. 10/05/2018 .
Era 2014. Eu estava quebrando a cabeça para decidir qual seria a pauta da minha matéria para a disciplina de Jornalismo de Revista. Essa era a matéria pela qual sempre estive ansiosa, afinal, escolhi o curso justamente por ser apaixonada por revista. Talvez por essa paixão, nenhuma pauta que eu escolhia parecia ser boa o bastante para ser "a minha matéria de revista", já que pra mim, estampar uma revista, ainda que laboratorial e circulação restrita a faculdade, era sério demais para eu me contentar com qualquer coisa. Como a "pauta perfeita" não chegava, decidi fazer sobre "diabetes em jovens e adolescentes" e usar o meu até-então namorado como personagem principal. 

O texto se arrastava, a apuração era um saco, a entrevista com o endocrinologista era extremamente séria e eu não me enxergava lendo a matéria que estava escrevendo - e isso ia contra todos os meus critérios de criação. Sabia que precisava mudar de assunto e, com o deadline, se aproximando, eu já estava com uma quantidade pesada de material para a tal reportagem sobre diabetes. Foi somente quando algo ruim aconteceu comigo que a "pauta perfeita" apareceu: quando descobriram meu namorado no Tinder. 

Ilustra: Sabrina Arnault

Lembro até hoje: eu estava sentada na cadeira do salão, enquanto minha tia arrumava o meu cabelo para as fotos de preto da faculdade, quando meu melhor amigo me perguntou se "tudo estava bem com meu namorado". Já gelada, perguntei o porquê da pergunta e ele me disse que enviaram um print dele no Tinder, ativo há seis minutos. Vi a imagem e meu coração gelou. Era o meu namorado usando a foto que eu mais gostava ali, no Tinder, ao mesmo tempo em que ele me mandava mensagens perguntando sobre o horário da minha saída da faculdade naquela noite.

Acelerando um pouco os fatos, eu desculpei o namorado mesmo que estivesse bastante mal com a história. Então, decidi que transformaria todo aquele sentimento ruim em algo produtivo. Fiz uma matéria sobre o Tinder em Araçatuba (era novidade, na época, e não tinha tanta adesão) e um box destacado com o título "Peguei Meu Namorado no Tinder", onde eu não só entrevistava a melhor-amiga do meu namorado (que tinha passado por algo do tipo), como eu mesma dei um depoimento anônimo para a reportagem. Resultado: minha matéria foi uma das mais comentadas e tinha chamada destacada na capa. 

Mas o que eu quis dizer, afinal, com esse melodrama que foi vivenciado ao som de The Black Keys? É que essa foi a minha primeira lição prática sobre "como transformar coisas ruins em coisas incríveis".

Ilustra: Sabrina Arnault

Mais tarde, cerca de um ano e pouco depois, meu namoro com essa mesma pessoa finalmente chegou ao fim e, sem nenhuma dúvida, posso dizer que foi o término mais dolorido da minha vida. Eu realmente pensei que toda aquela dor jamais passaria (e quem lê esse blog há mais tempo, sabe que é verdade). Eu precisava me distrair, precisava desviar minhas atenções e, principalmente, precisava agir. Me perguntei: "o que eu quero mais do que superar esse namoro?" e a resposta veio com mais facilidade do que eu pensava e com mais força do que eu esperava: "Me mudar para São Paulo".

E foi assim. Juntei toda a força que eu tinha, somei com a vontade de esquecer meu ex-namorado e fiz tudo o que podia para mudar de cidade. Criei minhas oportunidades: fiz uma lista com vários apartamentos à venda, conversei com minha chefe da agência e perguntei sobre a possibilidade de transferência para a unidade de SP, me inscrevi para o Curso Abril de Jornalismo e fiz uma entrevista no grupo detentor da Kipling. Me segurei nas minhas únicas três chances como quem se agarra a uma corrente quando se está à beira de um precipício. Eu precisava que aquele plano desse certo e sabia que ele dependia só de mim.

