21/03/2017

Você & você mesmo


você tem que se permitir sofrer,

reaprender a se gostar,

curtir a própria companhia,

redescobrir o quanto você é incrível sozinho,

descobrir uma banda nova,

curtir pela primeira vez um filme que se tornará favorito,

errar quando tentar fazer aquele prato que você tanto gosta,
e ficar feliz quando finalmente acertar no tempero,

você tem que que juntar seus pedaços sem pedir ajuda,
tem que ser forte e encontrar sua força.

você tem que se permitir,

se descobrir,

se amar.

se amar muito.
acima de todas as coisas.

precisa reaprender a apreciar os prazeres da vida sozinho.

sem ninguém, só você e você mesmo;

se permitir sentir faz um bem danado,
e você poupa as pessoas de serem responsáveis pelo seu conserto <3

19/03/2017

19 de março

Hoje o Facebook me lembrou do primeiro texto que fiz para você. 

Eu falava o quanto me sentia feliz e sortuda por poder comemorar uma data tão importante ao seu lado. Eu lembro exatamente o que fazia quando escrevi aquilo, lembro do presente escolhido e lembro de cada pensamento empregado a cada sílaba digitada. Acho que o problema de escrever é que você eterniza momentos. Bons ou ruins, eles estarão para sempre ali e toda a nostalgia pertencente a eles vão te invadir de um jeito ou de outro. Hoje a nostalgia me pegou, mas não de uma forma melancólica. De um jeito bom. Consegui lembrar de tudo sem aquele peso ruim. Eu me senti tão feliz por não sentir nenhuma mágoa que quis escrever de novo. Essa leveza me faz tão bem que espero que te faça, também.


Mesmo estando longe, o dia 19 de março ainda é seu - e eu acho realmente difícil que algum 19 de março vá passar despercebido. Hoje olhei na minha agenda e meu estômago ficou gelado. Apesar de tudo o que aconteceu e passamos nestes últimos meses, os desejos, neste dia, são os mesmos. E são bons, afinal, eu sempre vou desejar o bem para pessoas que passaram por esse carnaval todo que eu chamo de vida.

Eu te desejo juízo e acho que não é nenhuma novidade para você. Desejo maturidade para aprender a lidar com as adversidades da vida e principalmente para saber escolher amizades. Desejo saúde mais do que qualquer coisa. Talvez deseje responsabilidade na mesma proporção, afinal, quanto antes aprender a cuidar do seu corpo, melhor. Desejo sucesso profissional, desejo que nunca se acomode e sempre queira ir além. Sempre fiz questão de dizer o quanto te achava talentoso, mas também sempre fiz questão de te lembrar que você se limitava. Vá além.

Desejo tranquilidade. Desejo amor - próprio ou com outro alguém - e, além de tudo, desejo paz de espírito, coração sossegado e força para tudo o que está acontecendo. Essa passagem é mesmo muito louca e, às vezes, achamos que precisamos de alguém forte do nosso lado para conseguir aguentar o tranco. Mas não pensa assim, não. Toda a força e coragem que precisamos está em nós e, acredite, você é forte - e não só um garoto assustado e revoltado com a vida. O mundo é difícil, mas é isso mesmo, como você cansou de me dizer. A música está sendo tocada, por favor, aprenda a dançar - por mais que seus passos sejam desajeitados agora, uma hora ou outra você aprende a coreografia. 

Eu sempre acreditei em você. 
Hoje, desejo que faça isso por mim. 
Acredite em você. É o meu maior desejo para mais esse 19/3.

15/03/2017

Sobre os amores eternos de um dia

Eu morava no interior e, quando você mora em uma cidade pequena, precisa tomar muito cuidado e escolher muito bem quem você "assume". É que no interior funciona mais ou menos assim: se você sai com alguém para tomar uma cerveja depois das 18h, vocês já estão juntos. Não estão se conhecendo, não estão trocando ideia. Estão juntos, são um casal, fim. Sendo assim, por toda essa quase-cobrança, em cidades pequenas, é muito difícil você "pagar de casal" se não quiser, de fato, ser um. Andar de mãos dadas? É um pedido de namoro. Japonês juntinhos? Só depois de duas semanas se vendo direto. Carícias no meio do barzinho? Casou. Na minha cidade só era aceitável uma pegada casual se fosse na balada e depois de certo horário, do contrário, "estava de namorandinho". Assumiu, já era. 

Pula pra 2015.


