21/03/13

Eu li: McFLY - Unsaid Things... Nossa História

É claro que eu ia ler esse livro e é claro que eu viria postar sobre ele. Pra quem me conhece, isso é o óbvio, pra quem não conhece, vou explicar. McFLY foi minha primeira banda favorita. Conheci eles em 2005 quando estava na sétima ou oitava série, não lembro direito. Eu minha amiga tínhamos os nossos favoritos e éramos doentes por causa deles. Eu me entregava mais: fazia parte de fansite (eu era da equipe do Wonderland - o melhor fansite ♥), chorava quando eles vinham para o Brasil e eu não podia ir e escrevia diversas fanfics sobre os guys. McFLY era pra mim o que os Menudos foram para minha mãe. Porém eu frui crescendo, amadurecendo e apesar de continuar sendo apaixonada pela banda, eu sei que eles não são gênios e que estão longe de ser verdadeiros artistas. Talvez eu não devesse ter lido a biografia deles depois de ler a do Anthony Kiedis.


O livro foi escrito pelos quatro integrantes da banda. O primeiro capítulo é sobre Tom, o líder da banda. Tom sempre foi um ótimo músico - tocava, escrevia e ainda cantava. O McFLY surgiu depois que Tom foi dispensado do Busted e os empresários quiseram apostar no loirinho de queixo grande. Eu sempre soube que McFLY tinha sido fabricado, então não foi uma grande surpresa. Tom ajudava os empresários a definir quem seriam os próximos integrantes da banda, sendo assim, Danny - ótimo guitarrista desde sempre -, Harry e Dougie entraram na banda. No livro os quatro contam sobre a relação com família, garotas, drogas e é claro, sobre sua música.

OS PRIMEIROS CD'S
A primeira decepção do livro foi saber que nem Dougie nem Harry tocaram no Room On The 3rd Floor. Disso eu não sabia e fiquei bem decepcionada. "Quer dizer que eles estavam lá apenas porque eram bonitos? Sério mesmo?". Ainda bem que o ROTTF não era meu álbum favorito, porque a frustração seria triplicada. Eles detestaram o clipe de 5 Colours In Her Hair, mas aceitaram porque tinham contrato e etc. No começo da carreira eles deixam bem claro que não tinham voz alguma para reclamar alguma coisa. Eles faziam o que mandavam, e isso também me deixou decepcionada. Pelo livro deu pra ver que quando uma banda é formada dessa forma, é feita apenas para ganhar dinheiro. A história da banda não é tão legal quanto a do Red Hot Chili Peppers que nasceu entre amigos e eles faziam o som que realmente queriam. O McFLY era obrigado a fazer algo pop, pra vender. Eu sabia, mas ler isso sendo escrito por eles me deixou triste. E decepcionada.

O Wonderland, que é um dos meus álbuns favoritos, foi descrito como "sombrio", por Tom. Eu não acho ele tão sombrio, se falarmos das músicas. Gosto muito do Cd e eles não o citam com o maior amor do mundo. Apesar da banda ser vendida e tudo o mais, uma coisa valia a pena: eles escreviam suas próprias canções. Neste álbum tem I've Got You, tem Too Close For Comfort (minha música favorita de todas) e tem também The Ballad Of Paul K, música que narra, de certo modo, a relação de Dougie e Danny com os pais (pra quem não sabe, o pai de Dougie abandou ele, a mãe e a irmã pouco antes do nanico entrar na banda e o pai de Danny se separou de sua mãe). Talvez Tom tenho o definido como sombrio porque foi ali que ele teve uma de suas mais fortes crises de depressão. Mais pra frente ela seria esclarecida: o vocalista sofre de transtorno bipolar. Ele deixou bem claro que ainda é um assunto delicado, por mais que tenha exposto isso no livro. E de assuntos delicados, Unsaid Things está cheio.