Ilustra: Sabrina Arnault

Com muito mais felicidade do que surpresa, se me permite a prepotência neste caso, as três coisas deram certo. E toda a dor que eu sentia pelo término de um namoro pesado se transformou em gratidão, afinal, eu tinha a ciência de que aquilo só aconteceu porque eu precisei transformar algo doloroso em algo produtivo. Precisei canalizar minhas energias, direcionar meu foco. Foi quando fiz minhas malas que aprendi que as coisas acontecem porque precisam acontecer e que nossa força está em lugares em que nem imaginamos. Que a mudança é uma coisa linda, mesmo que a gente não consiga enxergar sua beleza de forma imediata. E eu não estou falando de imóveis online.

Desde então, no decorrer da vida, outras situações do tipo foram acontecendo. Umas mais intensas, outras mais suaves, mas todas elas me mostrando que a vida é esse caos todo onde uma coisinha de nada pode ser fundamental para todo um futuro que está por ser construído. Em 2017, tive mais um exemplo. Vivi mais um término e, diferentemente do último que me lembrava, eu já sabia o que tinha que fazer pra passar: eu precisava me lembrar de algo que eu quisesse muito - ainda mais do que esquecer uma pessoa.  Então, veio a coragem de mandar meu livro para uma editora grande e um mês depois, recebi a notícia de que ele seria publicado. Mais uma vez a dor serviu de impulso para algo lindo. Mais uma vez o término de um ciclo se mostrou belo. 

Ilustra: Sabrina Arnault

Assim, passei a enxergar a vida de uma forma quase Pollyanna. Quer dizer, é óbvio que a frustração chateia, que as decepções machucam e que dor-de-amor-dói-pra-caramba-mesmo, mas eu aprendi que quando a gente consegue enxergar algo além da neblina e se esforça para sentir alguma coisa que faça esquecer o ardor do machucado recém-feito, conseguimos transformar as coisas. E a vida. [A nossa, principalmente].

"O mundo não é uma fábrica de realização de desejos", já disse John Green em um de seus mais famosos livros adolescentes - e não é mesmo. Mas ela vai ensinando os macetes para você sobreviver a ele. Às vezes com paciência e outras nem tanto, mas ele nos mostra que todas as coisas se transformam.

E principalmente, nos transformam também.


. 30/04/2018 .
O ano era 2014 - perceba que 2014 foi um ano muito emblemático pra mim, já que o post anterior também é datado neste ano. Eu tinha acabado de começar em um estágio de assessoria de imprensa e o trabalho era muito estratégico e, arrisco dizer, burocrático. Todo processo era minucioso e o negócio começava com força logo cedo. “Toma um café, vai ajudar”, minha chefe disse, certa vez. Eu respondi que não gostava e ela me confessou que também não curtia, mas tomava porque precisava do efeito dele. Então, com essa confissão, quis descobrir o tal efeito da cafeína. Spoiler: foi a melhor/pior coisa que já fiz na minha vida.

Desde esse fatídico dia em 2014, o café corre pelas minhas veias. Todos os dias são copos e copos dessa maravilha que eu aprendi a venerar. Tudo é motivo para tomar café. Alguém que eu gosto vai em casa? Vou passar um cafezinho. Quero ter uma DR com o crush? Vamos numa cafeteria lá do centro. Quero comemorar uma promoção? Vamos tomar um could brew em Pinheiros, por favor! Quando menos percebi, me encontrei no título de “coffeeaholic” e, naturalmente, a vontade de compartilhar os meus cafés favoritos de São Paulo apareceu.

No post de hoje, vou compartilhar os meus 5 cafés favoritos de São Paulo. Se você for daqui, pode me dar sua opinião sobre minhas escolhas e compartilhar as suas. Se não for, já pode salvar a lista e conhecer assim que der um pulo pela terra da garoa.


