16/01/2017

Sobre ser a pessoa certa, na hora errada


Senhoras e senhores, eu sou uma Manic Pixie Dream Girl.

A primeira vez que ouvi falar sobre isso, foi enquanto lia uma crítica sobre Tudo Acontece em Elizabethtown. Esse foi o termo que o crítico usou para descrever Claire, a personagem otimista, fofa e que surge na vida do protagonista que eu esqueci o nome para ajudá-lo. Um dos meus melhores amigos chama isso de "Síndrome de Messias", mas acho que dizer que sou uma manic pixie dream girl fica mais bonito e condiz mais com esse blog. Não que eu não tenha essa síndrome, também. 

Acho importante dizer que esse texto está saindo quase como um desengasgo que estava entalado aqui, ó. É que, na real, eu meio que estou cansada de sempre desempenhar esse papel super importante na vida das pessoas que conheço. É irritante como eu sempre sou a mina que aparece na hora mais escura da vida do cara. E ultimamente, isso vem acontecendo com bem mais frequência do que eu gostaria. 

Eu sou a gente boa que ouve as reclamações sobre o relacionamento passado, sobre as crises na carreira e que ainda dá conselhos sinceros sobre tudo isso porque realmente se importa. Eu sou a pessoa que lança o olhar compreensivo enquanto serve uma taça de vinho, ao mesmo tempo em que o cara está despejando todas as suas projeções sobre a mesa. Eu sou aquela que, involuntariamente, começa a me esforçar para atendê-las.

E é sem querer, eu juro. 
De verdade! 

Infelizmente, eu sou aquele tipo insuportável que se envolve e quer fazer de tudo para ajudar essa pessoa que me fez sentir uma coisiquinha que seja. Quero ajudá-lo a conseguir um novo trabalho, a fazer um teste vocacional, a entender que o namoro que acabou não o fazia tão feliz assim, afinal. Eu sou a mulher que o ajuda a comprar uma toalha de banho enquanto ele choraminga sobre os bordados que a ex-esposa insistiu em levar embora na separação. Sou a pessoa fofa que, "meu deus, por que eu só te conheci agora?" e que não será nada além disso.

Eu sou sempre a pessoa certa na hora errada. 

É ironicamente engraçado. Eu sempre apareço para o cara superar alguma coisa - ou para ter um insight sobre si mesmo que, veja só, precisou de mim para que rolasse. Participo de longas conversas, procuro entender seus problemas. Eu me preocupo e faço de tudo pra pessoa entender que ela é alguém importante no mundo. Importante pra mim, principalmente.

E eu não consigo ser diferente.
Eu mergulho -
e às vezes, de cabeça.

Quando eu gosto de alguém, eu quero que essa pessoa fique feliz. E eu tento. Se eu posso fazer algo, por que não? Só que é um pouco cansativo isso ser sempre feito por mim, preciso ser franca. Eu juro que não é egoísmo ou que "eu sou legal porque espero alguma coisa". Muito pelo contrário. É só que é meio exaustivo ser sempre a personagem bonitinha que contribui para o desenvolvimento da história do homem e só. É irritante ser a pessoa que ensinou coisas óbvias e que contribuiu para sua construção como uma pessoa melhor para que ele, finalmente, pudesse seguir em frente. Sozinho, claro.

Eu até pensei em mudar esse meu comportamento "boazinha demais", mas, sempre que penso sobre isso, entendo que a errada não sou eu, não. Eu sou humana e sincera demais para vestir uma capa de pessoa que não se importa. Eu me importo bastante e não consigo ser diferente. Não sei brincar de desinteresse se o que eu sentir não condizer com as regras do jogo.

Acho que o problema não é a(s) pessoa(s) com quem me envolvi, também (embora nos momentos de raiva eu os xingue um pouquinho). O problema principal é o tempo - e o meu parece nunca se acertar. Não basta ter química, vontade, disposição e amor se não tem timing.

Como bem disse a Robin em How I Met Your Mother: 
timing is a bitch.

E rapaz, eu sou a prova disso.


.:: Mais um texto da série: PASSOU, POSTEI. 
Esperei tudo ficar bem para, enfim, falar. E falei :)

13/01/2017

Quote #1


Sebastian: You could just write your own rules. You know, write something that's as interesting as you are.

-

Sobre La La Land: apenas assistam.
Do fundo do meu coração.

