29/11/16

em um relacionamento sério com o bb blur, da la roche-posay

Pois é, amigas e amigos, vivemos para ver Michelinha fazendo resenha de produto de beleza nesse blog. Quer dizer, há alguns anos, eu até tentei uma coisinha ou outra, mas eu assumi para mim mesma que não entendia nada sobre o assunto e larguei mão. Troquei as bases pelos textos sobre meus problemas e fiquei muito mais feliz - se é que isso faz sentido. Pois bem, como contei no mês passado, a Kutiz me mandou recebidos e, depois do post, mandou mais - coisa linda, gente! - e um dos produtos enviados fez o meu coração bater mais forte, o mundo ganhar uma nova paleta de cores e, de repente, pensei que minha vida estivesse sendo dirigida pelo Wes Anderson. Foi amor. O Effaclar BB Blur, da La Roche-Posay me pegou de jeito e abri mão de qualquer outro casinho com outros BB e CC cream da vida. Estamos em um relacionamento longo, monogâmico e cheio de amor. 

Foto: Flat lay/makeup table - Shutterstock
O bonito não é nenhum novinho na pista, não. Ele foi lançado no ano passado e, desde então, coleciona elogios. Na real, ele é um primer com cor, mas que substitui perfeitamente o uso do BB Cream. Sabe, eu tive fases, nessa vida das maquiagens. Mais nova, com 17 para 18 anos, eu era apaixonada, tão apaixonada que eu tinha até uma lojinha no Orkut de produtinhos que eu comprava no Ebay e revendia (muambeira 3.0). Depois, lá para os meus 20 até os 23, desencanei total do assunto, malemá usava base e minha vida era apenas corretivo, delineador e batom. Mas aí, eu me mudei para São Paulo e, amigos, a poluição faz coisas com a nossa pele. É sério! Eu nunca tive problema com a minha e, desde que me mudei pra cá, ela ficou péssima. Então, eu que tinha dado um tempo de maquiagem, passei a usar um primer matte, que dava uma segurada na oleosidade, religiosamente e virei escrava das massas corridas. O problema é que sempre ficava carregado demais e, preciso confessar, sou muito preguiçosa. Só de pensar em preparar pele, passar primer, bb cream, corretivo, pó, blush e etc, eu já desistia de sair. Acho que "praticidade" foi um dos motivos que me prenderam no Effaclar BB Blur, mas tem outros cinco que eu considero importantíssimos para a realização dessa união. 

  1. Ele rende muito. MUITO. Uma gotinha de nada e, pronto, você passa no rosto inteiro;
  2. O acabamento dele é matte, então, você não fica com a pele brilhando;
  3. Ele tem uma cobertura muito boa - e quem está falando isso é uma pessoa que está com a pele cheia de manchinhas;
  4. Ele é "levinho", ou seja, você não fica com a sensação de que tem um quilo de massa corrida no rosto. Amor demais - principalmente no verão;
  5. O efeito dele é Blur. Mesmo. Agora, pessoalmente, eu pareço a minha versão das fotos haha :) 

O preço pode parecer salgadinho (R$ 119 edit: tá na promo por R$ 79,90!!!!!), mas vai por mim, compensa. De coração mesmo. Vocês sabem que eu sou 100% sincera nesse blog e sou a mais econômica do mundo por n motivos, então, sério, nem que você tenha que deixar um pedacinho do fígado, deixe. Sua vida - e sua pele - nunca mais serão as mesmas e você vai ter a sensação de que foi photoshopada. Igual a barriga do Ryan Gosling. 


/ apesar de ter recebido o produto, esse post não é publipost, ou seja, são minhas opiniões e a empresa não participou da resenha;
/ eu consigo achar espaço pra colocar Ryan Gosling em tudo, definitivamente. até em resenha de maquiagem! 
/ me segue no instagram ♥ é @damichele 

