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Que saudade

Me deu saudade de mandar mensagem sem pensar muito sobre ela. De abrir o aplicativo, digitar exatamente o que estou sentindo e apertar o enviar.
Sem frio na barriga e sem contar os pontos finais após a palavra saudade. 

Tô com saudade de falar "eu te amo". 
Faz tanto tempo que nem sei mais como essas palavras soam pela minha boca. 

Me deu saudade de fazer um comentário engraçadinho e receber um beijo desajeitado em seguida. Ou de fazer uma piada ruim e receber um empurrão no sofá como resposta. De contar sobre o meu dia sem sentir que estou incomodando. De me sentir ouvida e de saber que alguém se interessa pelo meu almoço horrível, mas que valeu pela sobremesa.

Ilustração / Johanna Olk

Tô sentindo falta de ler um "se cuida", "toma cuidado", "me avisa quando chegar", "acredita que eu já estou sentindo sua falta?". De saber que os dias livres são meus - e que não serei um encaixe na agenda em casos de desistências. 

Sabe, to com uma saudade danada de fazer planos, mesmo que eles não se realizem nunca. De planejar fim de semana no interior, adotar dois cachorros e mais um gato. De fazer uma horta vertical e de achar um apartamento espaçoso no centro. De combinar as decorações e os espaços. De sonhar junto.

Me deu saudade de brigar por nomes de filhos que nem existem, de contar pintas nas costas e de descobrir, ali, minha constelação favorita. De ouvir que meu humor é difícil e que tem que me amar muito pra aguentar, mesmo. Sinto falta até de concordar e de sorrir ao ouvir que "vale a pena, afinal".  

Senti saudade de sentir saudade sem precisar pensar muito sobre ela. 

Mas, mais que isso, 
Senti saudade de saber que alguém está com saudade de mim, também. 

sessão repetida

eu já vi esse filme.

sei os recortes e as falas de cor;
já sei o próximo movimento do mocinho
e o enquadramento perfeito sobre o lábio da protagonista enquanto ela sorria.

eu lembro da trilha sonora
da dança até o primeiro beijo
e a sincronia das duas respirações.

lembro dos olhares
e da frase de impacto dita na cena final.


me recordo do que senti, ao vivenciar essa experiência uma vez.
sei que gosto do enredo e dos atores escalados,
mas sei também que o subir de créditos não me traz nenhum conforto
afinal, não se trata de um desfecho esperado

ou feliz.

no acender das luzes,
não entendo porque fiz tanta questão de rever o mesmo filme
ainda que nessa diferente sessão.

.
deve ter sido por causa da pipoca.

Coincidências, pensamentos e outras bobagens

Outro dia sonhei com a sequência de números 13131. Na verdade, quando me acordei não lembrava do sonho. Dia normal, fui trabalhar e na hora do almoço saí para um restaurante, que estava um pouco longe. Fui de carona na moto de uma amiga. Quando paramos em frente ao restaurante, a minha amiga chamou a atenção para os números que marcavam no painel 13131. Na hora me lembrei do sonho. Claro que antes de voltar para o trabalho parei e joguei os números – vai que dá sorte.... Comecei a sonhar com a vaga possibilidade de virar milionária. O que eu faria?



Iria adorar mandar aquele abraço para meu chefe, comprar uma passagem para a Tailândia e passar um mês recebendo massagens e passeando por aquele paraíso. Claro que, iria para o shopping comprar a bolsa que namoro a meses e custa a bagatela de oito mil reais. Sem contar meus outros sonhos de consumo. Tenho que confessar, esse sonho estava lindo!

De repente olhei para um amigo do trabalho e comecei a pensar em como ele gastaria se ganhasse na mega-sena. Acho que trocaria de carro, homem adora carro, e depois não sei mais o que ele faria. Será que iria para o shopping como a maioria das mulheres? Será que os homens possuem essa ânsia de compras? Nunca havia passado pela minha cabeça como as pessoas gastam de forma distinta. Acredito que homens e mulheres têm perfis bastante diferentes na hora de gastar dinheiro. Acho que muitos homens gastariam com nós mulheres – está no DNA deles.