[Tradução livre: Você poderia escrever suas próprias regras. Você sabe, escrever alguma coisa que seja tão interessante quanto você]

05/01/2017

Coisas sinceras são sempre grandes coisas

No fim do ano, eu presenteei meus amigos com textos que fiz exclusivamente para eles. Foram textos que fui escrevendo ao longo de 2016 e, no dia 31, publiquei em um Tumblr com a carinha de cada um. Para mim foi uma coisa simples, porém, cheia de gratidão e sinceridade, afinal, eles foram extremamente importantes para mim em um ano tão difícil e cheio de coisas novas. Eu sabia que eles gostariam - quem é que não gosta de saber que é amado, né? -, mas eu confesso que fiquei surpresa com o tanto. Eu recebi foto de amiga chorando, recebi outro textão de agradecimento e muito amor, no fim. Fiquei muito feliz que fui motivo para que eles ficassem felizes e, quando menos percebi, um "ciclo de amorzim" foi criado. E com muito pouco.


Hoje em dia, implora-se por ações simples, como falar e demonstrar. Chegamos em um ponto em que temos que pedir para as pessoas se despirem de suas limitações emocionais e conversarem. Em dias cada vez mais frios, atos simples, mas que imprimem sentimentos genuínos, são cada vez mais valiosos. Uma mensagem de "se cuida", uma playlist composta por músicas escolhidas especialmente pra você, um comentário bonitinho em uma foto que você nem gostou tanto assim... Em dias difíceis, o mais simples ato é capaz de arrancar sorrisos e aquecer corações. E a cada dia que passa, mais carentes de pequenas coisas nós estamos. 

Por isso, coloquei como meta de 2017 falar. Sempre que sentir vontade, sempre que sentir. O máximo que poderá acontecer será fazer uma pessoa pensar que é querida e amada - e por que isso deveria ser considerado ruim? Se me permite, aconselho você a fazer a mesma coisa. Tira essa armadura, abaixa esses muros e dá folga aos guardas que estão em volta ao seu coração. Tira essas palavras da garganta e joga esse amor todo pro mundo. Deixa pra ser forte quando um problema surgir e pra ser frio quando morrer. Faça alguém que você considera especial sentir-se assim. Se não rolar contrapartida, não fica triste, não! Pensa que você tá atraindo carma bom e que foi responsável por um sorriso. Faça coleção deles, neste ano, se me permite mais um conselho. 

Coisas sinceras são sempre grandes coisas e pequenas ações mudam o mundo.
Se não mudar o mundo, muda o dia de alguém. E, no final, é quase a mesma coisa :)

02/01/2017

2017, be kind


2016 foi difícil e me ensinou muitas coisas. Entre suas várias e duras lições, me mostrou como ser feliz com pequenas coisas e a acreditar que as coisas acontecem se eu fizer por onde. Por sua simplicidade, inevitavelmente, para 2017, meus desejos são singelos.

Peço apenas gentileza e que seja um ano leve. Que seja doce, na maioria de seus dias espaçosos. Peço que Saturno, em sua regência, movimente esse ano de uma forma que eu mantenha as pessoas incríveis que conquistei ao longo do caminho e, sempre que puder, coloque outras. Meu coração é grande e tem vários espacinhos pedindo para serem completos.

Eu peço que as situações vivenciadas, em 2017, me deem discernimento. Quero que abuse dos sorrisos e das gargalhadas altas e constrangedoras.

E que a vida, neste período, me traga amor.
Sempre que der,
que puder. 

27/12/2016

Ano 9, encerramentos de ciclos e gratidão

Vocês já ouviram falar em "ano pessoal"? É uma "previsão" de como será o seu ano, com base na soma da sua data de aniversário mais o ano atual. Numerologia é uma coisa bizarra e foi em 2014 que ouvi falar sobre isso pela primeira vez. Estava no meu ano 9 e, de fato, foi o meu ano de rompimento dos ciclos mais sólidos que tinha na vida. Se você procurar no Google, verá que o Ano 9 significa exatamente isso: encerramentos. É como se tudo o que não servirá para você, no futuro, fosse tirado sem dó nem piedade, no presente. Eu realmente aconselho a leitura sobre isso e a você descobrir o seu ano, também. Mas por que eu comecei com essa introdução esotérica? Porque 2016 é Ano 9 e, como você já descobriu a essa altura, muitas coisas estão terminando.