27/11/16

Everyday #2 - Sobre Animais Fantásticos, Gilmore Girls e McFLY

Em Araçatuba, sempre tive o hábito de assistir aos filmes que eu gosto nas pré-estreias. Meia noite de quinta-feira e lá estava  eu na fila do Cine Araújo com um balde de pipoca numa mão e os óculos 3D na outra. Com Harry Potter, era ainda mais sério, porque eu saia do trabalho e já corria para ficar horas na fila - coisa de fã maluco, mesmo. Depois, comecei a fazer isso com os filmes da Marvel, que foi um ótimo substituto para o vazio deixado pelas Relíquias da Morte. Porém, desde que me mudei para São Paulo, isso mudou - e usar a desculpa de "tudo ser muito longe" não rola, porque eu trabalho na frente de um shopping que tem Cinemark. Bem, a quebra dessa corrente foi feita quando eu demorei para assistir Capitão América - Guerra Civil. Se você lê esse blog há tempos, sabe da minha relação com Marvel e essa saga, em específico. Eu fui assistir quase 15 dias depois da estreia por n razões e, depois dessa quebra, desencanei das estreias. Mas confesso que quando vi a galera comentando sobre Animais Fantásticos, fiquei com o coração apertadinho. 


Pois bem, no último domingo, fui ao cinema com meus amigos de Araçatuba - que por gentileza do destino, também moram aqui - e, como as companhias eram perfeitas, finalmente me entreguei ao filme. Apesar de ter sido produzido para nós, a geração de fãs extremamente apaixonados, eu tentei não colocar muita expectativa no filme por várias razões. "Minha crítica mudou", "eu não sou mais a menina de 11 anos que era obcecada pelo assunto", "serão cinco filmes", enfim, baixas expectativas nos deixam mais felizes, no final (né?). Só que o filme foi lindo e, no final, estava completamente rendida a Eddie Redmayne e o seu bom coração. Sabe, a Anna Vitória publicou um texto tão lindo sobre o assunto que qualquer coisa que eu queira dizer, vai parecer uma reprodução do que ela disse, então, compartilho o link com vocês. Acabou que o filme é lindo, um abracinho no coração e o merecido destaque que a Lufa-Lufa merece. Obrigada por mais essa, tia J! 

Nunca fui tão iludida por macho, como sou pelo McFLY

Coloquei a foto só do Dougie porque, afinal, é a única coisa que presta nessa banda
Meu username no snapchat entrega meu passado Galaxy Defender. McFLY foi a minha primeira banda favorita e, meu deus, como eu era obcecada por esse quarteto. Já escrevi muito sobre eles aqui e um post até viralizou - e até me xingaram porque eu disse que meu álbum favorito é o radio:ACTIVE. Os anos passam, fã de McFLY não muda, é engraçado - sobre o assunto, então, não será nenhuma surpresa se eu disser que fiquei muito animada quando eles disseram que iam soltar uma novidade às 11h da manhã. 

Eu, sinceramente, achei que era um relacionamento bem superado. Olhei pra trás e falei "I'm over you, Dougie Poynter", mas quando li a mensagem, senti o coraçãozim acelerar e ficar ansiosa como eu ficava quando tinha 14 anos. Me senti ridícula, mas me senti felizinha, afinal, não seria de todo ruim um álbum 6 numa vibe Love Is Easy da vida. Porém, meus amigos, se tem uma coisa que o McFLY faz bem, além de cultivarem uma síndrome de Peter Pan como ninguém, essa coisa é iludir as fãs idiotas e, é claro, eles fizeram de novo. A grande novidade era um álbum novo. De Greatest Hits. Ao Vivo. 

Se você não é fã do McFLY, eu vou te falar quantos álbuns de GH essa banda que não é nenhum Rolling Stones da vida, tem: 

:: Just My Luck - 2006 (os moleques tinham apenas dois álbuns lançados e já lançaram um quarto. Ok, foi pra aproveitar o filme e a gente comprou mesmo assim, mas enfim). 
:: All The Greatest Hits - 2007 (sim, com UM ANO de diferença e apenas um novo cd lançado, eles fizeram MAIS UM álbum de GH)
:: The Greatest Hits, B-Sides And Rarities - 2007 (mas esse tem BSIDES e RARIDADES, gente!)
:: Memory Lane - 2012 (com dois novos álbuns - sendo, um deles, o desastre do Above The Noise -, eles lançaram mais um GH. Sabe o que é mais legal? COM MÚSICAS QUE JÁ CONSTAVAM NOS GH's ANTERIORES. Mas ok, vamos lá)
:: 10th Anniversary Concert, Live at Royal Albert Hall - 2010 (outro álbum ao vivo com as mesmas fucking músicas).


Isso sem contar os McBusted da vida...

