17/09/2017

seis dicas aleatórias para começar a semana bem


1. seja mais gentil com você mesma

Eu já falei sobre isso aqui nesse post, mas acho importante reforçar. Seja legal com você, lembre-se de que é você quem deve ser sua prioridade e maior amor do mundo. Se você for legal com si mesma, todo o resto se ajeita. 

2. dedique um tempo para self-care

Seja uma máscara de café com óleo de coco (vi nesse blog aqui e estou legitimamente apaixonada), fazendo as unhas ou até mesmo marcando aquele médico que você estava adiando há milênios. Você vai me (e se) agradecer depois. 

3. assista Atypical

Comecei a assistir Atypical da forma mais despretensiosa possível, ou seja, sem expectativa e enquanto jantava. Quando dei por mim, estava apaixonada. É uma série levinha, com um enredo que nunca foi explorado antes e com um humor tão gostoso, tão gentil, que é impossível não associá-la a um abraço quentinho. Ela tem apenas 8 episódios de 30 minutos cada e é um amorzinho. De verdade.

via GIPHY

4. ouça essa música

Eu tenho um fraco por dueto de homem e mulher desde que me entendo por gente, então, me apaixonar por essa delicadeza não foi nenhuma surpresa. Letra linda, dois cantores incríveis e uma melodia que vai ficar na sua cabeça o dia todo. Delícia.



5. compre um gel de banho e se ame o dia inteiro

Finalmente me entreguei ao It's Raining Men, da Lush, e fiquei me abraçando o dia inteiro. A cada segundo que eu parava de pensar nas coisas, percebia que estava me cheirando hahaha. É uma sensação de amor muito legal com você mesma. A minha indicação é essa, mas você pode comprar algum que tenha um aroma ou um preço mais compatível com o que procura. 

6. compre algo de algum artista pequeno

Há algumas semanas eu fui na Feira Manual (estou com texto nos rascunhos sobre isso e eu juro que uma hora sai) e vi o quanto é incrível comprar "de quem faz". Então, a dica pra semana é: incentive algum trabalho que você ache incrível e garanta algo único e feito com todo o amor do mundo em sua casa. A sensação boa vai muito além da compra, acredite!

e é isso. ♥
uma semana lindona aí pra gente! :)

14/09/2017

#ficaadica: Fotor, o melhor editor online para fotografias

E então, depois de anos e anos de luta e serviços prestados, o meu notebook pediu arrego. Jogou as coisas em mim e disse "olha, pra mim chega". Assim, 4 anos de relacionamento sério foram encerrados. Eu sei, eu sei, dizem que quando a gente termina um namoro não pode dizer "que não deu certo", mas o ressentimento não me deixa ser mais legal ao relembrar da relação que tive com o nada-pequeno Asus. Contrariada, levei para formatar e mesmo que ele tenha voltado novinho e cheio de fôlego, não conseguia achar ok o fato dele vir sem nenhum programinha. Eu, rata de Photoshop, gelei e quando estava prestes a fazer um textão choramingando, descobri o Fotor, que chegou para estabelecer a paz em casa e acabar com a minha birra do meu próprio computador. 

Flat lay camera set
Foto: Shutterstock

O Fotor é um editor de imagens bem completinho, que oferece desde sets para você fazer colagens, álbuns e artezinhas para registrar momentos, até comandos básicos de edição, como recorte, iluminação, etc. Tudo isso online, pelo seu navegador, sem precisar de nenhum downloadzinho, ou seja, amor demais. ♥ 

No modo "Photo Editing", você pode editar sua foto da forma como preferir, ou se jogar nos filtros, que vão desde lomo effects até uma pegada meio Tumblr da vida (é o set "Cool Effects"). No "Photo Collage", como falei lá em cima, você pode fazer várias artes, brincar com stickers e soltar a criatividade da forma como preferir - ainda que você use o modo trial. Já a seção "Design" é amor eterno/amor verdadeiro porque ela possibilita que você faça capas para canal no Youtube, cover de Facebook, arte para fanpage, enfim, tudo o que você tradicionalmente precisaria de um software, ali, rapidinho e a poucos cliques.


