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Nunca reclamar, só agradecer

Sabe quando você tem um dia ruim? Aqueles dias em que toda a sua força te abandona e você só consegue contestar o universo? Aqueles dias meio cinzas, que te deixam com a testa enrugada e tem vontade de responder mal humorada o bom dia feliz do porteiro? Eu, sendo bem sincera, não sei muito bem o que é isso, não. Sério mesmo! Muito raramente alguém me vê ranzinza e, mesmo dando trabalho para acordar, de manhã, estou sempre bem humorada, cumprimento todo mundo e consigo ser uma boa pessoa mesmo antes da primeira grande xícara de café. Mas naquele dia, na semana passada, não tinha como. Acordei brava com a vida, com o universo e tirei o dia para enchê-lo de perguntas cheias de mágoa e insatisfação. "Por que comigo?", "por que as coisas precisam ser tão difíceis? Por que logo agora?", me perguntava. 

No dia anterior, fui dormir tarde, um pouco ansiosa, pensando nos meus problemas de gente adulta, na vida além do Instagram bonito e cheio de foto reaproveitada. Estava pensando em contas, nas consultas que eu não podia mais adiar, nos exames que precisava fazer, nos freelas, enfim. Nessas coisas que dependem única e exclusivamente de mim. Conforme ia pensando, mais agoniada ia ficando. Momentos como esses são muito delicados porque você começa a se colocar numa posição de vítima de seu próprio conflito, começa a se comparar com outras pessoas e é como se você começasse a procurar motivos para sentir pena de si mesma e, então, ser mais compreensiva, e aliviar sua própria barra. Mas, o problema é que eu não tinha a opção de ser mais legal comigo. Os problemas eram meus, bem como suas soluções seriam. Assim, na lata. 

Coloquei algum episódio solto de How I Met Your Mother, como sempre, e dormi. Quando acordei, ainda de cenho cerrado e resmungando para o despertador, o gatinho da vizinha cruzou meu caminho. Ficou ali, passeando entre minhas pernas, se esticando até suas patinhas alcançarem meus joelhos e miando alto até eu me abaixar e fazer um carinho em suas orelhas. O sorriso veio fácil em meu rosto e só foi sair quando entrei no metrô e alguém pisou no meu pé. Não estava, ainda, em meus melhores dias, mas aquela pequena coisa no meu início de manhã me deu uma leveza que eu estava procurando. Foi um "take it easy, bro". Ali, no metrô cheio, nos meus fones de ouvido no volume máximo e com as perguntas ainda em minha cabeça, eu percebi que não adiantava eu sofrer por antecipação com coisas que estavam esperando serem feitas por mim. 

Seriam feitas? Seriam.
Reclamar adiantaria? Não, não adiantaria.


Respirei fundo e parei de pensar que "ah meu deus, minha mãe não vai estar comigo pra fazer tomografia com contraste" para "ok, é só mais um exame e já tenho 24 anos". Naquela mesma manhã, marquei todas as consultas médicas, organizei as contas, passei no mercado e, na volta pra casa, observei as árvores do condomínio. Me permiti sentir o cheirinho de terra molhada pós-garoa, reparar nas diferentes plantas e agradeci, por vários segundos, a sorte de ter encontrado um lugar tão gostoso e tão perto do meu trabalho. Agradeci, enquanto percorria o caminho até o prédio, por dividir o apartamento com roomies incríveis, por ter colegas de trabalho maravilhosos e por eu estar atraindo só pessoas boas para perto de mim. Comecei a pensar nas coisas legais que aconteceram nas últimas semanas e, quando comecei a focar nas coisas boas que estavam rolando, elas deixaram os problemas infinitamente menores. 

