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efêmero



A paixão da pré-escola.
O frio na barriga.
A temporada da sua série favorita.
A dor de estômago.
A vontade de sair correndo.
A falta de ar.

O interesse.
A vontade de ficar sozinha.
A vontade de estar junto.
O medo.
A insegurança.
O amor pelo namorado dos 16 anos.

O sorriso que parece eterno.
O choro que não tem fim.
A saudade.

A fome.
A exaustão.
A preguiça.
A vontade de não sair da cama.

As boas oportunidades.
As ciladas.
Os dias ruins.
Os dias incríveis.
A chance de viver uma história incrível.
A armadilha de viver uma história horrível.

A queimadura.
O alívio.
A leveza.

A faculdade.
As amizades que seriam para sempre.
Os relacionamentos.

A felicidade que você sentia em sua cidade pequena.
A sensação de pertencimento a um lugar.

A rejeição.
A dor de perda.
A felicidade da conquista.

Não importa o que esteja vivendo...
Isso também vai passar. 

(Leia também - sobre o mesmo assunto, só que bem mais extenso e cheio de experiências pessoais: Maio)

Sobre o feed perfeito no Instagram

Esses dias a Carol Rocha postou no Twitter dela, com uma hashtag engraçadinha que tinha como intuito compartilhar situações vergonhosas e reais, que uma dessas suas cenas era quando estava passando a compra no caixa e, conforme o valor ia aparecendo na telinha, ia analisando quais itens ficariam no supermercado. Dei risada, achei engraçado e me senti, por poucos segundos, um pouco mais leve. Ler que alguém "famoso" na internet também passava por esse tipo de "pequenos perrengues cotidianos" me deixou um pouco mais confortável. Mais que isso, me tirou um pouquinho dessa cobrança eterna em que vivemos: a de ser perfeito. 


Eu vou me usar como centro neste texto, mas tenho quase certeza que você vai se identificar, porque todo mundo com quem eu converso sobre esse assunto me diz "nossa, eu também" no final do meu devaneio, então lá vai: eu vivo 100% do tempo pressionada por mim mesma. Ninguém está vendo, mas eu preciso fazer o arroz perfeito, afinal, já tenho 24 anos e moro sozinha há 8 meses. Eu preciso ter o quarto perfeito. Eu preciso fazer o trabalho perfeito. Preciso ter o cabelo, a roupa, a maquiagem perfeita. Eu preciso ter o fucking feed do Instagram perfeito - e o que antes era uma coleção de momentos felizes, virou mais uma vitrine que me cobra, o tempo todo, para ser perfeita. O meu aplicativo favorito virou mais uma ferramenta de pressão, afinal, eu preciso ter coisas bonitas para serem fotografas e manter toda uma linha editorial. Que matinho do condomínio, o quê! Eu preciso é montar uma decoração escandinava para fortalecer o conceito minimalista das minhas fotografias, senão, não presta.  

Deu pra entender o drama?

Com toda essa cobrança, vem uma frustração que não acaba nunca porque nada, nada das coisas citadas anteriormente, são ou ficam perfeitas. Meus textos não são perfeitos, minhas fotos poderiam ser melhores, meu quarto só tem uma cama e eu preferi ir mais vezes à Araçatuba a decorá-lo. Minhas roupas são de fast fashion e a colega da balada tá sempre melhor vestida, mesmo. Para mim, tudo o que eu faço é "ok" e nada é realmente bom. Quando recebo elogios, não sei não responder com um "Ah, é okayzão, né?" ou apontar um defeito que faça com que eu desmereça aquelas palavras legais. 

A cobrança é tanta e tão intensa que a gente não se sente merecedora de nenhum reconhecimento. 

Esses dias, uma fotógrafa que eu adoro o trabalho e que eu acho incrível - de verdade -, postou no Facebook essa mesma coisa: o fato de não considerar o seu próprio trabalho, digno de tantos elogios. Ela contou no post que a cada comentário legal, mais ela enxerga defeitos ou coisas que poderiam ser melhoradas em suas fotografias e ensaios. Quando li aquilo, tive duas ações: a de dizer que ela estava louca, porque seu trabalho era impecável, e a de dizer que a entendia. 

Com aquele post, me fiz algumas perguntas que estão me atormentando desde então. Por que não conseguimos apreciar o que fazemos? Por que toda essa compulsão pela perfeição? E, principalmente:

quando é que vamos aceitar que podemos - e vamos! - fracassar algumas vezes?

