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sobre suas luzes

Lembro perfeitamente de quando suas luzes invadiram meus olhos. Fortes e intensas, refletiram nas minhas retinas sem pedir nenhuma licença e todo aquele brilho fez com que eu precisasse apertar a visão para conseguir enxergar as coisas como realmente eram.

Foi ali nosso primeiro contato. 
E foi amor. 


Ele aconteceu sob as luzes da Avenida Paulista e entre todas as coisas sentidas, não tenho dúvidas: foi amor.

Foi amor quando senti vontade.

Foi amor, mesmo com o deslumbre.

Foi amor quando tive certeza
e foi amor quando nem mesmo a dificuldade não me fez ter dúvidas.

Há dois anos que sinto o mais sincero amor por você, por suas luzes e por sua intensidade. 
Há dois anos que mesclo saudade ao pertencimento.

Há dois anos que somos nós.
Você, eu e o mundo todo em uma rua só.

(sobre São Paulo)

Que saudade

Me deu saudade de mandar mensagem sem pensar muito sobre ela. De abrir o aplicativo, digitar exatamente o que estou sentindo e apertar o enviar.
Sem frio na barriga e sem contar os pontos finais após a palavra saudade. 

Tô com saudade de falar "eu te amo". 
Faz tanto tempo que nem sei mais como essas palavras soam pela minha boca. 

Me deu saudade de fazer um comentário engraçadinho e receber um beijo desajeitado em seguida. Ou de fazer uma piada ruim e receber um empurrão no sofá como resposta. De contar sobre o meu dia sem sentir que estou incomodando. De me sentir ouvida e de saber que alguém se interessa pelo meu almoço horrível, mas que valeu pela sobremesa.

Ilustração / Johanna Olk

Tô sentindo falta de ler um "se cuida", "toma cuidado", "me avisa quando chegar", "acredita que eu já estou sentindo sua falta?". De saber que os dias livres são meus - e que não serei um encaixe na agenda em casos de desistências. 

Sabe, to com uma saudade danada de fazer planos, mesmo que eles não se realizem nunca. De planejar fim de semana no interior, adotar dois cachorros e mais um gato. De fazer uma horta vertical e de achar um apartamento espaçoso no centro. De combinar as decorações e os espaços. De sonhar junto.

Me deu saudade de brigar por nomes de filhos que nem existem, de contar pintas nas costas e de descobrir, ali, minha constelação favorita. De ouvir que meu humor é difícil e que tem que me amar muito pra aguentar, mesmo. Sinto falta até de concordar e de sorrir ao ouvir que "vale a pena, afinal".  

Senti saudade de sentir saudade sem precisar pensar muito sobre ela. 

Mas, mais que isso, 
Senti saudade de saber que alguém está com saudade de mim, também. 

Um capuccino, um café e dois chás gelados, por favor

Hoje eu fui na cafeteria que serviu de cenário para o nosso primeiro encontro. Dividíamos a mesa de centro, enquanto nos posicionávamos nas enormes poltronas de couro marrom claro. Estavam distantes e, por isso, nos sentamos nas beiradas. Você e eu.

Eu pedi chá de marcujá, camomila, hortelã e mel. Chapado, era o nome.
Você foi de hibisco, maçã, cravo e canela.
Chamego.

Ficamos das 16h às 21h conversando sobre a vida. Nesse tempo, pedimos café, capuccino, ciabatta de abobrinha pra você e misto quente pra mim. Aliás, foi nesse dia que você descobriu que eu odeio abobrinha, lembra?

Você me disse que um capuccino pequeno já era o suficiente para você se manter acordado. Eu disse que um espresso mal me fazia abrir os olhos. Sorrimos com a diferença de nossas tolerâncias à cafeína. Sorrimos com nossas bocas e com nossos olhos.

Nos sorrimos. 


Lembro da roupa que usávamos. Eu vestia uma blusa rosa com folhas de coqueiro e calça jeans surrada. "É só mais um primeiro encontro", pensei erroneamente. Você, uma calça moletom marsalla e uma blusa azul da adidas. Não esperava gostar tanto de uma paleta de cores tão curiosa. Me apaixonei pelos tons frios. 