Lembro do meu primeiro date em São Paulo. Vamos chamar o personagem de João, para facilitar. Conheci João no Tinder, já que eu não conhecia quase ninguém em São Paulo, e conversávamos todos os dias, durante várias horas. Eu já sabia tudo sobre sua vida: era o irmão do meio entre três, seu escritor favorito era o Chuck Palahniuk e ele odiava suco de limão. Quando nos encontramos pela primeira vez, ele me buscou em meu trabalho e, apesar de ter sido nosso primeiro contato de verdade, parecia que já nos conhecíamos há tempos. Fomos em um pub mal acabado no alto da Augusta - que eu achei o máximo, para ser sincera - e dividimos uma batata. Andamos de mãos dadas, nos beijamos em público e, no final da noite, fomos nos encontrar com meus melhores amigos em uma balada. Ele foi simpático e incrível com todos eles e, quando nos despedimos, eu tive a certeza de que estava tendo algo sério. Spoiler: não era. Ali, vivenciei o meu primeiro caso de amor eterno de um dia. 

Aqui - ou hoje, talvez essa questão seja mais temporal do que demográfica - as pessoas se entregam no primeiro encontro. E não estou falando de sexo, não. Elas se curtem de verdade. Pega na mão, diz o quanto curtiu o seu novo penteado. Elogia, fala que estava ansioso pelo encontro. Abraça, beija, faz social com seus amigos, quando e se necessário. São relacionamentos sérios que duram uma noite - e está tudo bem. No começo você estranha, principalmente se for acostumada com relacionamentos longos em que a intensidade é vivenciada gradativamente, mas depois, se vê entorpecida com toda essa velocidade. Passa a amar em uma noite e deixa ir quando o Sol surge. Guarda o abraço e o cheiro e, ao mesmo tempo em que esquece do perfume amadeirado do seu amor eterno de um dia, sente-se pronta para uma nova história.

Os amores eternos de um dia são verdadeiros, apesar de efêmeros. Mas o que não é efêmero nessa vida, não é mesmo? Nessas histórias, sente-se apenas o sabor doce das descobertas e do prazer pela companhia; aprecia-se cada segundo do momento porque você sabe que aquilo pode acabar a qualquer segundo. Aproveita o agridoce de não saber o que vem depois -
e se vem um depois.

Se joga. Ama.
E ama de verdade.
Não precisa lidar com os dias chuvosos, é só sol e tempo aberto.

Eu amei muito, nesse tempo. Me apaixonei perdidamente a cada semana, mas acho que cansei do clima ensolarado. Acho que quero apreciar a chuva da janela e colocar duas meias antes de dormir, por causa do frio. Quero me lembrar de como é um tempo fechado e como é acordar com as costas doendo depois de dividir a cama por mais de três noites.

Acho que não quero mais recomeços.
Só quero que, por um tempo, as coisas não tenham um fim.

Pelo menos por enquanto. 

11/03/2017

Sobre a ansiedade

A ansiedade é um negócio traiçoeiro, mesmo, né? Em um segundo está tudo bem: você está se arrumando para encontrar com seus amigos naquele show que você espera há meses, está finalizando a maquiagem e até tá se achando linda, na frente do espelho. A saia tá bonita, a blusa bem passada, o cabelo colaborou e dessa vez você finalmente acertou o delineado gatinho. Dá um sorrisinho confiante, olha o celular, vê as horas e pronto, ela aparece. Assim mesmo, sem gatilho, sem convite. Ela só vem, se instala, coloca o pé na mesa e diz com um tom de voz afrontoso: "Você achou mesmo que iria sem mim?". 


Tem dias em que a gente até bufa, coloca ela do lado e segue para o compromisso, apenas tentando ignorar sua presença e seus gritos no ouvido, contestando a escolha do destino, da roupa, do cabelo; tem vezes em que a gente simplesmente se deixa levar por ela, cancela tudo, deita na cama e sente a infeliz sentando em cima do nosso peito. Em outros, a gente simplesmente entrega o jogo. "Eu desisto", a gente diz entre uma lágrima e um nó na garganta. 

Ela gosta de jogar, essa cretina. Ela cansa de brincar com a gente e some, por um tempo. Ok, às vezes você até precisa de um comprimido ou de trocar ideia com um cara que te cobra por hora, mas depois que ela faz um recesso, você realmente acredita que essa visita indesejável foi embora e começa a tocar a vida. Faz planos, dá start em projetos, se matricula em uma aula de dança e até marca um date. Mas aí, do nada, ela volta com um sorriso debochado e mais forte que nunca. Ela muda seu rosto e sua forma de agir, tal qual um metamorfo. A figura muda, mas é a mesmíssima coisa. Às vezes na forma de um texto que você deveria fazer, outras como um lugar que você adorava. Ela é multifacetada, a infeliz. 