INTEGRANTES
Dougie é, sem dúvidas, o mais problemático dentre os integrantes. Ele, quando criança, sofreu muito bullying  (baixinho, criador de lagartos e skatista, alvo perfeito dos valentões ingleses) e, de quebra, sofreu com o abandono do pai. Apesar da incrível vida que levava como o baixista do McFLY, ele ainda tinha algo errado. E foi no vício que ele pareceu "se encontrar". Dougie é alcoólatra. Ou era. Até tentativa de suicídio ele cometeu, mas sinceramente, achei essa parte um tanto quanto forçada. Eu não sei o que se passava na cabeça dele e nem sei como é uma depressão, mas custei um pouco a entender - e a acreditar - que Dougie Poynter realmente tivesse motivos para se matar e para se drogar. Como o baixista sempre foi meu favorito (meu primeiro username no twitter era @mihpoynter - e ainda está lá), foi uma parte dolorosa e triste também. Foi ruim ler que ele se sentia sufocado por não poder contar para ninguém. O único que sabia dessas coisas era Harry, que me surpreendeu muito.

Eu tinha uma imagem diferente do Harry. Não tão diferente, mas fiquei surpresa em saber da competitividade do baterista - esta que é citada diversas vezes. A arrogância e excesso de confiança, também citadas no livro, também não era novidade. Porém, a arrogância de Harry nunca interferiu no modo com que trata seus fãs, na verdade, ele é um dos mais simpáticos com as loucas que os perseguem. Ele, que teve um histórico grande com garotas, se apaixonou pela atual esposa e logo quando a conheceu disse "Eu vou casar com essa garota". E casou mesmo. Eu nunca tinha visto Harry como um romântico, e ele é! Além disso, era o mais confiável dali. Se alguém tinha um problema, era com Harry que conversariam. Isso fez eu gostar ainda mais do baterista.

Danny sempre me ganhou por seu talento. Dos 4, acho ele o que toca e canta melhor. Não é pra menos: ele faz isso desde que se conhece por gente e sempre gostou de música boa. Sempre foi o mais mulherengo dos quatro e também o mais sociável. Uma coisa que eu pensei que seria citada seria o fato de Danny ser lerdinho e etc, mas o máximo que aconteceu foi Tom dizer, sério, que Danny sabe muito de pouca coisa. O que também faz jus ao guitarrista. Danny é excelente em tudo o que faz. Acho que ele é o que menos escreve no livro todo, mas eu, que sempre o tive como última na minha lista de preferências, gostei de prestar atenção nele.

Sempre pensei que Tom era o mais fofo da banda. O que é sempre o mais legal com fãs, o que é sempre compreensível, enfim. Meio que tinha uma imagem "imaculada" do vocalista loiro. Mais uma vez fui surpreendida. Ele, em algumas passagens, era autoritário e um pouco "mandão". Ok que ele era o líder da banda e depois tudo foi esclarecido pela bipolaridade, mas sem querer, isso mudou a imagem que eu tinha. Abaixou pontos para o Tom, aumentou para o Danny. Tom frisa várias vezes o quão nerd é (e é mesmo) e cita, quase que cansavelmente, a namorada - que agora é esposa - Giovanna.

NAMORADAS
Eu não entendo, nem nunca entendi, esse amor exagerado que algumas fãs têm nas namoradas dos meninos. Também não entendo o ódio gratuito por elas, mas consigo achar mais plausível do que o amor. O mesmo digo para Giovanna, a mais famosa dentre as McGirlfriends. Giovanna foi praticamente a primeira namorada de Tom e hoje eles se casaram (lembram daquele discurso maravilhoso que eu já postei aqui? então). Não consigo entender o amor por ela. Depois vem Izzy, que é mais velha que Harry e conseguiu fazer o pequeno Judd finalmente se apaixonar de verdade - e até se casar. A namorada de Danny, Georgia, é a mais bonita dentre as quatro, até porque a fia já foi Miss Inglaterra. Danny a descreve como "linda por dentro e por fora". Não posso opinar. Por último, Lara, a namorada de Dougie. Dougie parece se apaixonar intensamente muito fácil, e foi assim com Lara também. Eu torcia muito o nariz pra ela, mas ao ler o livro, vi o quanto ela faz bem pra ele. Bem de verdade! Cuida dele, o apoia e não está muito aí para sua fama ou presentes (beijos, Frankie). Pra quem saiu recentemente da rehab e tem que frequentar reuniões do AA, Lara é uma boa namorada.