Enfim, eu to num relacionamento sério com o Fotor e achei que vocês precisavam conhecer. Apesar do post ter sido feito em parceria, eu realmente curti a alternativa e, convenhamos, editores fotográficos NUNCA são demais. 

Vocês já conheciam? Já curtiam o Fotor? Me contem! 

E S S E  P O S T  É  U M  #PUBLIDOAMOR
isso significa que ele foi patrocinado, mas foi feito com
o cuidadin que cê já conhece, tá? 

21/08/2017

A melhor notícia do meu ano :)

Eu sei, eu sei.
Eu sumi, o BEDA flopou e a frequência de posts, neste blog, nunca foi tão baixa.

Eu sei.

Mas diferentemente de todos os meus retornos-pós-sumiço-sem-motivo, esse tem uma notícia que me fez muito feliz e que quero compartilhar com vocês que me leem desde sei lá quando e que sempre trocam palavras e afeto comigo. 

Preparadas? 
Mesmo? 

Então lá vai... 

Eu vou escrever um livro.

Não, você não leu errado! 

Estou com contratinho assinado e, em 2018, vocês poderão me levar para onde quiserem - dentro da bolsa, da mochila, etc - e ler minhas linhas sobre dores e amores impressas. Sério, demorou pra cair a ficha e talvez por isso esteja sendo tão incrível escrever sobre isso aqui. 

O livro (meu deus, ainda é muito emocionante falar isso hahaha) vai abordar assuntos do coração, como vocês já veem aqui no blog e do jeito que vocês já conhecem, então, se você curte o que escrevo por aqui, com certeza vai gostar do que vem sendo feito. Sem demagogia, publicar um livro é mesmo a realização de um sonho e eu não consigo mensurar a felicidade e o orgulho que eu vou sentir ao ver pessoas segurando algo tão meu. Tá tudo muito maluco aqui dentro - e de um jeito incrivelmente lindo haha ♥ 

Logo menos conto mais detalhes e faço convites. 

Posso contar com vocês para me mandarem energias lindas e muito amor durante esse período?

. . .

em tempo, quero agradecer muito a todas as meninas que sempre comentaram aqui e me deram coragem de assumir um projeto tão lindo desse. sério! vocês são peças fundamentais nessa baita conquista ♥ 

. . . 

nos vemos nas livrarias, em 2018.
e [esporadicamente] por aqui, no mesmo batlocal. 

02/08/2017

Revival

Às vezes acontece de uma boa série ser cancelada sem nenhum grande motivo aparente. O enredo tá se desenvolvendo bem, a química entre os atores está rolando e toda a equipe está em sinergia. A audiência também é boa e os caminhos a serem seguidos na história são diversos e interessantes, mas por um problema de continuidade no roteiro, uma divergência entre produtores ou simplesmente por conta de novos projetos da emissora, a série é cancelada.

Acaba.
Assim, do nada.

O cancelamento repentino deixa todo mundo estupefato, olhando para o nada e perguntando o porquê. "Será que foi o figurino?", "Será que as produtoras-executivas não estavam em sintonia?", "Hum... Aposto que foi o recesso do coadjuvante bonitinho..."

Listam-se possíveis motivos. As tramas ficam sem desfecho, as perguntas sem respostas e as cenas mais esperadas acabam não indo ao ar.

Passa-se um tempo. Aparecem as críticas. "Como assim acabou dessa forma?", "Eu não acredito, que falta de vergonha na cara!", "Eu sabia que não ia durar muito". 

Surgem as lamentações. "Poxa, mas eu gostava tanto...", "Eu enxergava muito potencial, tô realmente triste", "Não é possível que tenha acabado".

Até aceita-se o término que foi enfiado goela abaixo.
Mas, quando a série é realmente boa, ela tem um revival.

Ilustra: Robin Eisenberg

O revival é uma prestação de contas aos envolvidos em toda a situação. Veja bem, não se trata de uma continuação, apesar de dar essa ideia e poder seduzir os personagens com a possibilidade. O revival é uma forma justa, sincera e coerente de encerrar um ciclo. É demonstrar respeito, carinho, amor e consideração com aqueles que fizeram toda a história.