A ansiedade é complicada porque a gente nunca sabe como ela vem. Em um minuto ela te leva ao ápice da agitação e no outro, suga sua vontade de formular uma frase, sair da cadeira e trocar o canal. Faz coisas básicas, como responder uma mensagem, ser uma verdadeira prova de resistência; transforma a espera em um verdadeiro martírio. A ansiedade te coloca numa montanha-russa sem nenhum cinto de segurança, brinca com picos. Sabe a expressão "do céu ao inferno"? Provavelmente foi inventada por uma pessoa que conviveu com essa maldita. 

Em uma entrevista, J.K. Rowling disse que criou os Dementadores a partir de sua depressão, numa perfeita analogia à doença que suga a sua felicidade e vontade de viver. Se eu pudesse trocar uma ideia com ela, perguntaria se o Bicho Papão poderia representar a ansiedade, já que ele sempre tem a forma daquilo que nos dá mais medo e nos perturba até conseguirmos parar tudo, lembrar da nossa memória mais feliz e tentar afastar todo aquele pavor. 

Como faz para o Expecto Patronum não ser, na verdade, um antidepressivo tarja preta, e a solução para acabar com essa criatura ser o nosso bichinho favorito saindo de uma varinha de forma luminosa?

27/02/2017

Recebidos do mês e um caso de amor com a Schwarzkopf


Eu sei que eu sumi, eu sei que tô ausente e sei que vocês estão sentindo falta dos meus textões - ok, essa parte tem uma leve dose de prepotência da minha parte haha. Mas eu posso justificar tudo isso com a mais pura e sincera verdade: nada acontece, feijoada. Isso porque eu não to gostando de ninguém, não conheci ninguém e to muito feliz e plena - o que é péssimo para render textos profundos. Quando aqui dentro tudo é calmaria, não preciso colocar nada pra fora porque, vejam só, nada transborda. Consequentemente, perde-se a inspiração para textões. Porém, como estava com saudades de vocês e recebi coisas lindas da Kutiz, vim fazer uma resenha do amor porque estou em um relacionamento seríssimo com essa linha reparadora da Schwarzkopf (sim, eu olhei atentamente para o rótulo, para poder escrever). Sério, o gif abaixo é tipo euzinha saindo do banho:


Na caixinha dessa remessa, vieram alguns produtos que eu adorei: o protetor solar da La Roche-Posay, para o corpo, o que veio para salvar minha vida de foliã dedicada aos bloquinhos; um shampoo para cabelos loiros, da L'Oreal (eu sei que não sou mais loira, mas talvez isso seja um spoiler do que vem por aí #mistérios) e a linha reparadora da Schwarzkopf. E meus amigos, que caso de amor.

Primeiro porque ela realmente nutre o seu cabelo. Sério, você sente ele mais leve logo no primeiro banho. Segundo porque ele dá um brilho incrível para o picumã e terceiro porque, meus amigos, ele realmente reconstrói a juba. Cês não tão ligada no jeito que as pontas do meu cabelo estavam e, agora, elas não ficam mais "espigadas". É amor demais mesmo.


Outro ponto importante dessa linha é que ela rende muito, ou seja, uma gotinha e você lava o cabelo inteirinho. Não adianta muito o produto ser bárbaro e precisar ir meio frasco a cada lavagem, né? Enfim, estou em um relacionamento seríssimo com a linha e se o seu cabelinho está precisando de um tratamento mara, fica a minha indicação de brother mesmo. ♥

Oie! Esse NÃO é um Publipost!
Apesar de ter recebido o produto, esse post não é publipost,
ou seja, são minhas opiniões e a empresa não participou da resenha;

08/02/2017

A Síndrome da Corda

Entrei, recentemente, em um grupo muito fofinho só de mulheres. Apesar de não ser o foco, às vezes, trocamos uma ideia sobre relacionamentos e, no meio dessas conversas, falamos sobre pé na bunda (uma coisa que todo mundo tem ao menos uma experiência para compartilhar). Lendo os relatos, vi um denominador comum na maioria dos casos: a fatídica situação do cara (ou mina) que some depois de apresentar um grande envolvimento. Apelidei isso de síndrome da corda. Se você não se identificou ainda, lá vai!