ABOVE THE NOISE
Depois do Wonderland, veio o Motion In The Ocean (um álbum alegre e gracinha) e o radio:ACTIVE, o primeiro álbum totalmente by McFLY. Foi quando eles se libertaram da gravadora e fizeram o que sempre quiseram fazer. E foi o melhor álbum deles. Quando eles anunciaram um novo álbum, vibrei, afinal, esperava algo na linha do r:A e igualmente bom. Foi a decepção. Eles voltaram atrás em um contrato e correram para um produtor de sucessos da Madonna, Michael Jackson e etc. Dallas Austin produziu o Above The Noise e até conseguiu convencê-los a gravarem uma música que foi feita para o N'SYNC. Pois é. O Dougie sempre foi contra este novo estilo e o álbum foi uma total decepção para os fãs - e pra eles. Foi meio que o estopim para a crise mais séria do baixista. Ainda bem que eles voltaram atrás.

O livro, pra quem é fã, é bom. Pode te decepcionar um pouco, como me decepcionou, mas ainda assim é o McFLY. É chato pensar que tudo o que eles fazem é apenas pra vender, mas essa é a industria da música. O livro, nada mais é, que uma forma de avisar aos fãs que eles estão aqui. O mesmo com esse segundo Cd de Greatest Hits completamente dispensável. O livro me mostrou que eu vou ter sempre um amorzinho pela banda, por mais que hoje eu reconheça que eles são ótimos músicos adolescentes e um pouco longe de verdadeiros artistas.

5 comentários:

  1. O post ficou ótimo e é legal quando a gente tem a visão do que o nosso artista pensa sobre a própria arte, ou mesmo sobre o próprio produto (que é a nomenclatura que mais se aproxima daquilo que é produzido pelos caras). É legal a gente pensar também que eles são uma boy band, e é a parte onde garotos são 'embundificados para garotas', desde sempre - dos beatles até one direction, a intenção é (ao menos inicialmente) puramente comercial.

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  2. Também conheci McFly em 2005, e fiquei louca com "It's All About You", não tinha coisa mais fofa! Fui parando de acompanhar a banda lá por meados de 2010, mas fiquei bem curiosa com esse livro quando descobri que seria lançado.

    Mesmo com os pontos que te decepcionaram, acho que ainda vou arriscar a leitura. Afinal, se eles deram a cara a tapa, acho que me sinto "menos enganada" ao ler fatos que eu não conhecia, haha.

    Adorei a review <3

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  3. Eu li o livro no final do ano passado e adorei por causa das revelaçoes mesmo. Eles poderiam enfeitar e tals, mas foram sinceros e contaram direito como tudo aconteceu. Adorei a parte q eles falam de Above de Noise pq acho q foi a maior decepção ever pra todo mundo. Eu acompanho os caras desde sempre tbém e esperava um album a altura de Radio Active e nao um Backstreet's Back...não foi um album ruim, mas foi um album total não Mcfly.

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  4. Uauu, acho que devo ler esse livro. Depois dessa resenha então. Ainda mais que foi você, dona Michele, que me apresentou a banda e me fez gostar deles (nunca cheguei ai nível de Michele nem Hiandra). Já tá na lista de compras, com essas revelações e tudo mais. Como fã de McFly, é um Must Have.

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  5. Eu não li sua resenha inteira porque não quero ler nenhuma antes de eu ler o meu haha um dia chega, comprei em inglês porque quero me sentir mais próxima deles <3 besteirinha, mas enfim.
    Eu acho que eles são grandes artistas sim, são minha segunda banda favorita e sei que também vou me decepcionar muito, mas é a vida - deles, e quero saber tudo que for possível e continuar amando todos.

    Beijos :*

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