É como aquela música bonitinha do Supercombo, a gente tem mesmo que fazer da frase "nunca reclamar, só agradecer" uma espécie de mantra, porque apesar de não parecer, nós temos muito mais motivos para sorrir do que para reclamar. Pode parecer textinho bobo de autoajuda, mas, o mundo já é duro o suficiente, todos os dias, mesmo quando não damos foco às coisas ruins. Imagine quando colocamos toda a luz nelas? Os problemas não vão desaparecer nem nada, mas, talvez, lembrar das pequenas coisas felizes e focar nelas seja o segredo de uma vida melhor.  Ou de um sorriso no rosto. 

Dar poder às coisas simples torna as coisas tão fáceis que até um gatinho cruzando o seu caminho pode desencadear um dia bom. Né? 

Amor só é amor se doer?

Era mais uma conversa de boteco. O assunto da vez era a especialidade dos quatro que ocupavam as cadeiras vermelhas do bar de esquina: relacionamentos e amor, era a pauta. Falávamos sobre namoros passados e um dos amigos começou a falar sobre a ex, que foi a mais recente, a de menos tempo, mas a que ele "mais amou", segundo o próprio.

- Por que você acha que ela foi quem você mais amou? - Perguntei, curiosa.

- Porque ainda não me recuperei. E já tem dois anos - respondeu.


Inevitavelmente, pensei nos meus próprios últimos relacionamentos. Meu primeiro namoro durou três anos e foi lindo. Um "intensivão" de tudo que um relacionamento pode oferecer, mesmo. Neste primeiro namoro eu fui a que amei mais, a que amou menos, a que se sentia mais segura, a que se sentia menos, enfim. Foi um namoro ótimo e com uma pessoa incrível. Meu segundo namoro, então, foi o melhor namoro do mundo. Não tivemos uma só briga séria em um ano e alguns meses mas, se não fossem alguns textos que fiz para ele, na época, eu provavelmente te diria que "não amei tanto, não" - mesmo que meus próprios textos me digam o contrário. Porém, se você me perguntar qual foi o relacionamento em que eu mais amei, adivinhe só minha resposta: "o último. Porque eu sofri".

Então quer dizer que amor só é amor se doer?
Não faz sentido.

Carrie Bradshaw, naquele fatídico episódio, o "La Douler Exquise", coloca uma grande questão em pauta que, se me permite, vou transcrever:

"Nos relacionamentos amorosos, há sempre uma linha tênue entre dor e prazer.
Acredita-se que uma relação sem dor não vale a pena.
Para alguns, não há crescimento sem dor.
Mas onde acabam essas dores e onde começam as de sofrimento?
Somos masoquistas ou otimistas insistindo em andar nessa linha?
Em um relacionamento, como podemos saber qual é o limite?" 

Quando foi que aprendemos que uma relação precisa, necessariamente, de sofrimento para ter valido a pena? Na minha não-tão-experiente opinião, eu acredito que nos apegamos aos relacionamentos que nos fizeram sofrer porque a dor, nestes casos, é física e, sendo assim, faz com que lembrar dela seja mais fácil. Pense comigo, você se lembra qual foi a última vez em que esteve feliz? Se não for algo extraordinário, com certeza sua resposta será que não, não se lembra. É muito mais fácil nos lembrarmos das coisas que nos fizeram mal porque, teoricamente, estar bem já é/deveria ser normal. Quando algo foge dessa normalidade, ou seja, nos faz sentir algo diferente, faz com que aquilo fique gravado, de certa forma. Quando é um término de namoro, por exemplo, tende a piorar, já que sabemos que o choro não acaba e a dor no peito custa a passar.

Mas tudo isso, todo esse momento nebuloso que são os términos ou os relacionamentos ruis, não significa que o amor é maior ou mais forte - ou pelo menos, não deveria. O sofrimento é e, infelizmente, tendemos a confundir as duas coisas. Há amor sem sofrimento. Na verdade, amor não tem sofrimento, não. Pode até ter desentendimento, dúvidas, escolhas erradas e vários outros problemas. Mas sofrimento, esse que traz dor de verdade, não tem não.

Se faz doer, não é amor.
Amor é outra coisa.

E vai muito além de qualquer construção social.
(que vai render um outro post).