Nesse dia eu realmente não estava me concentrando muito no trabalho e me peguei pensando sobre a história da loteria no Brasil. Descobri, com uma rápida pesquisa, que a primeira loteria foi criada em Ouro Preto (Minas Gerais), no ano de 1784. O objetivo inicial com o dinheiro arrecadado era investir na cidade, e assim foi construída os prédios da Câmara dos Vereadores e da Cadeia Pública. O curioso é que no princípio o governo federal investia o dinheiro ganho em benefício social. Achei interessante o início da loteria no Brasil.

Não preciso dizer que infelizmente não saíram os meus números, mas a coincidência me intrigou. Como não estava conectado com a loteria, fui procurar o significado na numerologia e a simbologia foi bem mais certeira comigo. Adoraria contar o significado, mas essa história é longa e vai ficar para um outro post...

#COLAB DO AMOR
O post foi feito em parceria, mas
com o mesmo amor de sempre, tá?

Um capuccino, um café e dois chás gelados, por favor

Hoje eu fui na cafeteria que serviu de cenário para o nosso primeiro encontro. Dividíamos a mesa de centro, enquanto nos posicionávamos nas enormes poltronas de couro marrom claro. Estavam distantes e, por isso, nos sentamos nas beiradas. Você e eu.

Eu pedi chá de marcujá, camomila, hortelã e mel. Chapado, era o nome.
Você foi de hibisco, maçã, cravo e canela.
Chamego.

Ficamos das 16h às 21h conversando sobre a vida. Nesse tempo, pedimos café, capuccino, ciabatta de abobrinha pra você e misto quente pra mim. Aliás, foi nesse dia que você descobriu que eu odeio abobrinha, lembra?

Você me disse que um capuccino pequeno já era o suficiente para você se manter acordado. Eu disse que um espresso mal me fazia abrir os olhos. Sorrimos com a diferença de nossas tolerâncias à cafeína. Sorrimos com nossas bocas e com nossos olhos.

Nos sorrimos. 


Lembro da roupa que usávamos. Eu vestia uma blusa rosa com folhas de coqueiro e calça jeans surrada. "É só mais um primeiro encontro", pensei erroneamente. Você, uma calça moletom marsalla e uma blusa azul da adidas. Não esperava gostar tanto de uma paleta de cores tão curiosa. Me apaixonei pelos tons frios. 

Não me lembro da música que tocava, entretanto.
Talvez porque toda a minha atenção estava na sua voz e nos seus olhos. Em nossa curta história, me lembro de ter dito o quanto achava-os lindos. Várias vezes. 

Chovia um pouco - como hoje. O suficiente para levantar alguns fios do meu cabelo bagunçado e me fazer querer correr até o seu carro, depois que deixamos a cafeteria do centro. Após minha curta corrida, antes de entrar no veículo, o primeiro beijo. Com mais ternura que desejo. Mais carinho que paixão.

Com um abraço que protegia.
Da chuva e do mundo. 

. .

Hoje, no mesmo lugar e com o mesmo clima, inevitavelmente me lembrei de você.
De nós.
E de nosso primeiro encontro.

Com gosto e aroma de hibisco, maçã, cravo e canela.

Chamego.

dei início a uma série de posts que serão retirados
dos meus cadernos pessoais. são mais simples e talvez
mais romantiquinhos que os habituais. espero que gostem. 

// a real foto do real café do real dia é essa aqui

Comendo enquanto assiste a seus filmes preferidos, quem nunca?

É quase automático: assistir a filmes pede por algo gostoso pra comer – e não há quem resista. Eu duvido que algum de vocês consiga ir ao cinema sem comprar aquele combo gigante, pelo menos de vez em quando. Antigamente, algumas salas de cinema davam ao cliente um saquinho de pipoca junto com o ingresso, sabia?


Resolvi fazer uma listinha das comidas preferidas pra degustar enquanto desmaia no sofá da sala, em frente ao home theater. Cada real gasto na assinatura da Netflix nunca valeu tanto a pena. Agora será que você prefere outras guloseimas? Confira a lista e deixe suas sugestões nos comentários.

Pipoca


A praticidade da redonda italiana – afinal é para ser apreciada sem garfos e facas – faz com que você não perca nenhum momento daquele filme tão esperado. Como existem inúmeras coberturas deliciosas no mercado, é possível comê-la sem repetir o sabor durante muito tempo!
Em primeiríssimo lugar, só dá ela. Pipoca e cinema possuem uma ligação difícil de explicar. E é impossível encontrar alguém que não goste dela, seja doce ou salgada. Alem de ser barata, não engorda e agrada a todas as idades e paladares!