A nossa geração - lá vem o conceito horrível de gerações, que eu odeio, mas vivo usando - é a geração da ansiedade, dos problemas psicológicos, da popularização do ansiolítico e da fobia social. Não é nenhum pouco normal todos os seus amigos concordarem que estão sofrendo com transtornos de ansiedade e não é preciso um diploma em psicologia para entender porque isso tá rolando. Nós vivemos sob pressão o tempo inteiro - e ela não vem da família ou do mercado, não. A pressão que mais dói é a que vem de nós mesmos. Falta o ar, falta calma, falta sobriedade mas, mais que qualquer outra coisa, falta humanidade de nós para conosco. 

Somos tão compassivos com situações que não precisam, mas quando falamos de nós mesmos, somos irredutíveis. Se um amigo nos diz que "Dormiu demais no sábado e não conseguiu produzir nada para aquele freela criativo", somos os primeiros a dizer que "Ei, está tudo bem, você estava mesmo precisando". Quando é com a gente, o pensamento mais tranquilo é que "Você é uma irresponsável inútil". Percebem a diferença?

Às vezes tenho a sensação de viver num estresse tão grande que desaprendi a respirar. Quando paro para inspirar e expirar devagarinho eu sempre me pergunto "como é que eu estava vivendo esse tempo todo?". Sabe a sensação de estar nadando nadando nadando e finalmente colocar a cabeça para fora d'água e dar aquela respirada funda? É assim que me sinto quando paro tudo para ouvir uma música calma e focar na minha respiração. Ou quando vejo que alguém também está passando pelas mesmas coisas e perrengues que eu. 

Hoje em dia nós dedicamos tanto tempo para construir vidas perfeitas na internet e para superar nossas próprias expectativas e cobranças que ver alguém "grande" assumindo que tem os mesmos problemas, medos e dias ruins, é mais do que empático ou reconfortante. 

É como um respiro.

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Playlist: Proibidonas

Não sei vocês, mas eu infelizmente associo (muito) músicas a momentos e dificilmente consigo separá-las. Muitas coletâneas foram perdidas com o passar de algumas fases, ao mesmo tempo em que outras playlists cheias de recordações boas foram criadas. Música é sempre importante para nos fazer lembrar de coisas que já passaram, né? Bom, como sempre tive essa mania de "criar trilhas", eventualmente eu "perdia" músicas que eu gostava muito pelo simples fato delas me lembrarem algo ou alguém, então, já tem um tempo que venho fazendo um exercício de "separar" e "voltar a ouvir" algumas, sem prestar atenção na carga emocional que já empreguei a alguma delas. E, galera, eu consegui!


Ainda nesse exercício, fiz minha lista de músicas que já estiveram na listinha de restritas e que, hoje, já consigo ouvir de boas. Vem comigo porque, como sempre (beijo, modéstia), essa playlist é 100% maravilhosa. 



Aproveita e segue meu perfil no Spotify, é mihbroccoli! :)

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A incrível geração de mulheres que não foram feitas para casar

Nós não fomos criadas para sermos princesas. Não brincamos apenas de bonecas e não aprendemos, desde cedo, a como cuidar de uma casa. Nossas mães nunca tiveram tempo para nos ensinar a costurar: em vez disso, nos mostravam com exemplos práticos de como ser fortes, independentes e batalhadoras. Em vez de bonecas, livros. Em vez de panelinhas, cadernos. Fomos criadas para sermos mulheres fortes, para enfrentar o mundo de frente. Não somos mulheres para casar. 

Não vamos viver para limpar a casa, lavar os pratos e dedicar 100% do nosso tempo para nossos filhos, porém, seremos parceiras, ótimas companhias e as melhores pessoas para dividir uma vida e uma história. Não fomos criadas para esperarmos a porta do carro ser aberta ou a cadeira ser puxada: nós aprendemos que o quer que a gente queira, somos nós as únicas que têm que fazê-lo.


Não sabemos pregar um botão de um paletó, mas sabemos indicar uma costureira incrível e barata ali na Augusta. Não sabemos fazer o melhor almoço de domingo, mas dividimos a conta de um restaurante português impecável. Não somos as melhores do mundo em limpar o apartamento, mas se você quiser conversar sobre o expressionismo abstrato, vamos fazer isso com o maior prazer do mundo enquanto indicamos um bom vinho e escolhemos uma boa diarista naquele site que descobrimos ontem. 

