23/11/11

Não é meu, mas me pertence

Leia atentamente as frases abaixo e identifique se você já disse algo parecido em alguma situação:

"Essa é a minha banda!", "Eu não acredito que você estava falando com ela!", "É o meu filme favorito, não o seu!", "Você não gosta dessa série tanto quanto eu!".

Se identificou? Então sinto em te dizer, mas você é uma pessoa ciumenta. É! Vai me dizer que não sabia?!  Ok, é compreensível. O bichinho verde chamado Ciúme mostra as garrinhas tantas vezes que mal percebemos, e, quando percebemos, já despejamos todas as nossas frases e 'porquês' de estarmos querendo algo só pra gente - ou de tirá-lo de alguma pessoa, como queira.


Quem não tem ciúmes não é normal. E digo mais: não é humano. Ciúme é um sentimento, e todo ser humano, por mais frio que seja, os possui - e com certeza sente ciúme de algo. Ciúme é uma coisa tão abrangente que nos faz tê-lo de livros, filmes, bandas, cds, tampas de caneta, figurinhas de chiclete e sabores de Toddynho. É verdade! Vai me dizer que você ficou super feliz ao ver sua banda favorita (que até ontem ninguém conhecia) na primeira posição do Top 10 MTV? Que também adorou quando aquela menina que você detesta passou a ter o seu livro favorito, como favorito dela? Não ficou! Isso é ciúme, colega.

Mas é aí que entra a pergunta principal: ciúmes faz mal?!

Já ouviu a sua mãe dizer pra você parar de comer a sobremesa compulsivamente porque "tudo que é demais faz mal", não é mesmo? Então, é o mesmo caso. Uma coisa é fato: você só sente ciúme de algo que gosta muito (leia-se: ama). Você não vai sentir ciúme se a Companhia do Pagode fizer sucesso dentre as meninas da sala da faculdade, e nem querer matar aquela menina que é apaixonada pelo Latino. Repito: só sentimos ciúmes do que gostamos. E isso é o legal da coisa.

Vamos lá, que atire a primeira pedra quem não gosta de um ciuminho que seja. Qual é, vai me dizer que não se sente a pessoa mais linda do mundo quando seu namorado fala algo como "Não gosto de fulano/a porque tenho medo de te perder". Sim, gostamos! Faz com que a gente se sinta amada, bem. É gostoso. Ciúme na medida certa é uma delícia.

Agora, vamos para outro exemplo: Você foi abraçar aquele seu amigo de infância que não vê há setenta mil anos e, quando volta para seu namorado, ouve algo como: "Por que abraçou esse cara? Tá querendo ficar com ele, é?! Vai lá, aproveita e pede uma carona pra casa!". Aí aquele sentimento de 'sinto-me linda e amada' passa para o 'psicopata-tira-ele-daqui-senão-eu-mato'. Já pensou se você já fez algo do tipo?

O ciúme anda lado a lado com a possessão. São separados por uma tênue linha que, sem querer, podemos estar cruzando. E é nisso que temos que ter cuidado.

Ciúme é bom e é como açúcar: tem que ser na medida certa. Um grão a mais estraga.

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