Muita gente associa qualquer tipo de término ao sofrimento. Finais de relacionamentos (tantos os de amor quanto os de amizade), despedidas, afastamentos, enfim. Temos um problema muito grande para aceitar que algumas coisas terminaram e, como bem ensinou a Jout Jout no vídeo mais fofo dos últimos tempos, não é porque acabou que não foi incrível. Nossa relutância em seguir em frente é que provoca o sofrimento que, na maioria das vezes injustamente, é atribuído aos rompimentos. A própria palavra "rompimento" é quase um sinônimo para dor e eu realmente entendo, mas, já parou para pensar onde você estaria, hoje, se não tivesse passado por alguns, no decorrer da sua vida? O quanto aprender a lidar com a dor do término somada a dor da sua frustração, não te fez amadurecer? Pois é.

Tem um trecho do Clube da Luta que me marcou profundamente, vou até compartilhá-lo na íntegra:

"Naquela época a minha vida parecia completa demais, e talvez tenhamos que quebrar tudo para construir algo melhor em nós mesmos". 

E é exatamente isso. Nos recusamos a lidar com os términos por puro apego e, para ajudar, temos um problema enorme em lidar com nós mesmos logo que eles ocorrem. Nós precisamos aprender a lidar com o sofrimento da partida e, principalmente, entender que isso não nos faz fracos, mas humanos. A vida parece menos injusta quando paramos de atribuir términos ao fracasso e conseguimos ajustar nossa ótica para enxergar as coisas boas de todo aquele ciclo. Que fiquem as boas memórias, os aprendizados e, principalmente, a gratidão. 

2016 foi difícil para todo mundo, mas ensinou na mesma proporção em que nos socou no estômago. Arrisco dizer que nunca mais seremos os mesmos depois de ter sobrevivido a ele, mas preciso ressaltar que sou muito grata a todas as lições que tirei de suas curvas e ruas mal iluminadas. É difícil, mas a gente consegue agradecer os dias difíceis, as pessoas que não foram legais com a gente; dizer obrigada para as vezes em que ouvimos injustiças e a digerir notícias tão amargas. Foi um ano duro, mas sobrevivemos. A ele e aos ciclos finalizados.

Talvez tenhamos mesmo que perder as coisas que achamos fundamentais para nossa existência, hoje, para perceber, amanhã, que somos mais forte do que jamais pensamos que seríamos. Como pontuou Palahniuk, talvez isso seja mesmo necessário para que a gente consiga evoluir e vivenciar coisas ainda melhores.

Segundo a numerologia, depois do Ano 9, vem o Ano 1 e, se você pesquisar, verá que ele significa uma coisa que sempre acontece depois de qualquer rompimento:

recomeço. :) 

14/12/2016

16 coisas que aprendi em 2016



1. A cozinhar. Para quem não sabia fazer um arroz, meu extenso menu de 5 diferentes pratos é um avanço espetacular. O fato de serem gostosinhos, então, me torna uma cozinheira digna de Master Chef, na minha base de comparação. 

2. A cuidar de mim mesma. De entender a necessidade de marcar um médico, de pegar um Uber até o pronto socorro mais próximo, enfim. Quando você não tem opção, você aprende a se virar. E quando aprende o quanto é difícil ficar doente, sozinha, se cuida mais. 

3. A gostar de mim mesma. Da minha imagem refletida no espelho, da minha própria companhia... 2016 foi um ano de profundo autoconhecimento e, sinceramente, eu adorei me conhecer dessa forma. Sou uma pessoa incrível, mesmo com minhas falhas e fraquezas. 

4. A falar não. Quer dizer, ainda tenho um problema muito grande com isso, mas estou aprendendo e, definitivamente, esse foi um ano em que comecei a usar o poder dessa palavrinha. 

5. A comer verduras. Ok, eu só como brócolis, mas isso é um avanço tremendo, vai!

6. A não falar das pessoas. Fofoquinhas, comentários, acompanhar pessoas que não me acrescentam... Esse tipo de coisa ficou junto com o primeiro boleto do aluguel pago e com a nota fiscal da minha compra de produtos de limpeza hahah. Acho que quando você tem problemas e responsabilidades mais sérias, você perde total o interesse sobre a "vida alheia" e, sério, isso foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos anos. 

7. Que eu atraio pessoas incríveis. E cada vez que eu percebo isso, mais feliz eu fico comigo mesma, afinal, a gente atrai o que transmite e, caramba, eu tenho as melhores pessoas do mundo, perto de mim. 

