19/01/13

Eu li: Comer, Rezar, Amar

Eu ainda não vi o filme, mas já ouvi falar muito sobre Comer, Rezar, Amar. Conheci devido ao ti-ti-ti sobre o filme que seria estrelado por Julia Roberts. No começo não me interessei muito, mas um dia ele me chamou. Estava ali na estante, abandonado, pedindo para que alguém o lesse e ninguém o fazia. Eu olhei pra ele, ele olhou pra mim e falei "Vamos ver se é bom!". Postei uma foto no Instagram e perguntei: "Alguém aí já leu? É bom?" e uma amiga me respondeu "É maravilhoso! É pra fortalecer o espírito!" e aquilo foi o bastante para que eu passasse a devorá-lo.


Uma vez me disseram que a melhor coisa do mundo é quando um livro te escolhe, e não o contrário. Achava que era balela, mas percebi isso com Comer, Rezar, Amar. Eu ia me identificando mais a cada página, me via na Liz e pegava tudo o que ela dizia para mim. Era praticamente uma afronta ela dizer tantas verdades na minha cara e eu não poder retrucar. "Vamos com isso", eu pensava.

A história é narrada pela jornalista Elizabeth Gilbert que após um divórcio mal resolvido, uma história de amor conturbada e um coração em pedaços, decide buscar a si mesma em três países: Itália, Índia e Indonésia. A Itália marca a busca por prazeres. "Comer", afinal, ainda não foi inventado um prazer maior que isso. Ela lidava com os conflitos e a depressão e comer foi a saída. Não por compulsão, mas apenas para se sentir feliz.

Julia Roberts viveu Liz Gilbert nos cinemas
Na Índia, foi para buscar o maior contato com Deus, ou a força de amor maior. "Rezar". Independente da sua religião ou crença (desde que você creia em algo maior) você vai ficar maravilhada com a parte da Índia. Como disse, eu li o livro no momento certo, principalmente quando me via em meio a alguns questionamentos. Não sobre a existência de Deus, mas gerais sobre religiões e etc. Eu nunca segui uma única religião: já passei por igrejas protestantes e católicas em espaços curtíssimos de tempo. Sempre tive (e tenho!) uma fé enorme, mas nunca consegui expressá-la em igrejas ou templos. O livro fala muito disso e mostra que você pode pegar uma coisa do budismo, outra do catolicismo, uma pitada de protestantismo e fazer a sua religião, fazer o seu contato com Deus. Quando minha amiga falou sobre "fortalecer o espírito" eu realmente entendi o que ela quis dizer. E como fortaleceu o meu. Não só meu espírito, mas consolidou minha fé e me fez voltar ao hábito diário de rezar e agradecer pelas coisas que acontecem em minha vida.

Liz aprendendo a meditação indiana
Quando Liz foi para a Indonésia, em busca de "algo a mais" para sua espiritualidade com um xamã, se encontrou por completo. "Amar". Não vou falar muito mais sobre a Indonésia porque não quero dar spoilers rs. Dá muita vontade de se descobrir assim. Foi, sem dúvidas, um livro importante pra mim - não só por me descrever, mas por me mostrar o bem que uma alma equilibrada traz. Eu falei tanto deste livro que até minha mãe está lendo ele e, sempre que posso, indico ele para as pessoas. É best-seller? É! Mas é incrível também. A dica é: leiam e encontrem-se. 

(As imagens acima foram retiradas do We Heart It. Se você for o dono de alguma delas, avise-me nos comentários que darei os devidos créditos)


Um comentário:

  1. eu assisti o filme quando saiu e achei bonitinho. Gosto da parte da Itália, tem um diálogo em que uma amiga a diz algo como "você não precisa se controlar tanto para comer. Não importa o seu peso, o homem que ficar com você tem que agradecer a sorte que tem". Esse é o primeiro passo para ela conseguir aceitar o prazer sem culpa e a si mesma como é, achei fofo. A estória é legal (não tem como uma viagem dessa ser desinteressante, né haha)e passa a mensagem que pretende : )

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