10/01/13

Top Cinéfilo - 6 cenas de danças inesquecíveis do cinema atual

Hoje lançamos nosso primeiro Top Cinéfilo no My Other Bag is Chanel, estou tão contente que poderia dançar feito uma heroína de cinema. Sim, como nós, os personagens de celuloide dançam. Aliás, triste verdade, normalmente suas coreografias são muito melhores do que os passinhos e rebolados que eu arrisco a fazer e essas malditas equipes de produção criam algo que me obriga a mastigar minha inveja. Em outros casos (Ufa!), como vamos ver aqui, as cenas são inesperadas e tão hilárias quanto ver o rapper Psy no vídeo de “Gagnam Style”. A verdade é que as cenas de dança sempre marcam. É comum listarem momentos de “Cantando na Chuva”, “Pulp Fiction”, “Grease”, “Dirty Dancing”, “Amor, Sublime Amor”, e outros clássicos. Como são passagens dançantes já bem imortalizadas em tops por aí, hoje o foco são seis cenas musicais inesquecíveis do cinema dos últimos dez anos.

6. Pequena Miss Sunshine (2006)

Na comédia independente mais adorável da década passada, após fazer sua família rodar a estrada em uma Kombi amarela, Olive (Abigail Breslin) finalmente chega ao local do concurso de beleza. E eis que ela sobe ao palco, com figurino burlesco e começa a dançar “Superfreak” de Rick Smith transformando queixos de personagens e espectadores em algo pendente.

O teor adulto da música ("She's a very kinky girl, the kind you don't take home to mother"/”Ela é uma garota safadinha, do tipo que você não apresenta pra sua mãe em casa”) choca a plateia e tira a faixa da pobre Olive. Mas a cena é tão inusitada, divertida, e a garotinha tão inocente na sua performance, que ela conquista nosso sexto lugar. E vamos combinar, Olive com sua dancinha é uma criança muito mais saudável que as concorrentes ultra maquiadas ao ponto de parecerem peruas anãs, tsc-tsc.




5. As Vantagens de Ser Invisível (2012) 

Numa festa de volta às aulas de “As Vantagens de Ser Invisível”, quando ouvem a introdução de “Come on, Eileen”, hit dos Dexys Midnight Runners, Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller) comemoram a boa música com uma dança divertida pelo salão de bailes do colégio. Ah, quem não faria o mesmo se numa festa estudantil ouvissem algo fora do repertório comum?

A cena serve para deixar Charlie (Logan Lerman) ainda mais fascinado pela amiga, para quebrar um pouco sua timidez e para cimentar a aproximação entre o trio. Eu, particularmente, não consigo mais desassociar o versinho "Toora Loora Toora Loo-Rye Aye" do filme e do meu desejo de ter um irmão de criação gay com quem pudesse deslizar por um salão de dança.




4. Trovão Tropical (2008)

PSY, você protagonizou o vídeo mais popular de 2012. Parabéns, você virou um meme! Mas você é apenas um rival para Les Grossman (um irreconhecível Tom Cruise de careca e barriga protéticas) na comédia politicamente incorreta “Trovão Tropical”. Quem assistir o filme pode ser perdoado por esquecer metade das sequências, mas será um ser sem senso de humor se não se lembrar do produtor de cinema e seus passinhos loucos e quase indecentes sem soltar uma gargalhada.

“Low” de Flo Rida, merecia um vídeo clipe inteiro com Tom Cruise e seu estranho rebolado. Só pela cena, nós poderíamos até esquecer o surto de Cruise no sofá da Oprah em 2005, se ele quisesse.




3. 500 Dias com Ela (2009)

Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) é talvez o grande romântico do cinema moderno, o que abre brecha para outra listinha. Mas vamos ao que interessa agora: após ter sua primeira noite com Summer (Zooey Deschanel) ele sai de casa tão realizado que cumprimentaria todos pela rua e se imagina no meio de um número musical digno de filme da Disney, com direito até a um passarinho de animação – Giselle de "Encantada", morra de inveja!

Ao som de “You Make My Dreams” de Hall & Oates, Tom prova que Gordon-Levitt é um bom dançarino e contagia uma multidão ao seu arredor. Vamos resumir, ele é bonito, amável, escuta “The Smiths” e outras boas bandas dos anos 80, sabe desenhar prédios em braços e (mesmo que em alucinações pós-sexo) consegue dançar na moda da Broadway, mas ainda assim é rejeitado pela garota dos sonhos no dia 290 do seu romance e passa todo o resto dos 500 na fossa. Francamente, Summer, qual seu problema?

 


2. Quem Quer Quer Um Milionário (2008)

O filme de Danny Boyle mostra o lado menos turístico da Índia: seu protagonista, Jamal (Dev Patel), cresce em meio à favelas de Mumbai, locais sombrios e sujos, diferente do colorido dos sáris esvoaçantes e cenários luxuosos dos filmes produzidos naquele país. Mas depois de enfrentar exploração infantil, tortura, ser enganado pelo irmão, acertar as perguntas de “Quem Quer Ser Um Milionário”, o herói resgata sua querida Latika (Freida Pinto). E para celebrar o final feliz, o filme termina finalmente numa bela cena de dança a lá Bollywood.

Ouvir "Jai Ho", composta por A. R. Rahman, enquanto o casal gira pela plataforma de trem, nos deliciando com movimento super elaborados que provavelmente nunca vamos conseguir imitar, é um alívio necessário após vermos todas as sequências de sofrimento.



1. O Artista (2011)

Um filme de 2011 rodado em preto-e-branco que homenageia os clássicos do cinema mudo, “O Artista” poderia ter sido um poço de pretensão. Muito pelo contrário, o longa francês vencedor do Oscar transmite uma adorabilidade crescente cena após cena e é, na verdade, bem fácil de se digerir. Um bom exemplo de entretenimento cinematográfico mesmo.

Por ser um trabalho sobre uma época em que dançar era tão imprescindível quanto atuar para ser ator, o longa tem tantas cenas de rodopios e belos passos que é difícil eleger uma. Mas escolhemos a cena final (Spoiler!), quando George Valentin e Peppy Miller voltam a atuar lado a lado, sapateando numa sintonia que transborda toda a química, charme e talento de Jean Dujardin e Bérénice Bejo. Ao ver passagens como essa, não é de se surpreender que no mundo do cinema fictício Valentin tenha sido o grande galã de seu tempo e que Peppy Miller tenha ganhado o título de queridinha da América. Seu domínio dos movimentos sincronizados com pernas e braços os tornam pares de qualquer estrela dos anos 20 e 30 e garantem ao filme o primeiro lugar no nosso Top Cinéfilo.



 Rafaela Tavares é estudante de jornalismo, completamente apaixonada por música,   literatura, seriados norte-americano e principalmente cinema. Além de amar escrever,  tem uma quedinha por ilustração e, de vez em quando, desenha por diversão.

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