8. Que as amizades de verdade são bem mais fortes que qualquer distância. Mudar de cidade me fez me distanciar de muitas pessoas e, confesso, fiquei bem surpresa em perceber que os meus melhores amigos continuam os mesmos. Nossa intimidade, interesse e energia são as mesmas e sou muito grata por isso. 

9. Que eu amo minha família muito mais do que eu pensava. Eu sempre me senti meio que "desgarrada" e acho que lidei com minha mudança de cidade "bem demais", sabe? Nunca fui de demonstrar muito o amor que sentia por minha família - fui criada por uma capricorniana haha - mas, morando longe, essas "expressões de afeto" se tornaram necessárias, afinal, a saudade falava mais alto. A cada volta pra casa, mais eu percebo o quanto minha família é importante e que eles são, realmente, tudo o que preciso. 

10. Que algumas coisas não mudam. Não adianta o que a gente faça para tentar alterá-las. Tem coisas que, simplesmente, não cabe a nós. 

11. Que eu não supero algumas coisas tão rapidamente como eu sempre me gabei. Mas a vida segue e uma hora as feridinhas cicatrizam de vez.

12. A ser sociável. Quando você se muda para uma cidade nova e tem poucos amigos nela, isso é meio que lei da sobrevivência. Eu troquei, definitivamente, o "quem vai?" pelo "vamos" e confesso que isso me fez bem. 

13. Que eu sou muito mais forte do que eu penso - e isso é incrível. 

14. Que as coisas acontecem na hora certa. 

15. A parar de ler/acreditar em horóscopo. Apesar de ainda acreditar em signos e mapa astral, não acredito mais em horóscopo. Ansiosa que sou e, pelo fato da minha ansiedade ter voltado esse ano, eu comecei a ler esse tipo de coisa numa tentativa de encontrar conforto para o futuro, em momentos mais tensos. Quando eu percebi que as coisas só ficariam melhores se eu fizesse algo pr'aquilo, as previsões perderam completamente o sentido pra mim - e to bem melhor assim. 

16. Que casa é onde fica o coração. Mesmo. 

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12/12/2016

5 presentes que toda mulher adoraria ganhar no Natal

Eu adoro falar sobre presentes em datas comemorativas, tanto que aqui no blog tem vários guias (para namorados, para namoradas, para amigo secreto, enfim), mas fazia tempo que não fazia algo do tipo. Como o Natal está quase aí e alguns amigos vieram me pedir conselhos sobre como presentear suas namoradas, eu tomei essas dúvidas como inspiração e cá estou eu com mais um guia de presentes. Dessa vez, selecionei cinco presentes incríveis que toda mulher gostaria de ganhar. Olha só! 


1. Bracelete Pandora :: eles viraram moda e todo mundo tem vontade de ter um e contar sua própria história através do acessório. É o tipo de presente fofo, atencioso e exclusivo, porque por mais que várias pessoas tenham uma pulseira da Pandora, dificilmente a composição dos charms será a mesma. 

2. Brinco de Ouro Vanessa Robert :: a gente percebe que virou adulto quando começa a colocar joias nas wishlists. Mas também, como não se apaixonar por esse brinco da designer Vanessa Robert? Moderno e sofisticado ao mesmo tempo, eu duvido que você não gostaria de ganhá-lo. 

3. Perfume Daisy, Marc Jacobs :: eu sei que perfume é um presente muito pessoal, mas se escolhido com base na personalidade e preferências da pessoa (ou seja, se você conhecê-la bem) é um presente incrível. Você encontra o perfume da foto e muitas outras opções de perfume feminino de marcas famosas na Le France.   

4. Charms, da Pandora :: é um complemento do item 1, mas que é um ótimo presente caso a pessoa já tenha o bracelete. Escolha um charm que tenha alguma coisa a ver com vocês, ou que simbolize uma história e, tcharam, você tem o presente perfeito. 

5. T-shirt estilosa :: porque toda e qualquer mulher no universo adora uma brusinha. Aqui nesse link eu coloquei várias lojas bem legais que podem te ajudar. Check it out!

Curtiu minha lista? O que você considera um presente "que toda mulher adoraria ganhar"?
Beijo beijo e até o próximo post! ♥ 

Oie! Você leu um Publipost!
O link foi patrocinado, mas o post foi
feito com o mesmo amor de sempre :)

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