1. Sofá Café



Conheci no ano passado e digo com tranquilidade que já é um dos meus favoritos. Isso porque o Sofá vai além da decoração linda e moderninha do local: a qualidade do seu café é realmente excepcional. Todos os cafés que tomei lá me deixaram completamente satisfeita e os atendentes são sempre muito atenciosos e dão dicas sobre o que pedir, caso você tenha dúvidas. Ah! No Sofá, além do café, vale a pena comer o cookie - que é o melhor que já comi na vida.


Onde fica? Rua Artur de Azevedo, 514, Pinheiros.


2. urbe café bar



O urbe (assim mesmo, em caixa baixa) foi o meu primeiro café “além-Starbucks” de São Paulo. O lugar, que é o favorito do meu melhor amigo, ganha pelo ambiente, mas conquista mesmo pelos cafés e comidinhas. No urbe você tem muita opção, desde espressos de diferentes níveis de intensidade, até drinks que levam a bebida como ingrediente principal (o que é o caso do gin de café e, meu deus, eu juro que é incrível). Se quiser algo docinho, não deixe de pedir o Frapê de Café e se quiser uma dica de doce, se jogue sem medo no Devils Cake. Ah! Fun fact: o urbe é o meu café oficial de dates de Tinder. Se um dia me vir acompanhada por lá, já sabe. Hahaha

Onde fica? Rua Antônio Carlos, 404, Consolação (uma das ruas paralelas a Augusta)


3. Por Um Punhado de Dólares



Seria o meu café favorito de São Paulo sem nenhuma dúvida, não fossem algumas atendentes hahaha. Diferentemente do Sofá, onde os funcionários são fofos, te explicam e indicam opções, no PPD rola uma "quase-hostilidade" que começa até na senha do WiFi (é “temoscafetambem”, uma resposta afrontosinha para a pergunta “Tem WiFi?”). Porém, críticas ao atendimento à parte, preciso dizer que o café do Por Um Punhado de Dólares é realmente muito bom. De fabricação própria (você pode levar um pacote pra casa, inclusive), qualquer café que você escolher será realmente maravilhoso - independente do método. O bolinho de chocolate com ganache é a coisa mais preciosa dessa cidade e o Amendolate é tudo o que você precisa para um dia frio. Sério, parece um abraço.

Onde fica? Rua Nestor Pestana, 115, Centro

4. Isso É Café



O Isso É Café é praticamente uma parada obrigatória para quem não mora em São Paulo porque ele reúne "o melhor dos dois mundos", cantaria Hannah Montana. Isso porque ele fica no Mirante 9 de Julho, um ponto turístico bem interessante para quem está de passagem pela Avenida Paulista e quer dar um break com uma vista bacana e um cafezinho daora. Lá tem vários pedidos incríveis, como o menu degustação (que vem três cafezinhos deliciosos), o could brew maravilhoso, o afogatto e até o coadinho do dia que tem refil gratuito. Ah! Lá você pode perguntar sobre tudo que os baristas são amorzinhos e te explicam da forma mais fofa possível. Vale a pena.

Onde fica? Mirante 9 de Julho

5. Takkø



Paredes no tom rosa millennial, plantinhas, luminárias estilosas e um design minimalista digno de Pinterest. O Takkø nem precisava ser tão lindo para ser uma das melhores opções da cidade. Com baristas simpáticos - que não ligam de te explicar tudo sobre o coado do dia, por exemplo - e com comidinhas incríveis (pode comer os Waffles sem medo. Qualquer sabor. Sério!), o Takkø é uma opção incrível para quem está passando pela Santa Cecília e quer uma opção moderninha, hipster e deliciosa na mesma proporção. A faixa de preço não é muito diferente dos outros citados, mas talvez seja centavinhos mais caro - o que eu juro que compensa.

Onde fica? Rua Doutor Cesário Mota Junior, 379
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A Nicas, do Apto 401, também listou os 5 cafés daqui em São Paulo e super vale a leitura porque as impressões dela são mais "técnicas" que as minhas. E por falar em técnica, a mesma Nicas fez um guia incrível sobre coisas que você precisa saber sobre cafés especiais. Só vem!