Não me lembro da música que tocava, entretanto.
Talvez porque toda a minha atenção estava na sua voz e nos seus olhos. Em nossa curta história, me lembro de ter dito o quanto achava-os lindos. Várias vezes. 

Chovia um pouco - como hoje. O suficiente para levantar alguns fios do meu cabelo bagunçado e me fazer querer correr até o seu carro, depois que deixamos a cafeteria do centro. Após minha curta corrida, antes de entrar no veículo, o primeiro beijo. Com mais ternura que desejo. Mais carinho que paixão.

Com um abraço que protegia.
Da chuva e do mundo. 

. .

Hoje, no mesmo lugar e com o mesmo clima, inevitavelmente me lembrei de você.
De nós.
E de nosso primeiro encontro.

Com gosto e aroma de hibisco, maçã, cravo e canela.

Chamego.

dei início a uma série de posts que serão retirados
dos meus cadernos pessoais. são mais simples e talvez
mais romantiquinhos que os habituais. espero que gostem. 

// a real foto do real café do real dia é essa aqui

Andei me perguntando de você

Eu me pergunto se me esquecer foi tão fácil como você fez parecer.

Porque eu vou ter que te falar que, por aqui, não foi, não. Já tem mais de um ano, mas não consigo esquecer da primeira vez que nos olhamos e eu percebi que seu olho era mais azulado do que esverdeado. Eu sei que faz tempo, mas eu ainda lembro do seu sorriso na palma da minha mão, enquanto dividíamos o sofá e você me apresentava a série que, meses depois, se tornaria a minha favorita. Lembro do beijo gentil que você me deu no dedo indicador, que veio depois do carinho que fiz em seu rosto. 


Aparentemente, me esquecer foi tão fácil quanto foi para eu me apaixonar por você. E, talvez por isso, ainda seja tão agridoce lembrar das coisas como me lembro. Oscar Freire de domingo é você, não tem jeito. Aquele café nunca mais teve a minha presença, da mesma forma que eu fujo daquela loja em que te ajudei a escolher um tênis. Não consegui experimentar o melhor bolo de chocolate do mundo e nem voltar àquele restaurante italiano que você me apresentou. Porque ali, em todos os nomes dos pratos, no cardápio preto e nas canecas de ágata, têm um pouco de você. De nós. 

Eu confesso que ainda é difícil falar de você sem sentir um nozinho na garganta, que seja. E me surpreendo ao perceber que sempre, no meio do meu dia, você ainda aparece sem ser convidado. Já não nos falamos mais e ainda continua difícil ignorar que nossos dias já foram compartilhados, que nossas roupas já se misturaram e que já exalamos um mesmo cheiro e respiramos no mesmo ritmo. Faz tempo, eu sei, mas ainda sinto bastante, você me conhece. 

Me pergunto se você ainda faz piada sobre o bigode do seu estagiário, ou se você ainda tem a meta de aprender uma nova coisa todo ano. Aliás, esses dias até me peguei pensando no que você estava aprendendo, ou se ainda brinca de fazer malabarismo. Vou mentir se disser que não me pergunto se você já tem um novo alguém do lado e se toda aquela conversa não foi balela para me afastar. Esse questionamento dura pouco porque outros o substituem. Sua planta ainda está viva? Arrumou sua bicicleta? Conseguiu cortar a cafeína? 

Confesso que, de vez em quando, lamento por nossos caminhos terem tomado direções tão diferentes. Mas se foi fácil por aí, eu fico bem. Me importei demais com você para desejar que sinta esse azedo que eu ainda sinto na boca, vez ou outra. 

Que bom que pra você ficou o doce. 
Ou até que não tenha ficado nada. 

Porque por aqui, preciso te contar. Por aqui ainda amarra a boca. 

seis dicas aleatórias para começar a semana bem


1. seja mais gentil com você mesma

Eu já falei sobre isso aqui nesse post, mas acho importante reforçar. Seja legal com você, lembre-se de que é você quem deve ser sua prioridade e maior amor do mundo. Se você for legal com si mesma, todo o resto se ajeita. 