McFLY é tipo aquele cara com quem você sai por um tempo, te promete o mundo e potes de Nutella e, do nada, some, não responde mais suas mensagens e depois te bloqueia no WhatsApp.

Assistindo

Eu juro que tentei terminar as 7 temporadas de Gilmore Girls antes da estreia do revival, mas não consegui. No último fim de semana, peguei firme, mas, na sexta-feira, dormi às 21h e I regret nothing. Fazia meses - meses!!! - que eu não sabia o que era pegar no sono antes da uma da manhã, então, abracei Morfeu e aceitei seu convite de casamento de uma noite. No sábado, assisti o máximo que aguentei e cá estamos no meio da sétima temporada e com uma raivinha de Rory Gilmore que só aumenta. Eu até pensei em fazer um texto sobre isso, mas acho que ela não vale os meus tão dedicados caracteres, porque ô bicha chata, egocêntrica e mimada. Eu escrevi sobre o assunto, num minuto de fúria, lá no meu Facebook. A publicação é aberta, então, você pode deixar os seus cinquenta centavos sobre o assunto, também. Mas, enfim, continuo assistindo GG para, no próximo fim de semana, finalmente me entregar ao revival. 


Escrevendo


Escrevi uns posts bem legais, nessa semana, além do último texto do blog, mas como esse post já está enorme, separei apenas dois, que foram os que mais curti: 

:: Os 5 sapatos mais icônicos do cinema (Blog da Kipling) - Tem Carrie Bradshaw e Audrey Hepburn em um post, ou seja, muito Michele e feito com muito amor. Tá gostosinho demais, vem ler, vem! 

:: 5 lições de empreendedorismo para aprender com Gilmore Girls (Kombi Coletivo) - A Kombi é um projetinho que comecei com duas amigas e já estamos produzindo coisas bem legais na internet. Uma delas foi esse texto que fiz sobre Gilmore Girls e as lições que conseguimos tirar dali. Tá bem gostosinho, vem ler, vem! 


Ouvindo

A indicação da semana é o novo álbum do The Weeknd. Meu amor por esse homem começou no fim do ano passado e o que eu pensei que seria apenas um flerte, virou paixão arrebatadora mesmo. Enfim, o álbum dele saiu no fim de semana é uma das melhores coisas de 2016 - e olha que 2016 foi um ano incrível, se tratando de novos álbuns. 


Wait for it: 

- Durante a semana vai rolar resenha de produto de maquiagem. Pois é! Mas é aquela resenha sincerona e do amor, que vocês já conhecem; 
- Vai rolar post sobre cabelo porque eu cortei trezentos metros, do meu, e to amando
- Mamaimm vem passar um fim de semana comigo, aqui em Sp, é o primeiro em quase um ano que ela vem. Estou aceitando indicações de programas vem turísticos e econômicos pra fazer com ela. 

E vocês? Como passaram essa semana? 

Beijo beijo ♥ 

25/11/16

Desamor

"Eu desamei".

Foi assim que uma amiga me explicou o término do seu namoro: com uma palavra que não é tão usual, mas que tem tanto significado quanto qualquer outro clichê usado pra falar de sentimento. Depois dessa frase, ela não precisou complementar com mais nada. Eu já tinha "desamado" alguém e eu sabia como era. 

A gente desama da mesma forma com que ama. Algumas vezes de um jeito avassalador, que você sente o baque na hora e no mesmo segundo já sabe do que se trata. As duas percepções antecedem um "Meu Deus" e as duas chegam sem avisar e quebrando tudo. Assim como o amor, o desamor muda tudo: seus planos, suas certezas e suas vontades. Os dois parecem não fazer sentido ao mesmo tempo em que fazem. Os dois confundem, ao mesmo tempo em que dão certeza. Os dois machucam. Os dois aliviam. 


Às vezes, o desamor acontece quando você não tem outra alternativa. Você insiste de todas as formas para que um amor dê certo, mas vocês ou não combinam, ou não se entendem, ou as duas coisas juntas. Fazem de tudo para ficarem juntos, mas as desavenças, os gritos e as divergências são mais fortes que a vontade, que o próprio amor Com o cansaço e a desistência, o desamor vem, também. Deixa um gosto amargo na boca, mas que com o tempo aguça seu paladar. 