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E pra você? Quais são os melhores cafés de São Paulo?
Vamos trocar indicações porque café bom não é gasto, é investimento <3

. 01/03/2018 .
Eu tenho uma pessoa.
Não temos nada.
Mas nos temos.

Se você perguntar de mim, pra ele, ele provavelmente responderá que sou uma das suas mais divertidas companhias.
Se você perguntar dele, pra mim, direi que ele é alguém com quem gosto de passar alguns dos meus dias.

Mas ele não é só mais alguém.
Ele é uma das minhas pessoas favoritas do mundo.
Pelo menos até o final dessa linha.

Quando vejo algo muito engraçado, ele é uma das pessoas que são marcadas nessa coisa que me arrancou um sorriso. Se algo me faz pensar e precisar conversar, é para ele que mando mensagem. Se tenho um problema no trabalho, geralmente é ele quem fala que tá tudo bem e “as coisas são assim mesmo”. Ao mesmo tempo, se acontece algo grande em seu dia, eu sou uma das pessoas para quem ele pode contar - o caso e na vida. Somos uma das conversas mais frequentes um do outro, ainda que o assunto não importe tanto.

Ilustra: Tallulah Fontaine
Nossas risadas são sempre mais profundas que nossas conversas. Nossos cochilos entre comédias ruins são sempre mais frequentes que nossos encontros tradicionais. As músicas que gostamos de ouvir juntos são sempre escolhidas ao acaso e a única coisa em que concordamos sem discutir é sobre comida. Adoramos acordar cedo no fim de semana e aproveitar o dia, temos o mesmo sorvete favorito e damos risada do mesmo tipo de piada ruim.

Não temos nada, mas nos conhecemos muito.

Ele já sabe que eu só durmo do lado da parede e também já conhece a minha mania de pedir pra trocar de lado, na cama, no meio da noite. Que vou preferir assistir a um filme que já sei as falas de cor em vez de dar chance pra indicação que ele fez. Ele já sabe que eu vou ficar quieta no carro, se estiver com muita fome - mesmo que estejamos a caminho do restaurante.

Eu já sei que ele vai dormir cedo e que eu vou ficar um tempão no celular até o sono vir. Já sei que ele vai acordar de bom humor e que estará com muito mais disposição que eu. Eu já sei qual é a comida favorita da vida dele e já sei até o número de roupa que ele usa. Já sei que vamos assistir a algum programa ruim da TV aberta e que vamos ao mercado no fim da noite para comprar chocolate. E é tudo sempre igual, independentemente da frequência dos encontros, de eventuais afastamentos ou de novas pessoas que apareçam em nossas vidas no meio do caminho.

Ainda assim,
Não temos nada.
Mas nos temos.
E por isso
nós temos tudo.

Pelo menos até o final dessa linha.

. 25/02/2018 .
Como eu falei no post anterior, se tem um assunto que tomou a internet nos últimos tempos, esse assunto é o esoterismo. Eu não sei bem como foi que começou, mas quem lê o blog há um tempo, sabe que eu me interesso muito pelo assunto, desde horóscopos tradicionais (como os que contei aqui), até por leituras de mapas astrais. O que antes era um gosto particular movido pela curiosidade sobre o futuro, hoje já virou algo a mais. Existem estudos que dizem que o crescimento do assunto é por conta da nossa ansiedade e constante necessidade de autoconhecimento. Tem quem acredite, também, que o assunto entrou em pauta por pura tendência, mas independente de qual seja o real motivo dessa popularização do assunto, o fato é que se conhecer mais um pouquinho virou mania e eu acho isso realmente incrível. 

Por isso, o post de hoje traz uma lista com cinco perfis de astrólogas e astrólogos que diariamente postam horóscopos, falam sobre o céu, traçam perfis e deixam o dia todo mais leve com doses de otimismo. Pega e o celular e já prepara o follow porque só tem perfil lindo, good vibes e cheio de bruxinhas. 