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A importância de se cercar de boas pessoas

Esse vai ser, talvez, o trigésimo sexto texto que eu começo, que fala sobre meus amigos. É sério, tem vários nos rascunhos que eu sempre começo, mas nunca consigo finalizar. Não que me falte inspiração - muito pelo contrário. A verdade é que nada que eu escreva é justo para a importância que essas pessoas têm na minha vida. Hoje, talvez, eu consiga finalizá-lo, já que foi uma lembrança do "On This Day", no Facebook, que me deu inspiração para escrever esse texto. Afinal, eu vou falar sobre a importância de ter pessoas incríveis ao seu lado. 


Em 2014, como eu já falei exaustivamente aqui nesse blog, eu passei por umas situações bem ruins. Uma das consequências dessa série de acontecimentos, foi minha perda de peso brusca e o desenvolvimento da minha ansiedade. Eu estava visivelmente mal e isso assustou minha mãe. Sempre fui muito ligada a ela e sempre conversamos sobre tudo mas, naquela fase, eu não conversava nem com ela e nem com ninguém - e aquilo a preocupou. Ela, então, acionou meus dois melhores amigos. "Estou preocupada, acho que a Michele está com depressão e não sei o que fazer", ela disse. Meus amigos acenderam um alerta. Não sei como foi que eles chegaram a ideia de fazer o que fizeram, mas, poucos dias depois, recebi um email na minha caixa de entrada, falando o quanto eu era incrível. O email não tinha remetente, era algo como obmb@gmail.com. Depois eu descobri que obmb significava "Operação Bring Michele Back". 

No dia seguinte, minha timeline do Facebook foi invadida. Várias, várias pessoas - de "amigas-mesmo" a "conhecidos que eu sai algumas vezes" - postaram fotos comigo e textos falando o porquê eu era importante para eles. Sério, eu não consigo descrever o meu sentimento com aquilo. Eram dezenas de pessoas dedicando um pedacinho de seus dias para me falar que eu era alguém legal e que eles se sentiam sortudos por cruzarem meu caminho. Você tem noção do que é ler coisas assim quando você se sente uma pessoa horrível? Todas as fotos tinham a hashtag #obmb. Todas aquelas pessoas me "queriam de volta".

Quando você está em um período ruim, como o que eu estive, você realmente se esquece de quem você é. Você se esquece que tem qualidades, que as pessoas podem gostar de você e que você é uma pessoa incrível, sim. Você entra num corredor escuro e é impossível encontrar o interruptor para acender a luz. Cada coisinha que você encontra no caminho, que em dias normais poderiam ser puladas, te fazem tropeçar e cair e, a falta de claridade, te faz entrar em desespero. Dá a sensação de que você nunca mais vai enxergar, sabe? Mas eu tinha amigos incríveis que acenderam a luz do meu corredor escuro e me deram a mão para pular as coisas jogadas ali e que me faziam tropeçar. E, sem eles, eu não sei se hoje eu seria quem sou ou estaria onde estou. 

Em um mês como setembro, em que as pessoas discutem o setembro amarelo e etc eu acho importantíssimo quem está em uma fase ruim, procurar, sim, por profissionais, para entender o que tá rolando consigo. Nossa cabeça é uma loucura, né? Mas, antes de qualquer coisa, certifique-se que as pessoas que estão ao seu redor são boas pessoas e saia de perto de quem não te faz bem. Eu demorei um bocado para eliminar quem não me fazia feliz, mas, ainda bem, eu sempre soube que tinha as melhores pessoas do mundo ao meu lado. Tão importante quanto qualquer diagnóstico, é ter certeza de que você tem boas pessoas do seu lado. Pessoas que torcem por você, que querem seu bem e que te fazem feliz. 

Por sorte, eu posso chamar as melhores pessoas do mundo de amigos.
(Obrigada, amigos!)


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50 random questions


Vi no blog da Lari, adoro essas coisas e quis fazer também. Respondi as coisas no último domingo (4/9, por isso, algumas respostas se referem ao Coala). 