Vocês começaram a conversar. Se viram, o encontro foi ótimo e as conversas triplicaram. Era manhã, tarde e noite. Mensagem de bom dia, bom almoço e dorme bem. "Se cuida", "Você tá linda nessa foto", "Quero te ver logo", já eram frases comuns. Vocês começaram a fazer planos curtos: "Você precisa provar o meu ensopado! Farei, por esses dias", "Você viu que está tendo exposição do Picasso? Tô bem afim de ir, vamos?", "Esse novo filme do Almodóvar parece bom, que tal irmos no meio da semana?" E, com tudo isso, você se sente à vontade de fazer o que? Se entregar, gostar, fazer planos, também - e tá tudo bem, né? A pessoa te da todos os subsídios para viabilizar um envolvimento, afinal, tá sendo mútuo. Why not, não é mesmo?

Porém, a pessoa que sofre da síndrome da corda, do nada, cansa - e toda a corda que ela te deu é enrolada no seu pescoço. Ela simplesmente some e você fica com mil interrogações na cara. O inevitável acontece: você começa a se perguntar o que fez de errado. Spoiler: nada. É sério, o problema não é você. Sim, eu juro!

Você espera as coisas voltarem ao normal. "Às vezes é uma semana difícil no trabalho", "Talvez o cachorro tenha ficado doente", "E se o celular dele/dela quebrou?", você arruma desculpas. Mais um spoiler: não é nada justificável. Até porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que quem quer, da jeito (e não tem TCC, tese de doutorado ou distância que impeça).

Quando cansa, você pergunta e manda aquela mensagem gelada, depois de três dias e meio de silêncio. "E aí?". A resposta pode variar na linguagem, mas é sempre a mesma. "Estava me envolvendo e não posso/quero". E então, toda a corda que foi dada, tal qual uma serpente em sua presa, te esmaga, enforca. Sem metáforas: machuca, pra dizer o mínimo.

Eu consigo enxergar sentido e honestidade em várias outras síndromes, como a Síndrome da Segunda Pessoa (não é você, sou eu), a Síndrome da Amy Winehouse (I know I'm no Good), a Síndrome de Ross Geller (Quando te conhecem no meio de um tempo com o/a namorado/a) e até mesmo a Síndrome da Valesca Popozuda ("Agora eu tô solteira e ninguém vai me segurar, daquele jeito"), mas essa não dá pra defender, não.

É cruel demais manter uma pessoa atras de você para apenas alimentar seu ego ou preencher três horas vagas do dia. É muita falta de honestidade não ser sincero ao perceber o envolvimento do outro quando não está na mesma frequência. Ninguém é obrigado (ou capaz) de ter reciprocidade quando o assunto é sentir, afinal, tai uma coisa que a gente não tem controle algum (quem dera!). Mas todo mundo consegue falar e ser sincero - e "medo de machucar a pessoa" não é uma desculpa, afinal, ela sairá machucada de qualquer forma.

Ninguém merece se culpar por falta de caráter de outra pessoa, por isso, pessoinhas, livrem-se da síndrome da corda. Tá tudo bem não gostar, ser um idiota, não. Mesmo que a mensagem de "acho que estamos em vibes distintas" não seja bem aceita pela outra pessoa, depois que a dor do chute passar, ela será grata por você ter optado pela verdade. E você se sentirá bem também, no final das contas. E se tudo isso que eu falei no maior tom "amiga dando conselho" não serviu, lembrem-se que carma is a bitch.

E o mundo gira e vacilão roda, rapaz.

26/01/2017

5 motivos para você não tentar superar um término de relacionamento

Não sou nenhuma defensora da fossa, não. Nunca fui de ficar chorando ouvindo All By Myself com um pote de sorvete e nem fiquei assistindo romances trágicos para ter mais um motivo para me debulhar em lágrimas. Sempre me disseram que, em términos, devemos mesmo abraçar a Samara que cuida do fundo do poço e pedir esse cargo pra ela. Mas eu não consegui fazer isso, não. Na real, acho que eu vivi os meus lutos pós-relacionamentos longos da melhor forma: me dando espaço e me dando tempo. Quer dizer, na maioria das vezes, porque foram os erros que me deram ideia para escrever está post. Separei cinco conselhos que dei, recentemente, para uma amiga, e resolvi colocar aqui no blog para, quem sabe, te ajudar em um momento difícil. Fecha o pote de Ben and Jerry's rapidinho e leia isso aqui. Vai te ajudar muito mais e ainda não aumentará sua glicemia.