Ilustra: Camille Chew


1. @br000na 

A Bruna é o meu perfil favorito quando o assunto é horóscopo porque essa maravilhosa não só coloca as previsões de um jeito pessoal incrível - parece que ela tá sentada com você, tomando uma cerveja e te dando conselhos precisos sobre sua vida -, como usa memes para exemplificar humores e situações. Além de previsões (do jeito menos tradicional que um horóscopo pode ser), ela informa sobre as mudanças da lua e dos planetas, como isso afeta cada uma de nós e ainda dá uns conselhos cheio de amor pra ajudar a gente a segurar essa barra que é viver num mundo tão louco como esse. Sigam sem medo que ela é 100% maravilhosa. Quando você menos perceber, vai entrar diariamente no Instagram dela e vai ter feito todos os seus amigos segui-la também.

2. @naans_


Apesar de termos estudado na mesma escola, em Araçatuba, foi na internet que eu conheci a Naan, que veio para São Paulo antes de mim e tem uns grandes amigos em comum nessa vida. Amizade virtual estabelecida, comecei a acompanhar todo o conteúdo que ela produz para quem é ligado em astrologia/esoterismo e, sempre que possível, a Nan dá algumas diquinhas de como lidar melhor com o céu do momento, como nos conectarmos com nossas essências, enfim, são "dicas para descoisar a vida", como ela mesma define. É um amorzinho gratuito todos os dias e eu super indico.

3. @isabellamezzadri


Filha de astrólogos e imersa no assunto desde criancinhas, acho que a Isa tem um dos perfis mais famosos quando falamos de astrologia no Instagram. Além de oferecer uns cursos que chamam "Energias do Mês", a Isa faz previsões para os signos, traz um pouquinho do que tá rolando no céu, sugere meditações (como as meditações das luas), avisa quando é o melhor dia para fazer Mapa dos Sonhos, enfim. É um dos perfis que mais gosto de seguir no Instagram e acho que todas as minhas amigas seguem também. Fica a dica. 


4. @leopiresastrologo


Além da newsletter que o Léo envia semanalmente com previsões e outras dicas para você ter dias mais calmos e com energias alinhadas, ele sempre posta algumas dicas sobre o céu, propõe reflexões e até tira cartas de tarô para cada signo, no meio da semana. O perfil dele é bem completo e é perfeito para você que não tem muita paciência de assistir stories e prefere ler as coisas direto no feed. 

5. @astrodica


A Amanda tem um perfil bem parecido com o do Léo: vários posts bem explicadinhos no feed, reflexões sobre o céu no momento e, é claro, previsões. Ela bate um papo com o pessoal nas stories e coloca vários textos que você pode tirar print para ler depois em casos de dúvidas - ou dias difíceis que precisam de um norte. Além do conteúdo, a Amanda é superdivertida e deixa tudo ainda mais legal de assistir. 

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Conhecem algum que eu não citei? Me contem! Quanto mais perfis esotéricos, melhor e mais cheios de amor e coração quentinho, nossos dias! ♥ 



. 14/02/2018 .
O ano só começa depois do Carnaval e, por isso, muita gente espera passar o calor da folia para, finalmente, começar a planejar o ano. Eu mesma, só agora que coloquei os pezinhos de molho depois de destruir uma bota (oi Cravo e Canela, vamos reforçar os solados aí porque minha bota não custou tão caro pra não aguentar um bloquinho, just saying), eu abri meu bullet journal e comecei a elencar as minhas metas do ano e elaborar projetinhos para riscá-las no decorrer de 2018. Algumas dessas metas são mais pessoais, outras são mais "de boa" e, dentre tooodas elas, separei algumas para dividir com vocês e inspirar essa quarta-feira de cinzas. 