1: Como você chamaria seu filho? Miguel ou Antônio, se menino, Luísa ou Helena, se menina.

2: Você sente falta de alguém? Sim, da minha família, que está em Araçatexas. Sinto falta dos amigos de lá, também, mas nada se compara a saudade dos meus pais, da minha irmã e, principalmente, do Tutu.

3: O que você diria se eu falasse que você é bonita? Hoje eu aprendi a dizer "Obrigada". 

4: Já disse alguma vez “não é você, sou eu”? Sim, uma vez. Mas nem conta, foi meu primeiro pseudo-namorinho e eu tinha 14 anos haha. 

5: Você está ansiosa pra alguma coisa na semana que vem? Para não fazer nada no feriado. Conta?

6: Você saiu ou ficou em casa noite passada? Fui ao Coala Festival e foi a coisa mais linda do mundo. Ainda quero fazer um post sobre isso. 

7: Até que horas ficou acordado noite passada? Até umas três da manhã.

8: Seja franco, viu alguém em roupas íntimas nos últimos 3 meses? Sim.

9: O que você estava fazendo ao meio-dia? Dormindo. ♥

10: Já disse pra alguém que o amava mas não era verdade? Já, na fase final de um dos meus namoros.

11: Poderia ficar o resto da vida sem beber álcool? Não.

12: Já fingiu gostar de alguém? Não.

13: Poderia ficar o resto da sua vida sem fumar? Sim.

14: Tem alguém na sua vida que sempre te faz sorrir? Sim.

15: É difícil pra você esquecer alguém? Em toda a minha vida, só teve uma pessoa que foi difícil esquecer, então, diria que não. Felizmente supero tudo muito rápido. Filosofia let it go, sabe?

16: Você estava solteiro cinco meses atrás? Sim. 

17: Já chorou por se sentir tão maluco? Não. 

18: Segurou a mão de alguém semana passada? Sim.

19: Seu último beijo foi na cama? Não.

20: Quem você viu pessoalmente pela última vez? Oda, Fefo e Erika. 

21: Qual foi a última coisa que você disse em voz alta? "Ô cacete, viu" (porque derrubei creme hidratante no meu pé)

22: Já beijou três pessoas ou mais em uma noite? Sim.

23: Já esteve em Paris? Não.

24: Você é bom em esconder seus sentimentos? Não.

25: Você usa protetor labial? Sim.

26: Quem foi a última pessoa com quem você dividiu a cama? A Erika hahah

27: Você está ouvindo música no momento? Sim.

28: Tem alguma coisa que você quer agora? Pegar sorvete no congelador. Mas estou pensando se quero mais sorvete ou se quero mais Coca. 

29: Os seus últimos três beijos foram com a mesma pessoa? Não rs.

30: Como está seu coração ultimamente? Boa pergunta. 

31: Você veste o capuz do seu moletom? Quando está chovendo ou muito frio. 

32: Quando foi a última vez que alguém do sexo oposto te abraçou? Ontem. 

33: Como as pessoas te chamam? Mih

34: Já quis dizer algo pra alguém mas não disse? Sim.

35: Tem alguma situação te estressando no momento? Sim.

36: O que você está ouvindo no momento? SIA. 

37: O que tem de errado com você agora? A vida adulta é toda errada, né? 

38: Amor é realmente algo bonito, não? Sim, bonito e assustador.

39: Você faz desejos às 11:11? Não! Nem sabia dessa pira. Bom saber!

40: O que tem nos seus pulsos agora? Nada. 

41: Você está solteiro/ compromissado/ coração partido ou esperando por algo? Estou vivendo. 

42: Onde você comprou a camiseta que está vestindo agora? É um pijama e foi o primeiro que comprei quando me mudei para São Paulo. Não lembro onde, foi num shopping. 

43: Já se arrependeu de ter beijado alguém? Sim. Quem nunca, né?

44: Abraçou alguém semana passada? Sim.