1. Você pode conhecer pessoas incríveis em uma hora totalmente errada

Ninguém gosta de sofrer e querer acabar com esse incômodo imediatamente é natural, né? E como é que tentamos superar um namoro? Conhecendo novas pessoas, é claro! E esse é o pior e principal erro - e eu vou te dizer o porquê .Primeiro porque a você está "quebrado", então, qualquer coisa ou alguém legal que aparecer nesse período, não será aproveitado/valorizado. Segundo porque, inevitavelmente, você vai comparar qualquer nova pessoa, com a anterior - e isso te deixará ainda mais frustrada. E terceiro porque, por mais doloroso que possa parecer (e pode até soar insensível da minha parte) você precisa aprender a ficar sozinha desde já. O pós-termino é sempre muito difícil porque nos acostumamos a ter alguém para contar uma novidade, para desabafar depois de um dia ruim, ou para ser a companhia perfeita para o cinema. Eu sei, mas é aí que entram suas amigas e amigos. Apoie-se nas pessoas que te amam, eu tenho certeza que você não será um fardo para nenhum deles.

2. Permitir-se ficar triste fará com que você se lembre de pequenos prazeres

Encare o término como um momento de autoconhecimento, antes de tudo. Tente se lembrar das coisas que te deixavam feliz, antes de ter alguém do seu lado. Lembra quando você era viciada em vídeoaulas fitness? E aquele curso de ikebana que você adorava secretamente, mas chocava com a folga do ex e você acabou desistindo? E os filmes incríveis que você deixou de assistir porque o boy não curtia nada independente? Então! Tente lembrar dos seus pequenos e próprios prazeres, mas sem tentar passar por cima do que você está sentindo. Entenda que está triste, mas você você não precisa ser triste.

3. Ficar sozinha te obrigará a lidar consigo mesma

Todo mundo consegue ficar sozinho, mas quando terminamos um relacionamento, parece que desaprendemos e que toda a nossa existência dependia de uma segunda pessoa. Mas não! Se você entender que agora é um momento de introspecção e que isso pode ser extremamente benéfico para o seu próprio desenvolvimento, verá que toda essa situação foi maravilhosa para algo muito melhor: a construção do seu relacionamento consigo. Se você tentar pular isso a qualquer custo, perderá algo valioso e que será cobrado mais pra frente. Vai por mim!

4. Você aprenderá a dar valor nas pessoas que realmente te amam

Se tem uma coisa que eu aprendi nessa minha vida de quase 25 anos, é que pessoas para ficar do nosso lado nas horas boas, não faltam, mas quando é no perrengue... Mas acredite, isso não deixa de ser um ótimo filtro. Você, amoadinha porque terminou um namoro, precisará de colo de mãe, irmã, melhor amigo - e verá quem está do seu lado, afinal. Se você for daquele tipo de pessoa que esquece os amigos enquanto namora, terá nisso, também, uma baita lição: a de que você deve priorizar quem prioriza você - e assim, não cometerá esse erro gravíssimo numa próxima.

5. Você amadurece

A superação de um término de relacionamento é gradual e acontece todos os dias. Não tem fórmula, não tem receita, quiçá um tempo pré-determinado. Conheço pessoas que superaram namoros longos em duas semanas. Outras que levaram três anos para esquecer um amor de seis meses. Não tem tempo quando falamos de emoções, né? Mas uma coisa é certa: enfrentar toda essa tempestade de frente, permitindo-se fraquejar quando necessário (mas sem esquecer de quem você é) promove muitas coisas, entre elas, o amadurecimento.

~

Términos nunca são legais. Doem emocional e fisicamente, em alguns casos. Mas passam. A dor da lugar à experiência e a experiência te faz mais seletiva, mais segura, mais feliz. Não tente atravessar esse rio sem saber nadar - aprenda a mergulhar para, assim, descobrir a imensidão de coisas que você podem te encantar, por ali. Em vez de lembrar de um alguém que saiu da sua vida, olhe-se no espelho. Flerte consigo mesma, ressalte seus pontos positivos e descubra cada detalhe sobre sua pessoa. Construa um relacionamento com você, porque esse, amiga, esse é eterno. Eu juro.

✨ Dê tempo ao tempo ✨
© MY OTHER BAG IS CHANEL
Maira Gall