O revival brinca com as possibilidades porque não existe mais o peso de ter que fazer dar certo. Não tem mais regras porque não existe mais construção. Pode errar a fala, pode não ter atuação, são permitidas falta de maquiagem, falhas no roteiro e grandes doses de caco e improviso. 

No revival, usa-se óculos de graduação* e qualquer banalidade é vista com um filtro de amor, paixão e otimismo. O corriqueiro vira belo porque sabe-se que não será visto novamente. O banal é irresistível porque ele não será mais rotina e um pequeno diálogo torna-se memorável porque dificilmente será repetido. 

Isso tudo é lindo justamente por sua finitude e certeza de que, depois dali, acabou. E não é porque acabou que não levou felicidade aos protagonistas. 

O revival é gentil e fala muito, mesmo sem utilizar palavras.
Passa mensagem de um jeito despretensioso e conforta como um abraço. 

Indiretamente, o revival diz que o amor continua, ainda que você mude o canal,

ainda que fora do ar.

//

*óculos de graduação: um termo que o Ted usa em How I Met Your Mother para falar de "últimos momentos" que, na condição de "últimos", são observados de um jeito mais doce, amoroso e que em nada condiz com a realidade. 


E S S E  P O S T   F A Z   P A R T E  D O  B E D A  2 0 1 7 !
em agosto tem post fresquinho todos os dias! clique aqui e conheça
outros blogs que estão participando e, também, o grupo "Se Organizar,
Todo Mundo Bloga", clicando nesse link aqui. ♥

25/07/2017

Sobre amores e sapatos

Eu me apaixonei por um sapato. Ali, em meio a vários outros modelos, foi ele que fez meus olhos brilharem da forma mais intensa e genuína possível. Era pra ser meu, foi feito pra mim e não tinha nenhuma outra explicação. Foi amor à primeira vista. 

Sem nenhuma surpresa, eu passei a usá-lo sempre – sempre mesmo. Ele era tão bonito que eu não conseguia escolher nenhum outro. Ele combinava com qualquer composição que eu fizesse, com qualquer humor que eu estivesse e sempre me deixava feliz e confiante. 

Era meu sapato favorito no mundo e eu não me imaginava usando outro. 

Pouco tempo depois, ele começou a machucar os meus dedos. Começou incomodando o dedinho, depois foi machucando a unha do dedão e, quando menos percebi, ele me causava muita dor até no tornozelo. Era intenso e até me tirava algumas lágrimas, mas ainda assim, meu amor por aquele modelo era maior que o desconforto causado. 

Insistia em usá-lo constantemente. Era o sapato que eu mais gostava na vida, não aceitava a ideia de que ele pudesse me machucar. 

Ilustração: Grace Lee


Mas machucava.
E o que era apenas desconforto, virou uma dor lancinante.

Após meses de tentativas e de sentir dor em calçá-lo, respirei fundo, reuni todas as minhas forças, coloquei-o no fundo do armário e tranquei. 

Era hora de testar outros modelos. Nenhum era como ele, mas ao menos, eles não me faziam sentir dor.
...

Com o tempo, fui aprendendo a priorizar o conforto. A amar a sensação de pés descalços na areia ou do delicioso conforto de um chinelo com meia. Fui me apaixonando pelas sensações e me acostumando, felizmente, a viver sem dor. Salto alto saiu da minha lista de paixões da mesma forma em que as botinhas divertidas assumiram o primeiro lugar na minha lista de amores. 

Eu era outra pessoa além do estilo e do senso estético e o que eu usava antes não tinha nada a ver com o que via no espelho nos dias atuais. 

Anos depois, ao mexer no fundo do armário, encontrei o sapato que há tanto já amei. Não conseguia imaginar que um dia aquele modelo, que em nada combina com o que sou, pudesse ter sido tão importante na minha vida. Não entrava na minha cabeça que eu preferia machucar meus dedos a deixá-lo de canto. 

Mais que isso. Não conseguia entender como foi que um dia eu pude amar tanto algo que nunca foi feito para mim. 

Fechei o armário e sorri. 

A dor causada pelo aperto daquele sapato me fez aprender o que deveria ser priorizado e o quanto eu poderia ser mais leve se tivesse mais movimento. 

