28/06/12

Review: Overexposed, Maroon 5

Overexposed” é o 4º álbum de estúdio e de inéditas do Maroon 5, sucessor de “Hands All Over”, lançamento de 2010. O álbum tem esse título porque, segundo o guitarrista James Valentine “A imagem do Adam estava por toda parte, 'Moves Like Jagger' não parava de tocar e esse título seria no mínimo engraçado”. O álbum foi produzido no ano passado, durante a turnê da banda, que já tinha avisado que esse álbum seria diferente de tudo o que já fizeram antes, e que as influências no Pop e no Reggae estariam mais evidentes, e foi realmente o que aconteceu.


A primeira faixa, 'One More Night', é o segundo single do Overexposed, e ganhou um clipe ótimo, lançado na segunda-feira. As batidas são totalmente inspiradas no Reggae e é bem diferente de qualquer outro material já lançado pelo Maroon 5, até mesmo da já Pop 'Moves Like Jagger'. A música poderia facilmente ser irritante, já que as batidas têm poucas variações, mas consegue ser até que boa. A letra é ótima, não tem versos perdidos nem sem nexo e acaba indo bem com as batidas. Só não foi uma escolha muito inteligente deixar pra 'OMN' abrir o CD. 


'Payphone' (feat Wiz Khalifa) vem na sequência. Escolhida para ser o 1º single, já toca bastante nas rádios, mas ainda não o suficiente pra se tornar chata. No começo fui bem resistente em relação à música, é diferente demais de tudo o que o Maroon 5 já fez, mas com o tempo fui escutando mais e me rendi. A batida é agradável, e encanta por ser despretensiosa. A colaboração do rapper Wiz Khalifa coube certinha, sem deixar a música confusa, coisa que acontece direto quando um rapper “invade” uma música de pop-rock. Me lembra muito 'Onde Estiver' do Nx Zero, não sei porque. O que mais chama atenção é a letra, que caberia muito bem ao fim do relacionamento de dois anos do vocalista Adam Levine com a modelo Anne V, mas levando em conta que o álbum estava pronto desde antes do rompimento, foi apenas uma coincidência incrível. Talvez 'Payphone' como faixa número um seria mais aceitável.


A número 3, 'Daylight', tem um começo DavidGuettazado. Começa parecendo música final de comédia romântica (o que não a faz ser ruim, não por esse motivo). O refrão com “Whooa whooa” já nos faz prever um coro de fãs nos shows, segurando plaquinhas de “oooh oooh” e emocionando a banda, porque nós somos/queremos emocionar e quando tem onomatopeias nas músicas, nós fazemos plaquinhas. Voltando à música, essa letra faz qualquer ser humano, não precisa ser mulher, só precisa ter um coração batendo, querer abraçar o (a) amado (a), ou a mãe, ou o pai, ou quem sabe o próprio Adam. Aliás, Maroon 5 sempre tem as letras maravilhosas. Os caras sabem provocar ex-namorada, mas quando querem falar de amor, fazem isso com maestria.

Seguindo com 'Lucky Strike', o comecinho me lembra o comecinho de 'Rope' do Foo Fighters, mas é claro que a semelhança acaba no comecinho mesmo. É muito próxima de 'MLJ' e tem um refrão meio The Wanted. É bem pop, bem radiofônica. Não me surpreenderia se fosse escolhida como 3º single. A letra é bem fútil e definitivamente não soa como Maroon 5. É bem razoável, é bem festa, é bem balada.

'The Men Who Never Lied' segue quase que o mesmo ritmo da anterior, e logo no inicio temos um “whooa whooa”. É mais uma música que facilmente caberia no rompimento do Adam, já que fala de um relacionamento com muitas brigas e um Adam repetindo que ele foi um homem que nunca havia mentido até então, e que só fez isso pra não quebrar o coração da garota, mesmo ela tendo partido o dele. Eu aposto minhas fichas que pelo menos essa, tem a ver com ele e a modelo, mas eles insistem que nenhuma música foi feita em 2012 (ano em que terminaram), então ok.

'Love Somebody' é totalmente Usher feat. David Guetta, fica difícil acreditar que se trata de uma música do Maroon 5, não fosse a inconfundível voz do Adam. Mais uma vez, música salva pela letra bem escrita. Mas é uma faixa que, se for single, vai ser um completo desperdício. É fraquinha demais e muito balada, com todos os elementos que um “dancefloor hit” precisa (muitos “whoooa” etc).

'Ladykiller' começa parecendo música de elevador, mas desenvolve bem. Talvez seja a que mais se aproxime do 'Hands All Over', com Adam afinando ainda mais a voz e cantando sobre uma “assassina”. É uma boa música, infelizmente é muito curtinha. 'Fortune Teller' já começa mostrando que a banda mudou bastante a sonoridade. A voz do Adam tá impecável, como no CD inteiro. A letra, mais uma vez, é boa, mas um tanto quanto previsível. A mesma história de “menina que deixou o cara e ele tá muito triste por causa disso”. Mas não significa que isso seja ruim.

'Sad' já começa como o nome sugere: uma baladinha, que remete à 'Better That We Break', faixa do 'It Won’t Be Soon Before Long'. Uma combinação que dá muito certo, mas a banda não usa tanto talvez pra não saturar, é a voz do Adam + piano e nada mais. A letra fala de arrependimento, mais uma vez baseado num relacionamento que acabou. É linda e a música é forte candidata à single (se eu mandasse em alguma coisa na banda). Voto como a melhor do álbum.

'Tickets' sim, fizeram uma música chamada TICKETS, mas vamos continuar. A batida é igual à maioria do CD, eletrônico meets pop. A letra fala de uma garota que não tem nada de bom a não ser o corpo. Pois é. 'Doin’ Dirt', como o título já sugere, fala de sacanagem. É, mais uma vez, eletrônica, e chata. A letra é "Sexyback do Justin meets Dominated Love Slave do Green Day", fala de berrar, de machucar, e vocês sabem do que mais. Toda banda tem sua “palavra favorita”, e a do Maroon 5 é definitivamente Goodbye.

No Overexposed temos a 'Beautiful Goodbye', que volta à batida meio reggae e é ótima. Tem uma letra bem bonitinha e fecha bem o CD. Ainda tem a faixa Moves Like Jagger, mas essa é velha conhecida de todos nós, né?

 Em resumo: Overexposed é razoável, comparado aos outros álbuns da banda. Tem uma sonoridade muito diferente que eu, como fã “velha” não aceitei muito bem de primeira, ouvindo mais vezes caba ficando aceitavél. Mas valeu ter um CD de inéditas depois de apenas dois anos do último lançamento.


Texto por: Mariane Colantuono

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