45: Beijou alguém semana passada? Sim.

46: O que você estava fazendo a meia-noite na noite passada? Tomando um refresco de café com Coca e capim santo no Urbe. 

47: Você sente falta de como as coisas eram seis meses atrás? Não.

48: Você prefere dormir com alguém ou dormir sozinho? Com alguém.

49: Já esteve em Nova York? Não.

50: Pense na última pessoa que te disse eu te amo, você acha que foi verdadeiro? Sim, foi para meu melhor amigo. 

Se você tem blog e quiser responder, fica à vontade. É gostosinho demais! :) 

Blog day 2016 com delay

O Blog Day foi comemorado no último dia 31/08, mas eu tinha tanta, tanta coisa pra fazer que não só não consegui fazer a minha listinha, como ainda não fui agradecer as lindezas que me indicaram nesses posts tão cheios de amor. Comentei no Twitter que ia fazer uma versão atrasadinha, a galera me perdoou e cá estou cumprindo o ditado de que "antes tarde do que nunca", porque é dia 4 de setembro e vai ter blog day aqui sim!

Foto: Ashley Ella

Um blog para rir e se identificar: Evaporar
Eu lembro exatamente quando foi que conheci o blog da Carol: quando ela fez uma lista sobre os 10 homens para quem ela daria - sim, com esse título. Foi amor ao primeiro clique, afinal, o que uma pessoa que faz um post desse seria, se não, maravilhosa? Não só reproduzi a lista aqui no blog - com um título mais puritano, confesso - como, desde então, acompanho todos os posts dela. São casos cotidianos contados com gifs engraçadíssimos e de um jeito que você sempre, sempre termina a leitura com um sorriso no rosto. Ainda tenho como meta de 2016 tomar uma cerveja com a Carol, porque é impossível você acompanhar o blog dela e não querer ser amiga. Sabe crush de amizade? Então!

Um blog tão cotidiano que você se sente em casa: E agora, Isadora?
O blog da Isa é uma das coisas que mais gosto de ler para ficar bem. São textos lindos, leves e cheios de sentimento que você não só se identifica, como não percebe que está lendo. Sério, por maior que seja o post, você tem a sensação de que leu aquilo em dois segundos e ainda fica triste porque já acabou. Além disso, ela compartilha sua vida e seu cotidiano com uma beleza que é inspiradora. É mais uma prova de que palavras inspiram tanto quanto imagens. ♥

Um blog para deixar o coração tranquilo: Desancorando
A Maki é uma das coisas mais lindas dessa internet. Sério, acho que quando você abre o Desancorando, tinha que rolar uma pop-up falando "Atenção, este blog deve ser lido com chá quentinho, cobertores fofos e com toda a atenção e amor do mundo" porque, sim, o Desancorando é isso: um lugar quentinho, fofo e com a sensação gostosa de tomar um chá. Os textos da Maki são extremamente pessoais e, às vezes, até falam de coisas que são mais profundas - como depressão etc - mas acredite: ela fala tudo, tudo com a maior leveza do mundo. Eu sou apaixonada e ainda não me conformo que nosso encontro ainda não aconteceu.

Um blog que deveria ser atualizado com mais frequência: Twolia
Não sei quando foi que Xulia atualizou seu blog dinossauresco pela útima vez, mas venho por meio deste pedir para que: Twolia, atualize o Twolia! Ela é uma sagitariana incrível, engraçadíssima e que coloca gifs do João Kleber em suas postagens. Sério, como não amar, né?