1. Você pode finalmente começar a ser mais organizada e conhecer técnicas de organização que funcionem para você


Como falei lá em cima, eu estou realmente empenhada em fazer o meu bullet journal acontecer, mas ele é 0 Pinterestável – ele é apenas funcional e é isso que importa, certo? Tento ao máximo não me cobrar em relação a beleza dele, não sigo muitos perfis inspiracionais para não me sentir humilhada (rs) e tá rolando bem legal. No BuJo eu consigo anotar as tarefas do trabalho, os freelas, datas de pagamentos de contas e tudo isso de um jeito mais “livre” do que a gente tá acostumado em agendas tradicionais. Para você começar, eu super indico esse vídeo da Fe, que mostra um BuJo “real”, e o blog inteiro da Maki.


2. Organizar a viagem da sua vida


Minha melhor amiga, a Pat, está morando na Irlanda e, inevitavelmente, coloquei o país na minha lista de possibilidades para as férias (neste caso, não para 2018. Para 2019, quem sabe haha). Foi a primeira vez na vida que “viajar” integrou uma lista de metas minhas e confesso que gostei de pesquisar sobre o destino, instalar apps, fuçar sites, etc. Que tal você colocar, também? Existem vários apps que mostram passagens com preços mais em conta e, ainda que você compre e tenha algum imprevisto referente a embarque e passagens, você pode se inteirar sobre overbooking e conhecer seusdireitos antes mesmo de fazer as malas. A NãoVoei é uma empresa que assegura seus direitos em casos de cancelamentos ou perdas de voo e facilita a vida quando ela é tomada por imprevistos. Fica a dica.

Ilustra: OkiiStudio

 3. Descobrir uma atividade que te dê paz


Eu amo que o conceito de espiritualidade tomou a internet e, hoje em dia, todo mundo busca uma conexão com si mesmo de um jeito que antes não rolava tanto. Acho que nunca a gente leu tanto sobre se amar, se respeitar e se curtir do jeito que lemos hoje – e eu acho isso extremamente importante, principalmente se levarmos em consideração que vivemos tempos insanos e situações diárias que nos esgotam. Por isso, que tal descobrir uma atividade gostosa que te dê paz? Meditação com ajuda de apps, pintura, lettering, atividade física, ou até mesmo uma atividade esotérica como tarot, astrologia. O importante é fazer de 2018 um ano seu. De todas as formas possíveis.

Carnaval passado, listinha escrita, que 2018 comece incrível para você aí também!
(E se você tem um mozinho, feliz Dia de São Valentim pra você!)


. 29/01/2018 .
"Você sumiu"

Às vezes a gente some, mesmo. Fica um pouquinho dentro do casulo para recuperar as energias. Se esconde no canto do quarto pra poder chorar baixinho e aumenta o volume do som pra ninguém escutar alguns soluços.

A gente some porque não quer preocupar, não quer explicar, não quer ser peso. A gente quer ser apenas sorriso no rosto, melhor companhia para fazer qualquer coisa e sinônimo de festa. Quando nos sentimos diferentes disso, a gente some.

Adicionar legenda

É que de vez em quando, nem a gente tá se achando. Nos olhamos no espelho e não reconhecemos aquela imagem que há tanto era familiar. Dizemos algumas palavras que nunca saíram da nossa boca antes e até reproduzimos alguns discursos que juramos nunca falar. A gente some pra poder se reencontrar, dar as mãos e voltar para o mesmo caminho. Às vezes devagarinho, pra dar tempo de pegar pelo trajeto tudo o que foi deixado no processo de sumiço.

Ideias, filosofias, amor(es), confiança.

"Você sumiu", mas é que eu precisava me lembrar de quem eu era. Precisava acender a luz para me dar conta da bagunça em que estava vivendo e, assim, ter uma ideia de como começar a arrumação. Não quis chamar ninguém pra ajudar na faxina porque a bagunça é toda minha. Por isso, sumi.

A gente some.
Mas a gente sempre volta, também.
Pode até demorar e, no processo, sofrermos algumas mudanças.

Mas a gente sempre volta.