Nós não sabemos se vamos querer ter filhos um dia, mas conseguimos amar um sobrinho ou um filho de uma amiga com todas as nossas forças. Não estamos ansiosas por um anel ou por um vestido branco, mas ficamos realmente felizes com aquele presente inesperado que foi comprado por amor e sem data comemorativa. Nossas brincadeiras favoritas na infância nunca foram casinha ou boneca, mas éramos as melhores em artes e redação. Não fomos criadas para brigar com você enquanto joga vídeo-game com os amigos, mas sim, para jogar tão bem quanto vocês todos juntos.

Mas por favor, não nos entendam mal. Não somos mulheres que não gostam do amor ou que não sabem amar, muito pelo contrário! Enxergamos o amor nas coisas mínimas. Para nós, um "se cuida" é o equivalente a um "eu te amo", um "já comeu?" é uma prova do quanto importamos e um "estou com saudades" faz nosso coração bater mais forte.

Não somos mulheres criadas para casar, mas somos as melhores para dividir uma casa, uma bicicleta, uma mala e algumas linhas a serem escritas. Às vezes, nós queremos casar, nos vestir de branco e celebrar o amor com tanta gente querida. Mas não fomos criadas para isso, não.

Antes de casar, nosso negócio é amar.
E isso nós fazemos muito bem.

(Leituras recomendadas: esse post da Marina e esse aqui da Pat)
(Eu odeio esses textos que começam com "A incrível geração...", então, coloquei esse título ironicamente haha)

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18 conselhos que eu daria para meninas de 18 anos

Confesso que me senti uma tia velha ao fazer esse post. Primeiro porque ele surgiu depois que fui a uma festa, na minha cidade, e percebi como as meninas de 18 anos estão enormes, lindas e etc. Segundo porque alguma delas passaram a me seguir no Twitter e eu vi o quanto elas parecem perdidas. Foi inspirada por um twitter e uns tweets meio "too much information" que esse post saiu. Afinal, quem nunca teve 18 anos, né?


1- Você não vai morar sozinha assim que fizer 18 anos. E quando o fizer, não será, nem de longe como você imaginou;

2- Aquela tatuagem incrível que você fez ontem, provavelmente deixará de fazer sentido daqui há alguns anos;

3- Tá tudo bem você não ter certeza sobre "para qual curso prestar" no vestibular. São pouquíssimas as coisas que conseguimos ter 100% de certeza, na vida;

4- Muito provavelmente suas amigas do ensino médio seguirão caminhos diferentes, mas se fizer esforço, manterá essas amizades por mais vários anos;

5- Seu namorado mais velho pode, muitas vezes, te manipular da forma que ele quiser. Tome cuidado;

6- Caso não precise trabalhar, aproveite o tempo livre e estude. Idioma, a matéria da faculdade, enfim. Quando você ficar mais velha, vai ter desejado se dedicar mais;

7- Homem nenhum no mundo vale a mudança da sua personalidade. Não deixe que ele imponha quais roupas usa, com quem você sai além dele e, jamais, deixe ele julgar suas amigas;

8- Você só tem 18 anos. Você não tem obrigação alguma de ser uma mulher madura e independente;

9- A espetaculização de algumas coisas está bem longe de ser legal. Que tal falar menos sobre posições sexuais que gosta, no Twitter, e fazer o que curte sem ninguém saber?

10- Quando te elogiarem, mas falarem mal de outra pessoa em troca, por exemplo: "Sua roupa está linda, não está como a da xxxxx, com aquele shorts curto", não aceite

11- Calma, você ainda tem tempo de aprender ou fazer todas as coisas que quer. Take it easy! 

12- Você pode errar. Você ainda pode; 

13- Não deixe ninguém ser o seu mundo; 

14- Seja o amor da sua vida. Sério. Ame-se mais que a qualquer outra pessoa, coloque as suas vontades e desejos como prioridade. Você é a pessoa mais importante da sua vida, tá? 

15- Registre o máximo de bons momentos que conseguir. Uma foto feliz é sempre um momento feliz;

16- Aprenda a cozinhar. Parece besteira, mas você não tem noção de como isso vai ser importante lá na frente; 

17- Valorize sua família. Eles são as pessoas que mais te amam na vida e você não tem noção dos esforços que eles fazem diariamente para te ver feliz; 

18- Pense antes de fazer qualquer coisa, mas não precisa se condenar tanto caso seja impulsiva, alguma vez. Nós vamos dar cabeçada e errar muitas vezes e, afinal, você tem apenas 18 anos;

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