2. dedique um tempo para self-care

Seja uma máscara de café com óleo de coco (vi nesse blog aqui e estou legitimamente apaixonada), fazendo as unhas ou até mesmo marcando aquele médico que você estava adiando há milênios. Você vai me (e se) agradecer depois. 

3. assista Atypical

Comecei a assistir Atypical da forma mais despretensiosa possível, ou seja, sem expectativa e enquanto jantava. Quando dei por mim, estava apaixonada. É uma série levinha, com um enredo que nunca foi explorado antes e com um humor tão gostoso, tão gentil, que é impossível não associá-la a um abraço quentinho. Ela tem apenas 8 episódios de 30 minutos cada e é um amorzinho. De verdade.

via GIPHY

4. ouça essa música

Eu tenho um fraco por dueto de homem e mulher desde que me entendo por gente, então, me apaixonar por essa delicadeza não foi nenhuma surpresa. Letra linda, dois cantores incríveis e uma melodia que vai ficar na sua cabeça o dia todo. Delícia.



5. compre um gel de banho e se ame o dia inteiro

Finalmente me entreguei ao It's Raining Men, da Lush, e fiquei me abraçando o dia inteiro. A cada segundo que eu parava de pensar nas coisas, percebia que estava me cheirando hahaha. É uma sensação de amor muito legal com você mesma. A minha indicação é essa, mas você pode comprar algum que tenha um aroma ou um preço mais compatível com o que procura. 

6. compre algo de algum artista pequeno

Há algumas semanas eu fui na Feira Manual (estou com texto nos rascunhos sobre isso e eu juro que uma hora sai) e vi o quanto é incrível comprar "de quem faz". Então, a dica pra semana é: incentive algum trabalho que você ache incrível e garanta algo único e feito com todo o amor do mundo em sua casa. A sensação boa vai muito além da compra, acredite!

e é isso. ♥
uma semana lindona aí pra gente! :)

#ficaadica: Fotor, o melhor editor online para fotografias

E então, depois de anos e anos de luta e serviços prestados, o meu notebook pediu arrego. Jogou as coisas em mim e disse "olha, pra mim chega". Assim, 4 anos de relacionamento sério foram encerrados. Eu sei, eu sei, dizem que quando a gente termina um namoro não pode dizer "que não deu certo", mas o ressentimento não me deixa ser mais legal ao relembrar da relação que tive com o nada-pequeno Asus. Contrariada, levei para formatar e mesmo que ele tenha voltado novinho e cheio de fôlego, não conseguia achar ok o fato dele vir sem nenhum programinha. Eu, rata de Photoshop, gelei e quando estava prestes a fazer um textão choramingando, descobri o Fotor, que chegou para estabelecer a paz em casa e acabar com a minha birra do meu próprio computador. 

Flat lay camera set
Foto: Shutterstock

O Fotor é um editor de imagens bem completinho, que oferece desde sets para você fazer colagens, álbuns e artezinhas para registrar momentos, até comandos básicos de edição, como recorte, iluminação, etc. Tudo isso online, pelo seu navegador, sem precisar de nenhum downloadzinho, ou seja, amor demais. ♥ 

No modo "Photo Editing", você pode editar sua foto da forma como preferir, ou se jogar nos filtros, que vão desde lomo effects até uma pegada meio Tumblr da vida (é o set "Cool Effects"). No "Photo Collage", como falei lá em cima, você pode fazer várias artes, brincar com stickers e soltar a criatividade da forma como preferir - ainda que você use o modo trial. Já a seção "Design" é amor eterno/amor verdadeiro porque ela possibilita que você faça capas para canal no Youtube, cover de Facebook, arte para fanpage, enfim, tudo o que você tradicionalmente precisaria de um software, ali, rapidinho e a poucos cliques.


Enfim, eu to num relacionamento sério com o Fotor e achei que vocês precisavam conhecer. Apesar do post ter sido feito em parceria, eu realmente curti a alternativa e, convenhamos, editores fotográficos NUNCA são demais. 

Vocês já conheciam? Já curtiam o Fotor? Me contem! 

E S S E  P O S T  É  U M  #PUBLIDOAMOR
isso significa que ele foi patrocinado, mas foi feito com
o cuidadin que cê já conhece, tá?