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Apesar de eu ter falhado com o BEDA, mais uma vez, quero dizer que foi incrível me forçar a escrever todos os dias, mesmo que na primeira semana. Foi por causa do BEDA que fiz dois textos darem uma boa circulada por aqui e que me trouxe mais pessoas lindas para perto. Então, quero agradecer a maravilhosa da Nicas que fez um grupo lindo e que foi a responsável por uma galera ter postado durante 31 dias seguidos. Você arrasou, Nicas! ♥

E é isso! Que venham outros blogs days com tanta gente linda se reencontrando, se conhecendo, se amando e se identificando. ♥


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Sobre abraços dados com palavras (e um texto que viralizou)

Eu sempre escrevi muito. Sempre extravasei emoções com a escrita e isso acontece desde criança com diários e cartas. Tudo o que eu sinto demais, eu preciso colocar para fora e, veja só, faço isso escrevendo. Feliz ou infelizmente, eu sou uma pessoa que sente muito (posso culpar a lua em peixes? haha) e, consequentemente, estou sempre escrevendo sobre meus pensamentos, devaneios, inseguranças, felicidades, dores, amores, enfim. Tudo o que precisa ser "diminuído" ou amenizado, dentro de mim, vira texto.

No fim de semana, em um momento de ansiedade, eu escrevi sobre o quanto nos cobramos exaustivamente e como essa cobrança está sendo direcionada até para coisas imbecis, como um feed de uma rede social. Escrevi aqui, no meu blog, sobre mim e para mim, afinal, quando escrevo, é como se eu ficasse anestesiada de minhas próprias emoções, mesmo que momentaneamente. É como se eu voltasse a respirar.


Para minha surpresa, o texto correu muito por essa internet de meu deus. Integrou lista de link de blog famoso, foi divulgado por blogueira grande, replicado em grupos grandes e muitas, muitas mensagens chegaram até mim - tanto que ainda não tive coragem de responder porque quero dar toda a minha atenção para elas. Os comentários são sempre os mesmos "obrigada, você escreveu o que eu sinto", "nunca me senti tão representada/o", "caralho, é exatamente isso". São várias outras pessoas que estão com esse peso no peito, como eu. São outras pessoas que se identificaram com um momento de quase desespero. São pessoas que também estão se cobrando de uma forma desumana e que, veja só, encontram um conforto - mesmo que efêmero - em minhas palavras. Me agradeceram por desabafar, por me mostrar humana e passível de erros. Me abraçaram forte, mesmo a quilômetros e quilômetros de distância. 

E cara, isso é incrível.

Sabe, é meio surreal pensar que algo que eu escrevi com o único propósito de desabafar tenha tomado essa proporção. Este já é o post mais lido e compartilhado do blog, que eu tenho há quase 5 anos - e é incrível ver que as minhas linhas tortas estão alcançando tantas pessoas de lugares tão diferentes. Não deixa de ser um pouco preocupante que seja por se identificarem com um texto escrito em uma crise de ansiedade, haha, mas tudo o que resultou desse texto foi um amor mútuo. Vocês me agradeceram por tê-lo escrito. Eu, agradeço vocês pelas palavras e pelos abraços mandados. 

Eu espero que todos vocês que leram e o compartilharam, se atentem às últimas linhas dele:

que respirem e não se esqueçam de como isso é feito.

Temos um acordo? ♥ 

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efêmero



A paixão da pré-escola.
O frio na barriga.
A temporada da sua série favorita.
A dor de estômago.
A vontade de sair correndo.
A falta de ar.

O interesse.
A vontade de ficar sozinha.
A vontade de estar junto.
O medo.
A insegurança.
O amor pelo namorado dos 16 anos.

O sorriso que parece eterno.
O choro que não tem fim.
A saudade.

A fome.
A exaustão.
A preguiça.
A vontade de não sair da cama.

As boas oportunidades.
As ciladas.
Os dias ruins.
Os dias incríveis.
A chance de viver uma história incrível.
A armadilha de viver uma história horrível.

A queimadura.
O alívio.
A leveza.

A faculdade.
As amizades que seriam para sempre.
Os relacionamentos.

A felicidade que você sentia em sua cidade pequena.
A sensação de pertencimento a um lugar.

A rejeição.
A dor de perda.
A felicidade da conquista.

Não importa o que esteja vivendo...
Isso também vai passar. 

(Leia também - sobre o mesmo assunto, só que bem mais extenso e cheio de experiências pessoais: Maio)