Batata frita e salgadinhos
Um pacotinho sempre é bem vindo. Se for um filme de terror então, melhor ainda. Mastigar algo enquanto assiste àquelas cenas de suspense ajudam a diminuir a tensão. Garantido!

Sorvete

Quem não adora sorvete? Se for saboreá-lo em casa, melhor ainda, porque você não precisa se preocupar tanto com alguns pingos que insistem em cair na roupa. E é uma delícia, ainda mais no verão.


Pizza


A praticidade da redonda italiana – afinal é para ser apreciada sem garfos e facas – faz com que você não perca nenhum momento daquele filme tão esperado. Como existem inúmeras coberturas deliciosas no mercado, é possível comê-la sem repetir o sabor durante muito tempo!



McDonald’s
Através do serviço de delivery que a rede voltou a oferecer, dá pra você escolher as melhores delícias do cardápio que o McDonald’s possui e receber na porta de casa, ou onde quer que esteja. Tudo prático e delicioso. A franquia percebeu a mudança de hábito dos consumidores – esta mania de ver tudo em casa – e mudou pra se adaptar ao gosto do freguês. Maravilha! 


Agora é só escolher e se divertir

#COLAB DO AMOR
O post foi feito em parceria, mas 
com o mesmo amor de sempre, tá?

Andei me perguntando de você

Eu me pergunto se me esquecer foi tão fácil como você fez parecer.

Porque eu vou ter que te falar que, por aqui, não foi, não. Já tem mais de um ano, mas não consigo esquecer da primeira vez que nos olhamos e eu percebi que seu olho era mais azulado do que esverdeado. Eu sei que faz tempo, mas eu ainda lembro do seu sorriso na palma da minha mão, enquanto dividíamos o sofá e você me apresentava a série que, meses depois, se tornaria a minha favorita. Lembro do beijo gentil que você me deu no dedo indicador, que veio depois do carinho que fiz em seu rosto. 


Aparentemente, me esquecer foi tão fácil quanto foi para eu me apaixonar por você. E, talvez por isso, ainda seja tão agridoce lembrar das coisas como me lembro. Oscar Freire de domingo é você, não tem jeito. Aquele café nunca mais teve a minha presença, da mesma forma que eu fujo daquela loja em que te ajudei a escolher um tênis. Não consegui experimentar o melhor bolo de chocolate do mundo e nem voltar àquele restaurante italiano que você me apresentou. Porque ali, em todos os nomes dos pratos, no cardápio preto e nas canecas de ágata, têm um pouco de você. De nós. 

Eu confesso que ainda é difícil falar de você sem sentir um nozinho na garganta, que seja. E me surpreendo ao perceber que sempre, no meio do meu dia, você ainda aparece sem ser convidado. Já não nos falamos mais e ainda continua difícil ignorar que nossos dias já foram compartilhados, que nossas roupas já se misturaram e que já exalamos um mesmo cheiro e respiramos no mesmo ritmo. Faz tempo, eu sei, mas ainda sinto bastante, você me conhece. 

Me pergunto se você ainda faz piada sobre o bigode do seu estagiário, ou se você ainda tem a meta de aprender uma nova coisa todo ano. Aliás, esses dias até me peguei pensando no que você estava aprendendo, ou se ainda brinca de fazer malabarismo. Vou mentir se disser que não me pergunto se você já tem um novo alguém do lado e se toda aquela conversa não foi balela para me afastar. Esse questionamento dura pouco porque outros o substituem. Sua planta ainda está viva? Arrumou sua bicicleta? Conseguiu cortar a cafeína? 

Confesso que, de vez em quando, lamento por nossos caminhos terem tomado direções tão diferentes. Mas se foi fácil por aí, eu fico bem. Me importei demais com você para desejar que sinta esse azedo que eu ainda sinto na boca, vez ou outra. 

Que bom que pra você ficou o doce. 
Ou até que não tenha ficado nada. 

Porque por aqui, preciso te contar. Por aqui ainda amarra a boca.