pensei "Ah, isso é subjetivo, pode ser que eu goste". Só que, bem... Vamos a resenha!

Vai foto do Instagram mesmo, gente hahaha
A sinopse é a seguinte:

"Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera."
Eu achei a sinopse muito boa e fiquei animada para ler o livro. Nas primeiras 100 páginas tudo fluiu muito bem: o personagem principal, Colin Singleton é um insuportável, mas muito bem construído. Ele tem inseguranças, traumas, medos, vontades e estranhezas, como todo bom personagem tem. O melhor amigo dele, Hassan, era a "pérola" do livro, porque era o único ali a quem consegui criar uma empatia. Ok, empatia eu criei mesmo com Lindsey, mas achei ela rasa demais. Faltou a mesma construção de Colin, por exemplo.

A verdade é que eu achei a história, em si, fraca. O período em que fica em Gutshot, ou seja, o livro todo, é chato, monótono e quando começa a acontecer alguma coisa que movimenta o livro... Estamos nas últimas 50 páginas. A sensação que tive, com esse livro, é que foi algo escrito totalmente "nas coxas", algo como "Estou fazendo sucesso, vão comprar e vão ler", porque se eu tivesse conhecido John Green por esse livro, com certeza não iria ler outro. Outra coisa extremamente cansativa foram os adendos que o autor colocava no livro com fatos científicos. Até era interessante, mas pra mim, pareceu uma afirmação disso de "encher linguiça para render um livro e eu continuar ganhando dinheiro".

Posso até estar sendo um pouco chata, mas é que eu nunca demorei tanto pra terminar um livro. E sério, pra mim, até Crepúsculo é melhor e mais animado. E a Bella consegue ser menos insuportável que o Colin. Porém, é algo subjetivo. Enquanto eu detestei o livro, a Marina do Plataforma 36 adorou e leu rapidinho. Então, se você gostou do livro, pode me contar que eu não vou querer atirar na sua cabeça com uma bazuca. Pelo contrário, posso até tentar ver o livro com um olhar menos duro haha.

Classificação: ♥ ♥ ♥  

Quotes favoritos:

"É possível amar muito alguém. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir."

"Eu serei esquecido, mas as histórias ficarão. Então, nós todos somos importantes — talvez menos do que muito, mas sempre mais do que nada."
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4 comentários:

  1. Colin é o personagem mais insuportável do John Green (posso dizer isso, pois já li todos os livros dele, for real). Até o guri de 'Quem é você, Alasca?' é menos chato que ele. Mas a Lindsey meio que salvou o livro, na minha opinião. Porém, John Green poderia fazer muito mais com esse livro, realmente ele estava com preguiça de escrever. PS. Ainda acho a Bella mais chata. =P

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    1. Exatamente, pareceu preguiça! Minha irmã está com Quem é você, Alasca e vou ler também... É bom? (Diz que sim! HAHAHAHAH)

      E ai, eu DETESTO a Bella, Jeh, tanto que não tive condições de terminar de ler Lua Nova, mas ainda achei o Colin pior UAHEUIHAEAIUHEAUIHEIUH

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    2. Na minha escala de livros do João Verde: A Culpa é das Estrelas> Quem É Você, Alasca?> Cidades de Papel> O Teorema Katherine> Will e Will, Um nome, Um Destino.
      Quem é você, Alasca? É meio revoltante. Demorei uns dois dias pra entender o livro. Mas eu gostei.

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  2. Realmente, O Teorema não chega aos pés de A Culpa, concordo com você nesse ponto. Mas um dos problemas de todo mundo ir com muita sede ao pote com os outros livros do John Green é da própria editora Intrínseca: o último livro lançado pelo John foi a A culpa é das estrelas. Ele que estourou o autor no mundo. Os livro que vieram depois aqui no Brasil, na verdade foram escritos antes, logo as chances de eles serem de qualidade inferior são enormes!

    E claro, tem o caso da empatia, super normal você não ter curtido o livro. Conheço mta gente que odiou A culpa. Eu gostei de O Teorema, mas quem salvou o livro, pra mim, foi o Hassan. Gostei mil vezes mais de Cidades de Papel, acho que ele você vai curtir se der uma chance. Tem resenha minha dele lá no LeS se você quiser dar uma olhadela ;)

    Bjs Mi!

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