Tem casos, também, em que o desamor acompanha a decepção. Você percebe que o cara incrível por quem você se apaixonou, que tinha lido todos os seus filósofos favoritos e que discutia marxismo com fervor, na verdade, só tinha decorado algumas frases de efeito e ficava em grupos misóginos no WhatsApp. Ou então, o namorado dos sonhos simplesmente estaciona na vida e te impede de realizar seus sonhos por insegurança e por duvidar de si mesmo. Ou, ainda, o cara mais autoconfiante que você conheceu se apresenta um ciumento completo e não gosta dos seus amigos. Nesses casos, o desamor chega quietinho, te olha no fundo dos olhos e ainda solta um "eu te avisei", quando você percebe que aquilo tudo não é mais amor. O desamor é tão forte que você até se pergunta se já foi, mesmo, outro sentimento. 

Mas, também, às vezes a gente desama sem um motivo racional - e esse é o pior desamor possível. Nossa cabeça diz que aquela pessoa é incrível e a melhor do mundo, mas nosso coração faz careta e diz que não, não é. Nosso corpo para de sentir o arrepio com a proximidade, as borboletas param de voar dentro do estômago e o sorriso espontâneo e que mostra todos os dentes vira um de canto, discreto e quase inexistente. A vontade de dormir junto é substituída por um incômodo ao dividir a cama, a série favorita passa a ser irritante e o brilho nos olhos simplesmente vai se apagando, como aquela vela que iluminou o primeiro jantar de vocês. 

Assim como o amor, o irmão que é tema de músicas e textos açucarados, o desamor, o filho rebelde que o pai conservador tenta esconder, se instala e ninguém o tira dali. Uma vez desamando, você dificilmente consegue mudar de ideia. 

Assim como o amor, ele simplesmente acontece. 
Estando preparado ou não, a gente gostando, ou não. 

--

(Me segue no Instagram, vai! É @damichele!)

23/11/16

Taking Stock #2



Fazendo: uma playlist para deixar essa quarta-feira ainda mais gostosa
Lendo: Um Novo Mundo - O Despertar da Consciência - ganhei de presente da Mi e estou amando demais. Combina muito com o foco que venho dando à minha espiritualidade, então, está me fazendo muito bem.
Querendo: dormir por três dias seguidos
Planejando: ir assistir Doutor Estranho (pois é, pois é)
Desfrutando: de um café bem forte, obrigada
Gostando: das recordações do "Neste Dia", de hoje, do Facebook. Hoje faz dois anos do meu 10 no TCC e relembrar essa conquista deixa o coração quentinho
Amando: o Eddie Redmayne. Sempre gostei dele, mas ele ganhou meu coração a passou a integrar a listinha "CRUSH REAL/OFICIAL" depois de ver Animais Fantásticos e Onde Habitam ♥
Admirando: o quanto fiquei com cara de mais nova depois de cortar o cabelo
Necessitando: comer direito. Ontem eu levei uma surra de sermão sobre minha alimentação e excesso de Coca-Cola (pois é, pois é) e eu realmente comecei a pensar nisso
Seguindo: meu coração MENTIRA HAHAH playlists gostosinhas que os amiguinhos do facebook estão indicando
Notando: que eu estou ficando velha. Fui em uma festinha no fim de semana e estou morrendo até hoje rs
Sabendo: que meu metabolismo não é mesmo dos 18 anos hahaha
Pensando: que preciso ir para Araçatuba matar a saudade do Tutu
Sentindo: Saudade & ansiedade. Mas vida que segue, né?

To numa correria bem insana por causa do trabalho e freelas e, portanto, a inspiração decidiu dar uns rolês por aí. Mas "a gente vai se falando", tá? Enquanto isso, você pode me seguir lá no instagram (é @damichele). Fica a dica ♥ 

16/11/16

Eu escrevo quando...

...estou feliz. Conto detalhadamente o que resultou nesse sentimento tão forte que precisei guardar um pouquinho para depois. Faço das palavras escritas, pequenas gotas armazenadas para depois ou para quando precisar, quem sabe. Ao escrever minha felicidade, é como se eu conseguisse garantir sorrisos para outra ocasião

Escrevo também quando estou triste. Conto detalhadamente o que resultou nesse sentimento tão forte que precisei tirar de mim. Partes pesadas, momentos ruins guardados sem querer e que, inevitavelmente, me fazem sofrer de novo, um pouquinho, quando esbarro acidentalmente naquelas linhas que, teoricamente, deveriam servir apenas de catarse. 