Sorri sozinha ao perceber o quanto mudei e o quanto aquilo, que já foi a minha vida, não tinha nenhum outro lugar a não ser a presença em fotos antigas.

[E o fundo do meu armário trancado].

16/07/2017

(Meus) cancerianos

O primeiro era felicidade e gargalhada. Não importava muito o motivo, sempre acabávamos rindo. Rindo alto, daquele jeito nenhum pouco sensual como os nossos livros favoritos descreviam sorrisos - mas de uma forma altamente contagiante. A barriga doía e precisávamos nos inclinar para conseguir lidar com a força daquele riso.

O segundo era reflexão. Nossas conversas regadas a boas cervejas sempre me traziam conclusões às quais eu jamais chegaria sozinha. Pareciam óbvias demais, depois de ditas por ele. Sempre me apresentou serenidade e cuidado. Inclusive, ele tinha essa mania de cuidar das pessoas que se aproximavam dele e comigo não foi diferente. Sorte a minha. 

A terceira era companheirismo. Bom ou ruim, com sorriso ou dor no peito, ela estava lá para tentar me lembrar de quem eu era e o que eu merecia. Ao mesmo tempo em que lidava com suas próprias tempestades, me lembrava sempre de levar um guarda-chuva na mochila. Me fazia feliz com apenas duas palavras e compartilhava dos mesmos sonhos que eu.

Os três pertencem às artes. 

O primeiro se expressa por desenhos, cores e traços que representam pessoas, histórias e sentimentos. Colore a vida, pincela os dias.

O segundo faz da música sua voz. Pode não falar muito sobre o sentir, mas consegue escolher e fazer músicas que o fazem com perfeição - e talvez seus arranjos digam por ele, também.

A terceira tem afinidade com as palavras. Faz do texto sua extensão e respiro.

Essas três pessoas só tinham duas coisas em comum, além do pertencimento à cultura:
o signo e a posição de "melhor amigo".


Com o primeiro, aprendi que eu era grande demais para alguns lugares - e que eu poderia ser o que eu quisesse. Ele me mostrou que qualquer meta (ou sonho) poderia ser possível desde que eu me propusesse e concretizá-lo. Me ensinou o peso das decisões e mais um significado para a palavra família. 

Com o segundo, aprendi que eu realmente aceitava o amor que eu achava merecer e que eu merecia muito mais (mesmo). Me ensinou a analisar pessoas e situações de um jeito mais real e menos fantasioso, o que me fez crescer emocionalmente em vários sentidos. Sem querer, me ensinou que tudo acontece por um motivo, quando apareceu na minha vida depois de uma das fases mais difíceis dela. 

Com a terceira aprendi - e aprendo - que quanto mais sólida a amizade, por mais provas ela passa. Nos tratamos como irmãs, desde a cumplicidade até as brigas pela bagunça. Aprendemos que as diferenças são poucas se comparadas com a parceria desenvolvida ao longo dos anos, e que distância não é nada. Me ensina diariamente que é possível ter uma força extrema ao mesmo tempo em que dá o mais bonito dos sorrisos.

Com ambos, aprendi que assim como os caranguejos, a gente pode brincar tranquilamente com a imprecisão das marés se lembrarmos da importância de fazer morada em terra firme. Em nossas longas conversas, me lembram que as águas podem nos levar pra onde elas quiserem e, por isso, é fundamental não apenas aprender a nadar, mas mergulhar. 

Não existem águas rasas quando fala-se de cancerianos. 

Eles me mostram que nessa imensidão toda (da vida, das águas, das pessoas) e com tantos medos quanto criaturas marinhas, existem poucas certezas sobre os dias que virão. Fazem questão de me lembrar que, assim como o mar, a vida é imprevisível e não dá para adivinhar o que virá pela frente - e que por isso é imprescindível ter um ponto de orientação na hora de seguir o caminho. 

Tanto faz se é farol ou constelação.  Até porque, no meu caso, são pessoas. 

E são três. 
My Other Bag Is Chanel © , All Rights Reserved. BLOG DESIGN BY Sadaf F K.