A mágica de escrever é a capacidade de eternizar coisas
E esse, também, é o problema do registro.


Boas ou ruins, aquelas situações se tornam vívidas a cada nova leitura. Aquele café incrível e as horas de conversa jogadas foras com aquela pessoa que fez meu coração moribundo dar sinais de vitalidade, por exemplo, ou a primeira gargalhada do meu sobrinho lindo. Lembro, também, daquela festa do pijama incrível com todas as suas amigas da faculdade e da primeira vez que joguei "Eu Nunca". Me lembra a primeira troca de olhares que me fez sentir cubos de gelo no meu estômago. O primeiro "eu te amo" ouvido e falado na vida. 

Ao escrever, eu eternizo pessoas, principalmente. 

Escrever me permite imortalizar um alguém em um texto, em uma frase, em uma única palavra. Ninguém precisa entender. Eu sei e você sabe. E mais que isso: nós sentimos e sentimos muito.  

O problema de transcrever sentimentos é que vivencio, de novo, todos aqueles momentos, bons ou ruins. Ao ler meus próprios relatos, tenho a sensação de ter dado um replay na minha própria vida, só que sem nenhuma sutileza do narrador. As palavras me arremessam para aquela história. 

A diferença é que sei como aquela cena termina. 

É possível sentir o cheiro de bolo no forno, o clima, as lágrimas, ouvir as musicas e os gritos. Uma palavra e consigo sentir o abraço. Sentir o coração apertar. 

Sentir saudade. 
Medo. 
Alívio. 
Felicidade. 
Saudade de novo. 

E aí, quando eu sinto tudo isso, não sei o que fazer ou como lidar com toda essa imersão dentro de minha própria história. O desespero divide lugar com a emoção e, então, 

eu escrevo. 

14/11/16

Bad boa - 5 músicas para uma fossa gostosa

Não sou de curtir fossa não. Primeiro porque eu, graças a todas as deusas, supero as coisas muito rápido - tá permitido agradecer ser geminiana com ascendente em sagitário? - e segundo porque eu não vejo sentido em ficar cultivando um estado de espírito ruim. Acredito, sim, que todas as fases devem ser vividas, porém, não curto ficar prolongando algo doloroso, não. Para quem assistiu Gilmore Girls, eu lido com términos da mesma forma que a Rory lidou com o (primeiro) término com o Dean: ignorando qualquer presença da pessoa, ocupando minha cabeça com outras coisas e tocando a vida. Na série não deu certo, eu sei haha, mas para mim funciona muito bem - e eu sempre consigo converter minha fossa em trabalho.


Porém, mesmo que eu não seja do time que prolonga a fossa, sou uma eterna viciada em fazer playlists - como vocês bem sabem -, então, é óbvio que tenho meu top 5 "músicas pra escutar deitadinha no escuro e chorando baixinho". Ao contrário de Slow Dancing In a Burning Room, que é minha música de fossa-de-jogar-no-chão-em-posição-fetal, essas são músicas gostosas, profundas e que em vez de te derrubar, promovem reflexão e faz com que você apenas sinta-as. Quer saber quais são as minhas? Então vem.

Sufjan Stevens - For The Windows in Paradise

The OC foi a primeira série da minha vida e eu a revi várias vezes. Em um desses meus revivals, estava brigada com meu namorado da época e ouvi essa música ~no enterro de uma certa pessoa que era surfista - não vou dar spoilers - e a letra casou perfeitamente com o que eu estava sentindo. Ela é tão levinha e gostosa, mas, ao mesmo tempo, não tem como querer chorar com ela. Devida as circunstâncias - e até pela própria série haha - ela integra essa minha listinha.



Yellow - Coldplay

Acho que essa é a música de fossa de todo mundo, porque esses dias eu postei ela no Facebook com o texto "vish" e uma galera começou a comentar coisas profundas como "ai", "nossa, bateu" e coisas do tipo hahaha ou seja, Yellow é a música de fossa oficial da massa, então, provavelmente ela faz parte da sua listinha também. É uma das minhas e só o comecinho já dá aquele apertinho no peito.



Imergir - Silva 

Eu amo Silva e o acho um dos maiores nomes dessa chamada "nova MPB". Caso você ainda não conheça, eu realmente indico, porque ele é talentosíssimo e suas músicas realmente te tocam. É o caso de Imergir, que talvez seja minha favorita do capixaba e que tem uma sensibilidade que, olha, não consigo nem descrever. É a música que narra exatamente o que eu sentia, quando a ouvi pela primeira vez e, portanto, ela ocupou um lugar cativo não só na minha listinha "badboa", como no meu coração.



No Surprises - Radiohead

Eu conheci Radiohead logo quando terminei meu último namoro e ela foi meu feijão e arroz musical durante os três primeiros críticos meses pós términos. Eu devorei a discografia e ouvia o tempo todo: concentrada no trabalho, quando queria inspiração para texto, quando estava bêbada, enfim. Hoje, ainda bem, consegui desassociar a banda desse período chatinho, porém, No Surprises tem um lugar fixo na minha playlist de fossinha. Não tem nem como, né?


The Moon Song - Karen O feat Ezra Koenig

Ouvi essa música, pela primeira vez, quando assisti o filme Her - lindo, lindo, lindo e que eu amo demais -, e desde que ela entrou na minha vida, fez meus dias tristinhos mais leves, quase no sentido literal da expressão. Sempre ouço quando estou em um dia ruim ou muito pesado, mesmo que ela me deixe naquela introspecção gostosa e, às vezes, necessária. Além disso, é um dueto, não tem como não ser delicioso de ouvir.



E, como o dia tá bem propício para uma playlist nessa vibe, eu coloquei essas e outras aqui no Spotify. Solta o play :)



Beijo beijo e até o próximo post! 

(Me segue no Instagram, vai! É @damichele!) 

11/11/16

Quando eu descobri que estava amando

E então, virou amor. 

O que antes era uma convivência quase que forçada e um relacionamento um pouco conturbado, se tornou cumplicidade. É engraçado pensar, hoje, como não conseguíamos ficar sozinhos por muito tempo. Tínhamos necessidade de ter alguém do lado, fosse um conhecido contando um caso engraçado, ou com uma amiga, dividindo um drink colorido em um bar com som alto. Muitas vezes, por pura resistência em nos entregarmos, embarcamos em situações terríveis. Hoje, damos risada ao lembrar daquela balada cheia de tintas coloridas, ou de quando eu cheguei naquela festa de aniversário e só conseguia pensar na minha cama.

Demorou, eu sei, mas depois de aceitar minha própria condição, me entreguei. Percebi que era amor quando comecei a achar que o tempo que passávamos juntos era pouco. Diferentemente do que pensava, não senti borboletas no estômago e meu mundo não ganhou uma tonalidade cor-de-rosa, não. Mas preciso confessar que me senti feliz de um jeito que nunca tinha me sentido, antes. 
Dividíamos o mesmo gosto por música brasileira, concordávamos sobre as bandas inglesas de post punk e também adorávamos ouvir Radiohead no máximo volume possível. Quando me dei conta, tomávamos chá de camomila no fim da noite, dividíamos uma cerveja escura enquanto assistíamos Black Mirror, descobríamos novos cafés favoritos por SP e já fazíamos planos modestos e aconchegantes para o fim de semana. 

Não sabíamos o que viria, mas sabíamos que estaríamos juntos. 
E isso não só era aceito com sorrisos, como era realmente bom. 

Logo, cheguei naquele estágio da paixão em que comecei a pensar que era a pessoa mais linda que já conheci na vida. Quando reparei em seus olhos, me senti estranhamente feliz ao ver meu reflexo neles. Me perguntei há quanto tempo aquilo não acontecia e por que só naquele momento eu estava sentindo tudo aquilo Meu sorriso foi involuntário, quando dei por mim. 

Era amor de verdade. 

O começo do nosso relacionamento foi meio esquisito, eu sei, mas hoje, nossa relação é leve, gostosa, sem cobranças e sem amarras. Sem rótulos, sem satisfações, sem medos ou inseguranças. Hoje, agradeço todos os dias por ter tido a chance de conhecer, entender e, principalmente, amar alguém que eu sei que estará comigo em qualquer situação. Por mais clichê ou romântico que isso possa parecer, hoje consigo dizer que amar alguém é bom.

E quando você consegue perceber que o amor da sua vida, é você mesma, amar é ainda melhor. 
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